Curta-metragem “Selfie” representa Fortaleza em ruínas no ano de 2040


Curta-metragem “Selfie” representa Fortaleza em ruínas no ano de 2040

O filme está sendo gravado em vários bairros e põe em debate o direito à cidade questionado por artistas fortalezenses

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

24 de junho de 2015 às 06:00

Há 5 anos
O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade (FOTO: Rômulo Santos)

O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade (FOTO: Rômulo Santos)

Com a proposta de questionar o que é Fortaleza sob um olhar de coletividade, o curta-metragem “Selfie“, contemplado pelo XI Edital Ceará de Cinema e Vídeo, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), está sendo gravado em diversos bairros da capital cearense.

O filme usa intervenções artísticas nas ruas com o objetivo de apresentar como podem ser diversas as percepções de vivências na cidade. Populares são convidados a participar desta produção, que se passa parcialmente no ano de 2040.

Com a direção de Adail Sales Júnior e a produção de Israel Diogo, o filme conta com a participação de 27 profissionais engajados em desconstruir formas prontas de viver Fortaleza. “Selfie é um filme sobre a cidade. Embora ele seja um híbrido de documentário e ficção, não trabalha com roteiro. O não-controle do documentário expresso em sua resistência de se roteirizar surge como condição de invenção e reinvenção do mundo. É justamente isso que buscamos em nossa proposta”, explica o diretor.

O filme, que se depara com uma Fortaleza em ruínas no ano de 2040, reflete sobre que cidade está se preparando para o futuro. A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital. “Construímos a nossa identidade a partir de alguns dos espaços que nos são oferecidos e nos relacionamos a partir destes, mas também podemos sugerir novos espaços e criar relações”, contextualiza o produtor Israel Diogo.

Selfie

O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade. A intenção, segundo o diretor Adail Sales Júnior, é criar uma espécie de “antiautoretrato” ou “antiselfie”. O coletivo como norteador. “ Estamos procurando pensar os processos dinâmicos que asseguram a unidade e a totalidade do sujeito dentro do corpo granuloso da cidade”, conta Adail.

Artistas e intervenções

As cenas na cidade serão realizadas por cinco artistas fortalezenses escolhidos por meio de seleção ocorrida entre os meses de fevereiro e março de 2015. Artur Dória, Diego Salvador, Júnior Mendes, Luciana Rodrigues e Rodrigo Colares gravam cenas que fogem da correria do dia a dia das grandes metrópoles.

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A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital (FOTO: Rômulo Santos)

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Documentário e ficção

Na contemporaneidade, vários (as) realizadores (as) vêm repensando o gênero documentário. Surge assim, o termo “docuficção”, neologismo que representa realidade e ficção, proposta do projeto “Selfie”.

Gravações em junho
Dia: 23
Horário: 08h às 12h
14h às 18h
Local: Avenida Aguanambi (Rotatória)
Avenida Bezerra de Menezes (próximo ao North Shopping)

Dia: 24
Horário: 16h às 04h
Local: Avenida Frei Cirilo S/N (Antigo prédio da Regional IV)

Dia: 26
Horário: 23h às 10h
Local: Avenida Tristão Gonçalves S/N (Praça José de Alencar)


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Curta-metragem “Selfie” representa Fortaleza em ruínas no ano de 2040

O filme está sendo gravado em vários bairros e põe em debate o direito à cidade questionado por artistas fortalezenses

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

24 de junho de 2015 às 06:00

Há 5 anos
O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade (FOTO: Rômulo Santos)

O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade (FOTO: Rômulo Santos)

Com a proposta de questionar o que é Fortaleza sob um olhar de coletividade, o curta-metragem “Selfie“, contemplado pelo XI Edital Ceará de Cinema e Vídeo, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), está sendo gravado em diversos bairros da capital cearense.

O filme usa intervenções artísticas nas ruas com o objetivo de apresentar como podem ser diversas as percepções de vivências na cidade. Populares são convidados a participar desta produção, que se passa parcialmente no ano de 2040.

Com a direção de Adail Sales Júnior e a produção de Israel Diogo, o filme conta com a participação de 27 profissionais engajados em desconstruir formas prontas de viver Fortaleza. “Selfie é um filme sobre a cidade. Embora ele seja um híbrido de documentário e ficção, não trabalha com roteiro. O não-controle do documentário expresso em sua resistência de se roteirizar surge como condição de invenção e reinvenção do mundo. É justamente isso que buscamos em nossa proposta”, explica o diretor.

O filme, que se depara com uma Fortaleza em ruínas no ano de 2040, reflete sobre que cidade está se preparando para o futuro. A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital. “Construímos a nossa identidade a partir de alguns dos espaços que nos são oferecidos e nos relacionamos a partir destes, mas também podemos sugerir novos espaços e criar relações”, contextualiza o produtor Israel Diogo.

Selfie

O nome “Selfie” vem como uma crítica a forma de viver a repetição e ao individualismo presentes na atualidade. A intenção, segundo o diretor Adail Sales Júnior, é criar uma espécie de “antiautoretrato” ou “antiselfie”. O coletivo como norteador. “ Estamos procurando pensar os processos dinâmicos que asseguram a unidade e a totalidade do sujeito dentro do corpo granuloso da cidade”, conta Adail.

Artistas e intervenções

As cenas na cidade serão realizadas por cinco artistas fortalezenses escolhidos por meio de seleção ocorrida entre os meses de fevereiro e março de 2015. Artur Dória, Diego Salvador, Júnior Mendes, Luciana Rodrigues e Rodrigo Colares gravam cenas que fogem da correria do dia a dia das grandes metrópoles.

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A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital (FOTO: Rômulo Santos)

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A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital (FOTO: Rômulo Santos)

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A proposta é capturar os isolamentos, os afetos e os desafetos, os encontros e os desencontros, os ziguezagues e os labirintos que compõem a cidade partir de intervenções realizadas por artistas no espaço urbano da capital (FOTO: Rômulo Santos)

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Documentário e ficção

Na contemporaneidade, vários (as) realizadores (as) vêm repensando o gênero documentário. Surge assim, o termo “docuficção”, neologismo que representa realidade e ficção, proposta do projeto “Selfie”.

Gravações em junho
Dia: 23
Horário: 08h às 12h
14h às 18h
Local: Avenida Aguanambi (Rotatória)
Avenida Bezerra de Menezes (próximo ao North Shopping)

Dia: 24
Horário: 16h às 04h
Local: Avenida Frei Cirilo S/N (Antigo prédio da Regional IV)

Dia: 26
Horário: 23h às 10h
Local: Avenida Tristão Gonçalves S/N (Praça José de Alencar)