Com salário atrasados, MP pede que prefeitura de Pacajus anule de show de Simone e Simaria


MP pede que prefeitura de Pacajus anule show de Simone e Simaria

O município está com atraso de mais de quatro meses no pagamento do 13º salário dos servidores temporários. A apresentação custaria R$ 41,6 mil aos cofres públicos

Por Rosana Romão em Cotidiano

1 de maio de 2015 às 07:00

Há 5 anos
Show das “coleguinhas” está marcado para o dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município. (FOTO: Divulgação)

Show das “coleguinhas” está marcado para o dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município. (FOTO: Divulgação)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MP/CE) enviou uma recomendação direcionada ao prefeito de Pacajus, Marcos Paixão, pedindo que seja anulado o ato administrativo referente à contratação do show das cantoras Simone e Simara.

Prevista para ocorrer no dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município, a apresentação custará aos cofres públicos um total de R$ 41,6 mil. O documento foi expedido nessa quarta-feira (29) pelo promotor de Justiça Iuri Rocha Leitão.

O MP/CE argumenta que a prefeitura se encontra em situação de dificuldade financeira, alegada expressamente pelo próprio município, inclusive com atraso de mais de quatro meses no pagamento do 13º salário dos servidores temporários, mesmo com a existência de uma ordem judicial que determina o pagamento. Por conta disso, a recomendação pede ainda que o prefeito se abstenha de toda e qualquer despesa com eventos festivos enquanto perdurar essa situação de inadimplência.

O Ministério Público entende que a conduta do referido gestor fere o princípio constitucional da moralidade administrativa, previsto no Artigo 37 da Carta Magna. O prazo para que a prefeitura apresente uma resposta institucional sobre o cumprimento ou não da recomendação é de três dias. Em caso de retorno positivo, o município deve encaminhar cópia de todos os atos realizados no sentido de atender o pedido do MPCE.

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MP pede que prefeitura de Pacajus anule show de Simone e Simaria

O município está com atraso de mais de quatro meses no pagamento do 13º salário dos servidores temporários. A apresentação custaria R$ 41,6 mil aos cofres públicos

Por Rosana Romão em Cotidiano

1 de maio de 2015 às 07:00

Há 5 anos
Show das “coleguinhas” está marcado para o dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município. (FOTO: Divulgação)

Show das “coleguinhas” está marcado para o dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município. (FOTO: Divulgação)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MP/CE) enviou uma recomendação direcionada ao prefeito de Pacajus, Marcos Paixão, pedindo que seja anulado o ato administrativo referente à contratação do show das cantoras Simone e Simara.

Prevista para ocorrer no dia 22 de maio, por ocasião das festividades alusivas à emancipação política do município, a apresentação custará aos cofres públicos um total de R$ 41,6 mil. O documento foi expedido nessa quarta-feira (29) pelo promotor de Justiça Iuri Rocha Leitão.

O MP/CE argumenta que a prefeitura se encontra em situação de dificuldade financeira, alegada expressamente pelo próprio município, inclusive com atraso de mais de quatro meses no pagamento do 13º salário dos servidores temporários, mesmo com a existência de uma ordem judicial que determina o pagamento. Por conta disso, a recomendação pede ainda que o prefeito se abstenha de toda e qualquer despesa com eventos festivos enquanto perdurar essa situação de inadimplência.

O Ministério Público entende que a conduta do referido gestor fere o princípio constitucional da moralidade administrativa, previsto no Artigo 37 da Carta Magna. O prazo para que a prefeitura apresente uma resposta institucional sobre o cumprimento ou não da recomendação é de três dias. Em caso de retorno positivo, o município deve encaminhar cópia de todos os atos realizados no sentido de atender o pedido do MPCE.