Ciclista tem perna amputada e dá exemplo: "ainda vão me ver nos rolês de bike"

EM RECUPERAÇÃO

Ciclista tem perna amputada e dá exemplo: “vocês ainda vão me ver nos rolês de bike”

A vítima segue internada no IJF. Luana Vasconcelos deu detalhes sobre o acidente e disse que não usava fones de ouvido quando foi atropelada

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

10 de maio de 2018 às 09:40

Há 2 anos

A ciclista atropelada por um ônibus enquanto trafegava pela ciclofaixa da Avenida Antônio Sales, em Fortaleza, teve parte da perna direita amputada. Em rede social, ela deu a informação e declarou que não sente revolta. “Tô até espantada comigo mesma. Daqui a pouco ponho uma prótese super estilosa”, publicou.

Luana Vasconcelos conversou com o Tribuna do Ceará e deu mais detalhes sobre o acidente. O caso ocorreu na última terça-feira (8), em Fortaleza.

A ciclista fez post no Facebook (Imagem: Reprodução)

A vítima informou que costumava fazer o trajeto no caminho para o trabalho. O acidente aconteceu no cruzamento com a Rua Dona Leopoldina, por volta das 8h.

“Eu ia bem certinha na ciclofaixa, e a frente do ônibus surgiu do nada, quando eu já estava cruzando a (rua) Dona Leopoldina. E não uso fones de ouvido. Ele passou por cima, deu ré e passou por cima de novo. Fiquei consciente o tempo todo e ainda dando instruções, como meu tipo sanguíneo, que sou doadora de sangue no Hemoce. Dizendo que não tenho alergia a medicamentos”, relatou.

Ainda em postagem numa rede social, Luana afirma que dois médicos, Rainardo Puster e Luísa Pinheiro, que também faziam o trajeto de bicicleta, a socorreram no local.

A vítima foi encaminhada para o Instituto Dr. José Frota (IJF) e segue internada. De acordo com ela, ainda não há previsão de alta. A perna direita foi esmagada e precisou ser amputada quatro dedos abaixo do joelho. Já a bicicleta foi destruída pelo impacto. Segundo Luana, o motorista não prestou socorro.

“Ele não ajudou. Me disseram que ele ficou trancado dentro do ônibus, com medo de linchamento. Eu não o vi, foi o que me disseram. A gente acha que nunca vai acontecer conosco… Não sinto nada. Não bateu revolta, não. Só penso em sair logo do hospital”, declarou.

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Ciclista tem perna amputada e dá exemplo: “vocês ainda vão me ver nos rolês de bike”

A vítima segue internada no IJF. Luana Vasconcelos deu detalhes sobre o acidente e disse que não usava fones de ouvido quando foi atropelada

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

10 de maio de 2018 às 09:40

Há 2 anos

A ciclista atropelada por um ônibus enquanto trafegava pela ciclofaixa da Avenida Antônio Sales, em Fortaleza, teve parte da perna direita amputada. Em rede social, ela deu a informação e declarou que não sente revolta. “Tô até espantada comigo mesma. Daqui a pouco ponho uma prótese super estilosa”, publicou.

Luana Vasconcelos conversou com o Tribuna do Ceará e deu mais detalhes sobre o acidente. O caso ocorreu na última terça-feira (8), em Fortaleza.

A ciclista fez post no Facebook (Imagem: Reprodução)

A vítima informou que costumava fazer o trajeto no caminho para o trabalho. O acidente aconteceu no cruzamento com a Rua Dona Leopoldina, por volta das 8h.

“Eu ia bem certinha na ciclofaixa, e a frente do ônibus surgiu do nada, quando eu já estava cruzando a (rua) Dona Leopoldina. E não uso fones de ouvido. Ele passou por cima, deu ré e passou por cima de novo. Fiquei consciente o tempo todo e ainda dando instruções, como meu tipo sanguíneo, que sou doadora de sangue no Hemoce. Dizendo que não tenho alergia a medicamentos”, relatou.

Ainda em postagem numa rede social, Luana afirma que dois médicos, Rainardo Puster e Luísa Pinheiro, que também faziam o trajeto de bicicleta, a socorreram no local.

A vítima foi encaminhada para o Instituto Dr. José Frota (IJF) e segue internada. De acordo com ela, ainda não há previsão de alta. A perna direita foi esmagada e precisou ser amputada quatro dedos abaixo do joelho. Já a bicicleta foi destruída pelo impacto. Segundo Luana, o motorista não prestou socorro.

“Ele não ajudou. Me disseram que ele ficou trancado dentro do ônibus, com medo de linchamento. Eu não o vi, foi o que me disseram. A gente acha que nunca vai acontecer conosco… Não sinto nada. Não bateu revolta, não. Só penso em sair logo do hospital”, declarou.