Ceará tem média de 150 doadores múltiplos de órgãos por ano

COMPARTILHAMENTO

Ceará tem média de 150 doadores múltiplos de órgãos por ano

O Hospital Universitário Walter Cantídio é referência no Norte e Nordeste em transplante de medula óssea e na América Latina no transplante de fígado

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

1 de dezembro de 2019 às 06:06

Há 1 semana
Transplantes de órgãos

(Foto: Fotos Públicas)

O Ceará tem média de 150 doadores múltiplos de órgãos por ano. Entre 2015 e 2018, 845 pessoas foram doadoras no estado. Deste total, 603 tiveram múltiplos órgãos transplantados a pacientes. Neste ano, de janeiro a setembro, foram 116 casos.

De acordo com a Responsável pela Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, Ana Virgínia Viana, a doação múltipla de órgãos é possível nos casos de morte cerebral.

“O doador de múltiplo órgãos, ele tem que ter diagnóstico de morte encefálica. Então não são todos aqueles pacientes que vem a óbito. A grande maioria morre de coração parado – nesses casos é possível a doação de córnea, se tiver condição clínica”, comenta Virgínia.

O Hospital Universitário Walter Cantídio é referência no Norte e Nordeste em transplante de medula óssea e na América Latina no transplante de fígado.

A unidade faz também outros transplantes, como o de rim. O pai da cerimonialista Alessandra Viana está na fila de espera e a família mantém uma postura otimista. “Agente só tem coisas boas a falar desse processo, não pela saúde do meu pai, mas pelo processo em si do transplante. O Ceará só perde mesmo para Recife (sic). Aqui demora 3 a 4 meses”, disse a filha.

Mas como se tornar um doador de órgãos? O membro do conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, José Osmar Medina Pestana, diz que manifestar o desejo à família de ser um doador é suficiente para, quem sabe um dia, ajudar a salvar outras vidas.

“O que vale mesmo é a pessoa falar verbalmente para a família, mesmo de maneira informal. Sempre que o indivíduo fala que quer ser doador de órgão, a família considera como último desejo e uma forma de ele continuar contribuindo para a sociedade após sua partida”.

No Ceará, a Central de Transplantes do Governo regula e fiscaliza todas as atividades de doação e transplantes. A distribuição dos órgãos doados acontece por meio do Sistema Nacional de Transplantes que seleciona os receptores.

Os órgãos doados vão atender primeiro a demanda local, caso não tenha um doador compatível, é feita uma notificação à Central Nacional de Transplantes, que distribui para outros estados.

Confira a matéria completa do repórter Jackson Moura da Tribuna Band News FM:

Publicidade

Dê sua opinião

COMPARTILHAMENTO

Ceará tem média de 150 doadores múltiplos de órgãos por ano

O Hospital Universitário Walter Cantídio é referência no Norte e Nordeste em transplante de medula óssea e na América Latina no transplante de fígado

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

1 de dezembro de 2019 às 06:06

Há 1 semana
Transplantes de órgãos

(Foto: Fotos Públicas)

O Ceará tem média de 150 doadores múltiplos de órgãos por ano. Entre 2015 e 2018, 845 pessoas foram doadoras no estado. Deste total, 603 tiveram múltiplos órgãos transplantados a pacientes. Neste ano, de janeiro a setembro, foram 116 casos.

De acordo com a Responsável pela Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, Ana Virgínia Viana, a doação múltipla de órgãos é possível nos casos de morte cerebral.

“O doador de múltiplo órgãos, ele tem que ter diagnóstico de morte encefálica. Então não são todos aqueles pacientes que vem a óbito. A grande maioria morre de coração parado – nesses casos é possível a doação de córnea, se tiver condição clínica”, comenta Virgínia.

O Hospital Universitário Walter Cantídio é referência no Norte e Nordeste em transplante de medula óssea e na América Latina no transplante de fígado.

A unidade faz também outros transplantes, como o de rim. O pai da cerimonialista Alessandra Viana está na fila de espera e a família mantém uma postura otimista. “Agente só tem coisas boas a falar desse processo, não pela saúde do meu pai, mas pelo processo em si do transplante. O Ceará só perde mesmo para Recife (sic). Aqui demora 3 a 4 meses”, disse a filha.

Mas como se tornar um doador de órgãos? O membro do conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, José Osmar Medina Pestana, diz que manifestar o desejo à família de ser um doador é suficiente para, quem sabe um dia, ajudar a salvar outras vidas.

“O que vale mesmo é a pessoa falar verbalmente para a família, mesmo de maneira informal. Sempre que o indivíduo fala que quer ser doador de órgão, a família considera como último desejo e uma forma de ele continuar contribuindo para a sociedade após sua partida”.

No Ceará, a Central de Transplantes do Governo regula e fiscaliza todas as atividades de doação e transplantes. A distribuição dos órgãos doados acontece por meio do Sistema Nacional de Transplantes que seleciona os receptores.

Os órgãos doados vão atender primeiro a demanda local, caso não tenha um doador compatível, é feita uma notificação à Central Nacional de Transplantes, que distribui para outros estados.

Confira a matéria completa do repórter Jackson Moura da Tribuna Band News FM: