Cearenses passam a gastar mais com fumo e bebidas e menos com educação e cultura

MUDANÇA DE HÁBITO

Cearenses passam a gastar mais com fumo e bebidas e menos com educação e cultura

O estudo feito pelo IPC Marketing mostra que o potencial de consumo do Estado cresceu 40,0% nos últimos cinco anos; há diferenças significativas por categorias de produtos

Por Vitória Barbosa em Cotidiano

17 de julho de 2019 às 07:00

Há 5 meses
Além de cigarros, a categoria fumo também envolve uso de charutos, cachimbos, cigarros eletrônico e narguilé (FOTO: Freepik)

Além de cigarros, a categoria fumo também envolve uso de charutos, cachimbos, cigarros eletrônico e narguilé (FOTO: Freepik)

A pesquisa Índice Potencial de Consumo (IPC) Maps, especializada no cálculo de índices de potencial de consumo, mostrou que no Ceará o consumo de fumo cresceu em detrimento de gastos com educação. O estudo revela que o potencial de consumo do Estado cresceu 40% nos últimos cinco anos, no entanto, há diferenças significativas entre categorias de produtos.

No topo do índice de crescimento de consumo, estão os gastos com artigos de limpeza (77,2%), fumo (70,6%), alimentação no domicílio (69%) e bebidas (61,1%). Por outro lado, cresceram abaixo da média estadual (40%) as despesas com livros e material escolar (38,4%), recreação cultural (33,2%), despesas com viagens (16,1%), outras despesas com saúde (14,5%) e matrículas e mensalidades (7,6%).

No cenário nacional de hábitos de consumo, no entanto, os gastos com fumo (0,6%), artigos de limpeza (0,7%) e bebidas (1,3%) ocupam os últimos lugares de crescimento. A manutenção do lar (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás), correspondendo a 26,8%, lidera os gastos dos brasileiros. Em sequência, seguem alimentação (no domicílio e fora), com 17,3%, transportes e veículos próprio (7,4%) e medicamentos e saúde (6%).

Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing, responsável pelo estudo, destaca que “alimentação no domicílio”, “bebidas”, “transporte urbano”, “gastos com medicamentos” são categorias que representam despesas essenciais da população, crescendo acima da média.

Para explicar o crescimento dos índices acima dos 40%, ele usa a metáfora de que “não adianta você puxar o cobertor porque ele vai cobrir um lado, e descobrir o outro”. Ou seja, o orçamento da população, segundo ele, já está definido exclusivamente para gastos especiais, sobrando menos dinheiro para o que não é considerado “necessidade básica”.

Marcos explicou também que a categoria “fumo”, que teve crescimento significativo, não se refere apenas ao consumo de cigarro. Fósforo, charuto e cachimbo, por exemplo, também compõem o grupo. Para ele, o uso de cigarros eletrônicos e narguilé “pesaram bastante” para o crescimento da categoria. “De certa forma, ele virou moda entre a população mais jovem e faz sucesso nas festas e barzinhos”.

O diretor também diz que “bebidas” inclui todos os tipos, não somente alcoólicas, por isso, teve um peso maior no orçamento da população porque é item de necessidade básica. Já matrículas e mensalidades, que cresceram menos, envolvem ingressos em escolas particulares e cursos que não oferecem formação, como de inglês e informática básica.

Outros indicadores

No ranking dos municípios brasileiros, os 50 maiores correspondem a 39,43% de tudo que é consumido no país. Entre os maiores mercados, Fortaleza ocupa a 7ª posição, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Curitiba. Depois da capital cearense, seguem as capitais Porto Alegre, Manaus e Goiânia.

A nível de estado, Ceará ocupa a 10ª posição no ranking de potencial de consumo nacional. No Nordeste, o Estado fica em 3° lugar, atrás dos estados da Bahia e de Pernambuco.

Fortaleza lidera o 1° lugar no Estado, com um potencial de consumo de R$ 56,842 bilhões em 2019. Caucaia (R$ 5,639 bi), Juazeiro do Norte (R$ 4,934 bi) e Maracanaú (R$ 3,375 bi) seguem. Nas últimas colocações ficam Potiretama (R$ 0,062 bi), Guaramiranga (R$ 0,045 bi) e Granjeiro (R$ 0,040 bi).

Em caráter regional, o estudo mostra que o Nordeste ocupa a 2ª colocação no consumo do país, com 18,82%. A região Sudeste segue liderando o ranking com 48,89%. O Sul do país, que em 2018 tinha aumentado seu índice para 18,07%, cai para 17,82%, assim como o Centro-Oeste, que de 8,51% retrai para 8,21%. A região Norte, no entanto, sobe de 5,89% para 6,25%. As comparações são em relação a 2018.

