Ceará perde mais de 33 mil vagas de emprego e tem pior saldo em 10 anos


Ceará perde mais de 33 mil vagas de emprego e tem pior saldo em 10 anos

Com a perda de 516.491 vagas de trabalho em 2015, o Ceará ficou com a 12ª posição no ranking nacional negativo; confira o infográfico

Por Roberta Tavares em Cotidiano

22 de janeiro de 2016 às 08:48

Há 4 anos

O Ceará perdeu 33.411 postos de trabalho em 2015, segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (21). Ao todo, foram 483.080 admissões para 516.491 demissões, representando queda anual de 2,71%.

O número garante ao estado o pior resultado do saldo (diferença entre admissões e demissões) em 10 anos. Em 2005, o saldo foi positivo, com 38.659 admissões. Em 2010, o número foi ainda maior, com 83.955 vagas abertas.

De acordo com os dados, o comportamento negativo do ano passado foi proveniente da retração do emprego principalmente nos setores da Indústria de Transformação (perda de 17.328 postos), da Construção Civil (perda de 11.892 postos), do Comércio (perda de 3.147 postos) e de Serviços (perda de 3.094 postos).

Com a grande perda de vagas de trabalho em 2015, o Ceará assegurou a 12ª posição no ranking nacional negativo. São Paulo aparece em 1º lugar, com perda de 466.686 vagas de trabalho, representando maior percentual negativo do Brasil (-3,65%) no saldo.

Veja mais dados:

Municípios cearenses

Fortaleza também registrou grande número de demissões no ano passado: 22.725. Mesmo com o número negativo, no apurado de 2005 a 2015 a capital abriu 283.225 vagas de trabalho, aparecendo no primeiro lugar do ranking de cidades cearenses em admissões. O município de Fortim ocupa a segunda posição, com abertura de 20.848 vagas de trabalho em 10 anos; seguido por Eusébio, com 18.863.

Brasil

Em todo o Brasil, foram fechadas 1.542.371 vagas com carteira assinada em 2015. Apenas em dezembro, foram menos 596.208 vagas. “Tivemos um ano de 2015 difícil, mas o mercado de trabalho do país manteve uma capacidade rápida de resposta a estímulos de demanda e um estoque formal forte e organizado de 39,6 milhões de empregos”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Miguel Rossetto.

Segundo dados do Caged, mesmo com a perda de 596.208 postos em dezembro, por conta da sazonalidade característica do mês (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, fim das festas do final do ano, fatores climáticos, redução do número de contratações em relação aos demais meses), o estoque de empregos é o 3º melhor da série, decorrente, principalmente, da grande geração de empregos desde 2002. No período, foram gerados no país 16,8 milhões de empregos com carteira assinada.

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto divulga o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de 2015 (FOTO: José Cruz/ Agência Brasil)

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto divulga o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de 2015 (FOTO: José Cruz/ Agência Brasil)

Em dezembro, houve redução real de 1,64% no valor do salário médio de admissão, em relação ao mesmo mês em 2014. Em contrapartida, de 2003 a 2015, houve um crescimento de 41,87% no valor dos salários de admissão, passando de R$ 895,69 em 2003 para R$ 1.270,74 no ano passado.

Entre 2011 e 2015, o valor do salário médio teve um aumento real de 9,95%, passando de R$ 1.155,78 em 2010 para R$ 1.270,74 em 2015. Esse resultado é decorrente do aumento de 10,08% para homens e 11,18% para as mulheres. Entre as 27 unidades da federação, duas obtiveram aumento real no salário de admissão: Distrito Federal (5,39%) e Amapá (0,96%). São Paulo é o estado com o maior valor do salário médio do país, alcançando R$ 1.467,38.

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Ceará perde mais de 33 mil vagas de emprego e tem pior saldo em 10 anos

Com a perda de 516.491 vagas de trabalho em 2015, o Ceará ficou com a 12ª posição no ranking nacional negativo; confira o infográfico

Por Roberta Tavares em Cotidiano

22 de janeiro de 2016 às 08:48

Há 4 anos

O Ceará perdeu 33.411 postos de trabalho em 2015, segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (21). Ao todo, foram 483.080 admissões para 516.491 demissões, representando queda anual de 2,71%.

O número garante ao estado o pior resultado do saldo (diferença entre admissões e demissões) em 10 anos. Em 2005, o saldo foi positivo, com 38.659 admissões. Em 2010, o número foi ainda maior, com 83.955 vagas abertas.

De acordo com os dados, o comportamento negativo do ano passado foi proveniente da retração do emprego principalmente nos setores da Indústria de Transformação (perda de 17.328 postos), da Construção Civil (perda de 11.892 postos), do Comércio (perda de 3.147 postos) e de Serviços (perda de 3.094 postos).

Com a grande perda de vagas de trabalho em 2015, o Ceará assegurou a 12ª posição no ranking nacional negativo. São Paulo aparece em 1º lugar, com perda de 466.686 vagas de trabalho, representando maior percentual negativo do Brasil (-3,65%) no saldo.

Veja mais dados:

Municípios cearenses

Fortaleza também registrou grande número de demissões no ano passado: 22.725. Mesmo com o número negativo, no apurado de 2005 a 2015 a capital abriu 283.225 vagas de trabalho, aparecendo no primeiro lugar do ranking de cidades cearenses em admissões. O município de Fortim ocupa a segunda posição, com abertura de 20.848 vagas de trabalho em 10 anos; seguido por Eusébio, com 18.863.

Brasil

Em todo o Brasil, foram fechadas 1.542.371 vagas com carteira assinada em 2015. Apenas em dezembro, foram menos 596.208 vagas. “Tivemos um ano de 2015 difícil, mas o mercado de trabalho do país manteve uma capacidade rápida de resposta a estímulos de demanda e um estoque formal forte e organizado de 39,6 milhões de empregos”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Miguel Rossetto.

Segundo dados do Caged, mesmo com a perda de 596.208 postos em dezembro, por conta da sazonalidade característica do mês (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, fim das festas do final do ano, fatores climáticos, redução do número de contratações em relação aos demais meses), o estoque de empregos é o 3º melhor da série, decorrente, principalmente, da grande geração de empregos desde 2002. No período, foram gerados no país 16,8 milhões de empregos com carteira assinada.

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto divulga o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de 2015 (FOTO: José Cruz/ Agência Brasil)

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto divulga o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de 2015 (FOTO: José Cruz/ Agência Brasil)

Em dezembro, houve redução real de 1,64% no valor do salário médio de admissão, em relação ao mesmo mês em 2014. Em contrapartida, de 2003 a 2015, houve um crescimento de 41,87% no valor dos salários de admissão, passando de R$ 895,69 em 2003 para R$ 1.270,74 no ano passado.

Entre 2011 e 2015, o valor do salário médio teve um aumento real de 9,95%, passando de R$ 1.155,78 em 2010 para R$ 1.270,74 em 2015. Esse resultado é decorrente do aumento de 10,08% para homens e 11,18% para as mulheres. Entre as 27 unidades da federação, duas obtiveram aumento real no salário de admissão: Distrito Federal (5,39%) e Amapá (0,96%). São Paulo é o estado com o maior valor do salário médio do país, alcançando R$ 1.467,38.