Grupo no Facebook reúne pessoas que procuram por família biológica

EM BUSCA DA MÃE

Grupo no Facebook reúne pessoas que foram adotadas e procuram por família biológica em Fortaleza

Cinco membros da comunidade se encontraram para compartilhar suas histórias. Com as informações que têm, elas sonham conhecer as mães

Por TV Jangadeiro em Cotidiano

30 de dezembro de 2019 às 07:00

Há 7 meses

Tati, Raquel e Leila foram entregues para adoção ainda bebês e querem conhecer suas mães (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Conhecer suas raízes, saber da sua história de vida e encontrar familiares. Esses são alguns dos objetivos que têm movido as trajetórias de membros do grupo de Facebook “Procura-se em Fortaleza”. Na rede social, pessoas que foram entregues para adoção compartilham suas experiências e se unem para tentar encontrar suas famílias biológicas.

Na última quinta-feira (26), cinco membros se reuniram para uma emocionante conversa. O encontro ocorreu em um restaurante da capital cearense e foi organizado por Leila Maria Soares, de 54 anos. A história dela é um dos casos de sucesso do grupo. Depois de mais 30 anos procurando pela mãe, Leila localizou a mãe e deverá conhecê-la em breve. “Preciso fechar esse ciclo. Essa história é minha”, afirma com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Hoje aposentada, Leila acredita que todos os seus irmãos biológicos também foram entregues para adoção. Segundo ela, à época de seu nascimento, a mãe se prostituía. Para conhecer a mulher que lhe deu à luz, Leila veio do Piauí para o Ceará. A aposentada acredita que a persistência pode ajudar a enfrentar os desafios dessa busca. “Não desistam de encontrar seus parentes”, aconselha.

Assim como Leila, outras quatro mulheres presentes no encontro também carregam histórias de vida marcadas por essa procura. Veja abaixo algumas delas!

Mesmo nome, mesma busca

Outra membro do grupo também se chama Leila e tem 39 anos. Segundo ela, sua adoção aconteceu por intermédio do padrinho. “Ele relatou para minha mãe adotiva que tinha uma criança que estava muito doente e minha mãe me buscou”, explica.

A história que lhe foi contada é a de que sua mãe morava no interior do Ceará, foi estudar na capital cearense e acabou se envolvendo com um professor. “Falaram que ela era branca, cabelos claros, olhos claros. O professor era moreno”, conta.

Para a mulher, não conhecer detalhes do seu passado lhe causa uma sensação de vazio. “Você quer se encontrar, fechar um ciclo, e não consegue. Todo mundo sabe de onde veio e eu não sei. Mas quero descobrir”, revela Leila.

Raquel procura por Cosma

A única informação de Raquel Paiva, de 35 anos, sobre seu passado antes da adoção é o nome da mãe biológica: Cosma. “Não sei mais nada. Só isso”, lamenta a membro do “Procura-se em Fortaleza”.

Ítala procura por Regina

Ítala, de 39 anos, sabe que foi adotada em seu terceiro dia de vida. Segundo a versão que sempre ouviu, a mãe se chama Regina e era enfermeira do Instituto Doutor José Frota (IJF). “Minha avó não aceitava que ela tivesse filho, por ser muito nova. Minha mãe me entregou para uma colega de trabalho”, diz, acrescentando que nasceu na maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals.

Segundo Ítala, a mãe biológica não deve saber que a filha está viva. O motivo é que, anos depois da adoção, Regina teria procurado informações sobre a filha. Para evitar que a mãe biológica fosse atrás de Ítala, a colega de Regina mentiu. “Disse que eu tinha morrido, porque ficou com medo de ela me procurar”, conta.

Tati procura por Tereza

Dentre as presentes no encontro, Tati, de 39 anos, era a que sabia mais detalhes sobre sua mãe biológica. Segundo a versão que sempre ouviu, é filha de Tereza Soares de Souza, que, à época do nascimento, morava no bairro Serviluz, em Fortaleza.

A criança foi entregue à mãe adotiva na maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals. “Minha mãe adotiva disse que, no dia que ela foi me buscar na maternidade, veio uma mulher loira, alta, muito bonita, para buscar ela”, relembra, acrescentando que já esteve no Serviluz à procura da mãe, mas não obteve sucesso.

Informações que possam ajudar a encontrar as mães das membros do grupo “Procura-se em Fortaleza” podem ser repassadas para a produção do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, por meio dos telefones (85) 9 8135-3131 e (85) 3466-2037.

Confira a reportagem completa do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

O Barra Pesada é exibido na TV Jangadeiro/SBT de segunda a sexta-feira, a partir das 12h05.

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EM BUSCA DA MÃE

Grupo no Facebook reúne pessoas que foram adotadas e procuram por família biológica em Fortaleza

Cinco membros da comunidade se encontraram para compartilhar suas histórias. Com as informações que têm, elas sonham conhecer as mães

Por TV Jangadeiro em Cotidiano

30 de dezembro de 2019 às 07:00

Há 7 meses

Tati, Raquel e Leila foram entregues para adoção ainda bebês e querem conhecer suas mães (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Conhecer suas raízes, saber da sua história de vida e encontrar familiares. Esses são alguns dos objetivos que têm movido as trajetórias de membros do grupo de Facebook “Procura-se em Fortaleza”. Na rede social, pessoas que foram entregues para adoção compartilham suas experiências e se unem para tentar encontrar suas famílias biológicas.

Na última quinta-feira (26), cinco membros se reuniram para uma emocionante conversa. O encontro ocorreu em um restaurante da capital cearense e foi organizado por Leila Maria Soares, de 54 anos. A história dela é um dos casos de sucesso do grupo. Depois de mais 30 anos procurando pela mãe, Leila localizou a mãe e deverá conhecê-la em breve. “Preciso fechar esse ciclo. Essa história é minha”, afirma com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Hoje aposentada, Leila acredita que todos os seus irmãos biológicos também foram entregues para adoção. Segundo ela, à época de seu nascimento, a mãe se prostituía. Para conhecer a mulher que lhe deu à luz, Leila veio do Piauí para o Ceará. A aposentada acredita que a persistência pode ajudar a enfrentar os desafios dessa busca. “Não desistam de encontrar seus parentes”, aconselha.

Assim como Leila, outras quatro mulheres presentes no encontro também carregam histórias de vida marcadas por essa procura. Veja abaixo algumas delas!

Mesmo nome, mesma busca

Outra membro do grupo também se chama Leila e tem 39 anos. Segundo ela, sua adoção aconteceu por intermédio do padrinho. “Ele relatou para minha mãe adotiva que tinha uma criança que estava muito doente e minha mãe me buscou”, explica.

A história que lhe foi contada é a de que sua mãe morava no interior do Ceará, foi estudar na capital cearense e acabou se envolvendo com um professor. “Falaram que ela era branca, cabelos claros, olhos claros. O professor era moreno”, conta.

Para a mulher, não conhecer detalhes do seu passado lhe causa uma sensação de vazio. “Você quer se encontrar, fechar um ciclo, e não consegue. Todo mundo sabe de onde veio e eu não sei. Mas quero descobrir”, revela Leila.

Raquel procura por Cosma

A única informação de Raquel Paiva, de 35 anos, sobre seu passado antes da adoção é o nome da mãe biológica: Cosma. “Não sei mais nada. Só isso”, lamenta a membro do “Procura-se em Fortaleza”.

Ítala procura por Regina

Ítala, de 39 anos, sabe que foi adotada em seu terceiro dia de vida. Segundo a versão que sempre ouviu, a mãe se chama Regina e era enfermeira do Instituto Doutor José Frota (IJF). “Minha avó não aceitava que ela tivesse filho, por ser muito nova. Minha mãe me entregou para uma colega de trabalho”, diz, acrescentando que nasceu na maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals.

Segundo Ítala, a mãe biológica não deve saber que a filha está viva. O motivo é que, anos depois da adoção, Regina teria procurado informações sobre a filha. Para evitar que a mãe biológica fosse atrás de Ítala, a colega de Regina mentiu. “Disse que eu tinha morrido, porque ficou com medo de ela me procurar”, conta.

Tati procura por Tereza

Dentre as presentes no encontro, Tati, de 39 anos, era a que sabia mais detalhes sobre sua mãe biológica. Segundo a versão que sempre ouviu, é filha de Tereza Soares de Souza, que, à época do nascimento, morava no bairro Serviluz, em Fortaleza.

A criança foi entregue à mãe adotiva na maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals. “Minha mãe adotiva disse que, no dia que ela foi me buscar na maternidade, veio uma mulher loira, alta, muito bonita, para buscar ela”, relembra, acrescentando que já esteve no Serviluz à procura da mãe, mas não obteve sucesso.

Informações que possam ajudar a encontrar as mães das membros do grupo “Procura-se em Fortaleza” podem ser repassadas para a produção do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, por meio dos telefones (85) 9 8135-3131 e (85) 3466-2037.

Confira a reportagem completa do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

O Barra Pesada é exibido na TV Jangadeiro/SBT de segunda a sexta-feira, a partir das 12h05.