Ceará deve ganhar mosquitos que ajudam a reduzir índices de Dengue, Chikungunya e Zika

"MOSQUITOS DO BEM"

Ceará deve ganhar mosquitos que ajudam a reduzir índices de Dengue, Chikungunya e Zika

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, os mosquitos do “bem” são insetos infectados por uma bactéria que inibe a transmissão das doenças

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

15 de dezembro de 2019 às 06:06

Há 1 mês
(FOTO: Flickr/ Creative Commons/ John Tann)

(FOTO: Flickr/Creative Commons/John Tann)

Os fortalezenses devem ganhar, a partir do próximo ano, outra medida de combate às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. A Fundação Oswaldo Cruz está produzindo um mosquito capaz de reduzir os índices da Dengue, Chikungunya e Zika. Uma medida que deve reduzir drasticamente os índices das doenças transmitidas pelo Aedes Aegpyti, em Fortaleza, são os chamados Mosquitos do Bem.

A estratégia do Ministério da Saúde já está sendo testada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, e deve chegar à capital cearense no próximo ano. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, os mosquitos do “bem” são insetos infectados por uma bactéria que inibe a transmissão das doenças. Nos primeiros resultados, a tecnologia reduziu 75% dos casos de chikungunya, em 33 bairros de Niterói.

O coordenador da Fiocruz do Ceará, Carlille Lavor, explica que a medida deve ser adotada aos poucos na capital cearense e também em outras cidades do Estado. “Começa com uma pequena escala, porque é um processo longo. Povoando, substituindo a população do mosquito “natural” pelo mosquito infectado com a bactéria, então isso não se faz de uma hora pra outra. Começa com uma pequena escala e vai aumentando até que cubra todo o Ceará e Brasil”.

Os primeiros locais a receber os “Mosquitos do Bem” devem ser definidos pela Secretaria de Saúde do Estado nos próximos meses. No entanto, no caso do Ceará, Carlille acrescenta que é preciso adaptar o método para os mosquitos presentes da região. “O que vamos utilizar são os próprios daqui do Ceará. Porque tem pequenas diferença entre os daqui e os do Rio de Janeiro. Essas populações vão se diferenciando geneticamente. Vamos adaptar a bactéria ao nosso mosquito e vai sendo feito essa substituição, trabalhando junto com a população e profissionais de saúde”.

Além de Fortaleza, as cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Manaus, no Amazonas, também devem receber os mosquitos do bem no próximo ano. De acordo com o Ministério da Saúde, R$ 21,7 milhões foram investidos na tecnologia.

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"MOSQUITOS DO BEM"

Ceará deve ganhar mosquitos que ajudam a reduzir índices de Dengue, Chikungunya e Zika

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, os mosquitos do “bem” são insetos infectados por uma bactéria que inibe a transmissão das doenças

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

15 de dezembro de 2019 às 06:06

Há 1 mês
(FOTO: Flickr/ Creative Commons/ John Tann)

(FOTO: Flickr/Creative Commons/John Tann)

Os fortalezenses devem ganhar, a partir do próximo ano, outra medida de combate às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. A Fundação Oswaldo Cruz está produzindo um mosquito capaz de reduzir os índices da Dengue, Chikungunya e Zika. Uma medida que deve reduzir drasticamente os índices das doenças transmitidas pelo Aedes Aegpyti, em Fortaleza, são os chamados Mosquitos do Bem.

A estratégia do Ministério da Saúde já está sendo testada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, e deve chegar à capital cearense no próximo ano. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, os mosquitos do “bem” são insetos infectados por uma bactéria que inibe a transmissão das doenças. Nos primeiros resultados, a tecnologia reduziu 75% dos casos de chikungunya, em 33 bairros de Niterói.

O coordenador da Fiocruz do Ceará, Carlille Lavor, explica que a medida deve ser adotada aos poucos na capital cearense e também em outras cidades do Estado. “Começa com uma pequena escala, porque é um processo longo. Povoando, substituindo a população do mosquito “natural” pelo mosquito infectado com a bactéria, então isso não se faz de uma hora pra outra. Começa com uma pequena escala e vai aumentando até que cubra todo o Ceará e Brasil”.

Os primeiros locais a receber os “Mosquitos do Bem” devem ser definidos pela Secretaria de Saúde do Estado nos próximos meses. No entanto, no caso do Ceará, Carlille acrescenta que é preciso adaptar o método para os mosquitos presentes da região. “O que vamos utilizar são os próprios daqui do Ceará. Porque tem pequenas diferença entre os daqui e os do Rio de Janeiro. Essas populações vão se diferenciando geneticamente. Vamos adaptar a bactéria ao nosso mosquito e vai sendo feito essa substituição, trabalhando junto com a população e profissionais de saúde”.

Além de Fortaleza, as cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Manaus, no Amazonas, também devem receber os mosquitos do bem no próximo ano. De acordo com o Ministério da Saúde, R$ 21,7 milhões foram investidos na tecnologia.