Confira o gráfico com os índices de potencial de consumo do Ceará:

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MUDANÇA DE HÁBITO

Cearenses passam a gastar mais com fumo e bebidas e menos com educação e cultura

O estudo feito pelo IPC Marketing mostra que o potencial de consumo do Estado cresceu 40,0% nos últimos cinco anos; há diferenças significativas por categorias de produtos

Por Vitória Barbosa em Cotidiano

17 de julho de 2019 às 07:00

Há 5 meses
Além de cigarros, a categoria fumo também envolve uso de charutos, cachimbos, cigarros eletrônico e narguilé (FOTO: Freepik)

Além de cigarros, a categoria fumo também envolve uso de charutos, cachimbos, cigarros eletrônico e narguilé (FOTO: Freepik)

A pesquisa Índice Potencial de Consumo (IPC) Maps, especializada no cálculo de índices de potencial de consumo, mostrou que no Ceará o consumo de fumo cresceu em detrimento de gastos com educação. O estudo revela que o potencial de consumo do Estado cresceu 40% nos últimos cinco anos, no entanto, há diferenças significativas entre categorias de produtos.

No topo do índice de crescimento de consumo, estão os gastos com artigos de limpeza (77,2%), fumo (70,6%), alimentação no domicílio (69%) e bebidas (61,1%). Por outro lado, cresceram abaixo da média estadual (40%) as despesas com livros e material escolar (38,4%), recreação cultural (33,2%), despesas com viagens (16,1%), outras despesas com saúde (14,5%) e matrículas e mensalidades (7,6%).

No cenário nacional de hábitos de consumo, no entanto, os gastos com fumo (0,6%), artigos de limpeza (0,7%) e bebidas (1,3%) ocupam os últimos lugares de crescimento. A manutenção do lar (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás), correspondendo a 26,8%, lidera os gastos dos brasileiros. Em sequência, seguem alimentação (no domicílio e fora), com 17,3%, transportes e veículos próprio (7,4%) e medicamentos e saúde (6%).

Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing, responsável pelo estudo, destaca que “alimentação no domicílio”, “bebidas”, “transporte urbano”, “gastos com medicamentos” são categorias que representam despesas essenciais da população, crescendo acima da média.

Para explicar o crescimento dos índices acima dos 40%, ele usa a metáfora de que “não adianta você puxar o cobertor porque ele vai cobrir um lado, e descobrir o outro”. Ou seja, o orçamento da população, segundo ele, já está definido exclusivamente para gastos especiais, sobrando menos dinheiro para o que não é considerado “necessidade básica”.

Marcos explicou também que a categoria “fumo”, que teve crescimento significativo, não se refere apenas ao consumo de cigarro. Fósforo, charuto e cachimbo, por exemplo, também compõem o grupo. Para ele, o uso de cigarros eletrônicos e narguilé “pesaram bastante” para o crescimento da categoria. “De certa forma, ele virou moda entre a população mais jovem e faz sucesso nas festas e barzinhos”.

O diretor também diz que “bebidas” inclui todos os tipos, não somente alcoólicas, por isso, teve um peso maior no orçamento da população porque é item de necessidade básica. Já matrículas e mensalidades, que cresceram menos, envolvem ingressos em escolas particulares e cursos que não oferecem formação, como de inglês e informática básica.

Outros indicadores

No ranking dos municípios brasileiros, os 50 maiores correspondem a 39,43% de tudo que é consumido no país. Entre os maiores mercados, Fortaleza ocupa a 7ª posição, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Curitiba. Depois da capital cearense, seguem as capitais Porto Alegre, Manaus e Goiânia.

A nível de estado, Ceará ocupa a 10ª posição no ranking de potencial de consumo nacional. No Nordeste, o Estado fica em 3° lugar, atrás dos estados da Bahia e de Pernambuco.

Fortaleza lidera o 1° lugar no Estado, com um potencial de consumo de R$ 56,842 bilhões em 2019. Caucaia (R$ 5,639 bi), Juazeiro do Norte (R$ 4,934 bi) e Maracanaú (R$ 3,375 bi) seguem. Nas últimas colocações ficam Potiretama (R$ 0,062 bi), Guaramiranga (R$ 0,045 bi) e Granjeiro (R$ 0,040 bi).

Em caráter regional, o estudo mostra que o Nordeste ocupa a 2ª colocação no consumo do país, com 18,82%. A região Sudeste segue liderando o ranking com 48,89%. O Sul do país, que em 2018 tinha aumentado seu índice para 18,07%, cai para 17,82%, assim como o Centro-Oeste, que de 8,51% retrai para 8,21%. A região Norte, no entanto, sobe de 5,89% para 6,25%. As comparações são em relação a 2018.

Confira o gráfico com os índices de potencial de consumo do Ceará: