Aplicativo que mapeia zonas de risco para a população LGBTI é batizado de Dandarah

HOMENAGEM À DANDARA DOS SANTOS

Aplicativo que mapeia zonas de risco para a população LGBTI é batizado de Dandarah

A ferramenta, lançada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também deve ajudar a população LGBTI a se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais está sujeita

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

2 de janeiro de 2020 às 07:00

Há 6 meses
Dandara dos Santos foi torturada e morta em fevereiro de 2017, no bairro Bom Jardim (FOTO: Arquivo Pessoal)

Dandara dos Santos foi torturada e morta em fevereiro de 2017, no bairro Bom Jardim (FOTO: Arquivo Pessoal)

Em homenagem à travesti Dandara dos Santos, assassinada brutalmente em 2017, no bairro Bom Jardim, um aplicativo que mapeia áreas de risco para pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) foi batizado de Dandarah. Além de mapear zonas de perigo, a ferramenta também monitora casos de agressão.

A plataforma foi idealizada a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

Segundo os desenvolvedores, a ferramenta propõe ser um ambiente digital para facilitar a vida da população LGBTI. Se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita são algumas das funcionalidades do aplicativo. A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento da plataforma, uma pesquisa iniciada há dois anos e também informações obtidas com grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras.

“Queremos que o app Dandarah seja uma fonte de informação para a comunidade LGBTI. Vamos geolocalizar locais seguros para essas pessoas e o cadastro desses ambientes será feito pelos próprios usuários”, explica Angélica Baptista.

Devido os altos índices de violência contra a população LGBTI, o aplicativo conta com um botão de pânico que, quando acionado, envia imediatamente para cinco pessoas cadastradas pelo usuário, uma mensagem informando que ele (a) se encontra em situação de risco. Dandarah também deve ser um canal de informação sobre delegacias e serviços de apoio mais próximos e de locais seguros para LGBTI – usuários também podem contribuir, indicando esses locais no mapa.

O aplicativo, lançado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já está disponível na versão Beta, na Play Store e em breve estará disponível na App Store.

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HOMENAGEM À DANDARA DOS SANTOS

Aplicativo que mapeia zonas de risco para a população LGBTI é batizado de Dandarah

A ferramenta, lançada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também deve ajudar a população LGBTI a se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais está sujeita

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

2 de janeiro de 2020 às 07:00

Há 6 meses
Dandara dos Santos foi torturada e morta em fevereiro de 2017, no bairro Bom Jardim (FOTO: Arquivo Pessoal)

Dandara dos Santos foi torturada e morta em fevereiro de 2017, no bairro Bom Jardim (FOTO: Arquivo Pessoal)

Em homenagem à travesti Dandara dos Santos, assassinada brutalmente em 2017, no bairro Bom Jardim, um aplicativo que mapeia áreas de risco para pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) foi batizado de Dandarah. Além de mapear zonas de perigo, a ferramenta também monitora casos de agressão.

A plataforma foi idealizada a partir do projeto Resistência Arco-Íris, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

Segundo os desenvolvedores, a ferramenta propõe ser um ambiente digital para facilitar a vida da população LGBTI. Se informar, denunciar, registrar, enfrentar e evitar diversas formas de violência às quais essa população está sujeita são algumas das funcionalidades do aplicativo. A pesquisadora responsável pelo Projeto Resistência Arco-Íris, Mônica Malta, teve como base para o desenvolvimento da plataforma, uma pesquisa iniciada há dois anos e também informações obtidas com grupos mobilizados em diversas cidades brasileiras.

“Queremos que o app Dandarah seja uma fonte de informação para a comunidade LGBTI. Vamos geolocalizar locais seguros para essas pessoas e o cadastro desses ambientes será feito pelos próprios usuários”, explica Angélica Baptista.

Devido os altos índices de violência contra a população LGBTI, o aplicativo conta com um botão de pânico que, quando acionado, envia imediatamente para cinco pessoas cadastradas pelo usuário, uma mensagem informando que ele (a) se encontra em situação de risco. Dandarah também deve ser um canal de informação sobre delegacias e serviços de apoio mais próximos e de locais seguros para LGBTI – usuários também podem contribuir, indicando esses locais no mapa.

O aplicativo, lançado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já está disponível na versão Beta, na Play Store e em breve estará disponível na App Store.