Bebês recém-nascidos compartilham o mesmo berço em hospital superlotado


Bebês recém-nascidos compartilham o mesmo berço em hospital superlotado

Além disso, a sala de parto do hospital Dr. César Cals – que tem capacidade para 10 pacientes – estava com 21

Por Roberta Tavares em Cotidiano

15 de setembro de 2015 às 11:57

Há 4 anos
Anvisa determina uso individualizado dos berços e distância mínima entre os equipamentos (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

Anvisa determina uso individualizado dos berços e distância mínima entre os equipamentos (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

No berçário, uma cena que os profissionais já se “acostumaram” a ver, mas que choca quem não vive a rotina. Três recém-nascidos, filhos de diferentes mães, compartilham o mesmo berço em uma unidade de saúde da rede pública do Ceará, Hospital Geral Dr. César Cals, em Fortaleza. O flagrante foi registrado na segunda-feira (14), durante visita do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde no Ceará (Sindsaúde).

De acordo com o Sindicato, a situação desrespeita regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina o uso individualizado dos equipamentos e uma distância mínima entre berços ou incubadoras. Além disso, a sala de parto – que tem capacidade para 10 pacientes – estava com 21.

A promotora de Justiça da Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, disse que será instaurado um procedimento administrativo sobre a denúncia e também serão ouvidos os gestores do hospital. Ela pedirá ainda que a Vigilância Sanitária, Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem se manifestem sobre o problema.

Em nota, a assessoria de imprensa do César Cals afirmou que a unidade está em processo final de reforma na maternidade e no setor neonatal, mas não informou o prazo para o término dos trabalhos.

Superlotação

Em 28 de julho, o Sindsaúde havia denunciado que muitas mulheres eram atendidas em macas no chão, sem as mínimas condições de higiene. Profissionais e acompanhantes denunciaram ainda a falta de água para o banho das pacientes.

A sala de parto, que tem capacidade para 10 pacientes, estava com 21 mulheres (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

A sala de parto, que tem capacidade para 10 pacientes, estava com 21 mulheres (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

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Bebês recém-nascidos compartilham o mesmo berço em hospital superlotado

Além disso, a sala de parto do hospital Dr. César Cals – que tem capacidade para 10 pacientes – estava com 21

Por Roberta Tavares em Cotidiano

15 de setembro de 2015 às 11:57

Há 4 anos
Anvisa determina uso individualizado dos berços e distância mínima entre os equipamentos (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

Anvisa determina uso individualizado dos berços e distância mínima entre os equipamentos (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

No berçário, uma cena que os profissionais já se “acostumaram” a ver, mas que choca quem não vive a rotina. Três recém-nascidos, filhos de diferentes mães, compartilham o mesmo berço em uma unidade de saúde da rede pública do Ceará, Hospital Geral Dr. César Cals, em Fortaleza. O flagrante foi registrado na segunda-feira (14), durante visita do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde no Ceará (Sindsaúde).

De acordo com o Sindicato, a situação desrespeita regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina o uso individualizado dos equipamentos e uma distância mínima entre berços ou incubadoras. Além disso, a sala de parto – que tem capacidade para 10 pacientes – estava com 21.

A promotora de Justiça da Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, disse que será instaurado um procedimento administrativo sobre a denúncia e também serão ouvidos os gestores do hospital. Ela pedirá ainda que a Vigilância Sanitária, Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem se manifestem sobre o problema.

Em nota, a assessoria de imprensa do César Cals afirmou que a unidade está em processo final de reforma na maternidade e no setor neonatal, mas não informou o prazo para o término dos trabalhos.

Superlotação

Em 28 de julho, o Sindsaúde havia denunciado que muitas mulheres eram atendidas em macas no chão, sem as mínimas condições de higiene. Profissionais e acompanhantes denunciaram ainda a falta de água para o banho das pacientes.

A sala de parto, que tem capacidade para 10 pacientes, estava com 21 mulheres (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)

A sala de parto, que tem capacidade para 10 pacientes, estava com 21 mulheres (FOTO: Sindsaúde/Divulgação)