Jovens nascidos em 11 de setembro dizem o que pensam sobre o atentado de 2001

TRISTE EFEMÉRIDE

Jovens nascidos em 11 de setembro dizem o que pensam sobre o atentado de 2001

Há exatos 18 anos, atentados terroristas deixaram quase 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos nos EUA. Conversamos com dois jovens que completavam 1 ano em 11 de setembro de 2001

Por William Barros em Cotidiano

11 de setembro de 2019 às 07:00

Há 4 dias

As torres do World Trade Center estiveram entre os prédios atingidos pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 (FOTO: Reprodução/Internet)

O que pessoas que não assistiram aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 pensam sobre uma das maiores tragédias já vistas na história da humanidade? Foi essa a pergunta que o Tribuna do Ceará fez a jovens nascidos na mesma data dos ataques que, há exatos 18 anos, deixaram quase 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos nos EUA.

Transmitida pela televisão, a tragédia chocou pessoas por todo o mundo e impactou diretamente as relações internacionais. Desde então, sempre que o calendário marca 11 de setembro, é impossível não lembrar das cenas que mostram aviões colidindo contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial World Trade Center, em Nova York.

Alice e os documentários desesperadores

Alice, que tinha apenas 1 ano em 11 de setembro de 2001, hoje já se prepara para ingressar no ensino superior (FOTOS: Arquivo pessoal)

Alice Guedes só viu esses registros em documentários. Nascida em 11 de setembro de 2000, a jovem completava um ano de idade no dia em que o terrorista Osama Bin Laden liderava sua ação. A garota classifica as imagens dos ataques como “desesperadoras”.

Evito assistir TV todo dia 11 de setembro, porque acho as imagens desesperadoras. Já vi muitos documentários a respeito, nos quais a gente conhece a história de vários ângulos, das pessoas que estavam lá dentro, de policiais, de pessoas que perderam parentes”, retrata a adolescente, que já se prepara para fazer faculdade em 2020.

Alice relembra sempre ter ouvido comentários a respeito da relação entre sua data de aniversário e a triste efeméride. “Digo quando nasci e as pessoas já vão logo comentando algo. Algumas brincam, fazem altas teorias sobre mim, mas não fico chateada, já sou acostumada”, conclui.

José e as teorias conspiratórias

José, que comemorava o primeiro aniversário em 11 de setembro, hoje estuda Matemática na Uece (FOTOS: Arquivo pessoal)

Bolo, mesa de doces, salgados, balões e os olhos vidrados na televisão. É assim que os pais de José Neto lembram-se do primeiro aniversário do filho, comemorado no mesmo dia dos ataques orquestrados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda.

Desde muito novo, José já conhecia a história da tragédia. “O pessoal falava muito. Depois de um tempo, comecei a dizer logo que meu aniversário é no ‘Dia das Torres'”, relembra o jovem que atualmente é estudante de Matemática na Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Já adolescente, o universitário nascido em 2000 teve contato com os registros publicados no YouTube. “Via muito falar de teorias da conspiração, dizendo que o ataque pode ter sido uma fraude. Também tem um vídeo muito perturbador que mostra pessoas pulando das torres. São cinco minutos. Não consegui assistir todo, tirei logo”, relembra.

Luan e o desenho interrompido

Luan assistia a um desenho animado quando a transmissão foi interrompida para noticiar os ataques (FOTO: Arquivo pessoal)

Diferente de Alice e José, Luan Andrade já era mais crescido quando quatro aviões comerciais foram sequestrados e utilizados em ataques terroristas contra os EUA. O menino completava seis anos naquele dia. Como muitas outras crianças, ele conta que assistia desenhos animados pela televisão quando a transmissão foi interrompida.

“Tinha acabado de chegar do colégio e estava assistindo televisão. De repente, entrou a música do jornal. Na época, fiquei ‘puto’, porque perdi meu desenho. Não entendia muito bem“, recorda o produtor audiovisual sobre a visão inocente que teve daquele fato à época.

Hoje, com 24 anos, o estudante de Cinema afirma saber do significado histórico e político dos ataques. “Depois, fiquei vendo a gravidade desse atentado. Me machuca até hoje saber que existe gente tão ruim assim no mundo“, avalia o jovem, que mesmo sem entender, assistiu ao vivo à transmissão de um importante capítulo da história mundial.

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TRISTE EFEMÉRIDE

Jovens nascidos em 11 de setembro dizem o que pensam sobre o atentado de 2001

Há exatos 18 anos, atentados terroristas deixaram quase 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos nos EUA. Conversamos com dois jovens que completavam 1 ano em 11 de setembro de 2001

Por William Barros em Cotidiano

11 de setembro de 2019 às 07:00

Há 4 dias

As torres do World Trade Center estiveram entre os prédios atingidos pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 (FOTO: Reprodução/Internet)

O que pessoas que não assistiram aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 pensam sobre uma das maiores tragédias já vistas na história da humanidade? Foi essa a pergunta que o Tribuna do Ceará fez a jovens nascidos na mesma data dos ataques que, há exatos 18 anos, deixaram quase 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos nos EUA.

Transmitida pela televisão, a tragédia chocou pessoas por todo o mundo e impactou diretamente as relações internacionais. Desde então, sempre que o calendário marca 11 de setembro, é impossível não lembrar das cenas que mostram aviões colidindo contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial World Trade Center, em Nova York.

Alice e os documentários desesperadores

Alice, que tinha apenas 1 ano em 11 de setembro de 2001, hoje já se prepara para ingressar no ensino superior (FOTOS: Arquivo pessoal)

Alice Guedes só viu esses registros em documentários. Nascida em 11 de setembro de 2000, a jovem completava um ano de idade no dia em que o terrorista Osama Bin Laden liderava sua ação. A garota classifica as imagens dos ataques como “desesperadoras”.

Evito assistir TV todo dia 11 de setembro, porque acho as imagens desesperadoras. Já vi muitos documentários a respeito, nos quais a gente conhece a história de vários ângulos, das pessoas que estavam lá dentro, de policiais, de pessoas que perderam parentes”, retrata a adolescente, que já se prepara para fazer faculdade em 2020.

Alice relembra sempre ter ouvido comentários a respeito da relação entre sua data de aniversário e a triste efeméride. “Digo quando nasci e as pessoas já vão logo comentando algo. Algumas brincam, fazem altas teorias sobre mim, mas não fico chateada, já sou acostumada”, conclui.

José e as teorias conspiratórias

José, que comemorava o primeiro aniversário em 11 de setembro, hoje estuda Matemática na Uece (FOTOS: Arquivo pessoal)

Bolo, mesa de doces, salgados, balões e os olhos vidrados na televisão. É assim que os pais de José Neto lembram-se do primeiro aniversário do filho, comemorado no mesmo dia dos ataques orquestrados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda.

Desde muito novo, José já conhecia a história da tragédia. “O pessoal falava muito. Depois de um tempo, comecei a dizer logo que meu aniversário é no ‘Dia das Torres'”, relembra o jovem que atualmente é estudante de Matemática na Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Já adolescente, o universitário nascido em 2000 teve contato com os registros publicados no YouTube. “Via muito falar de teorias da conspiração, dizendo que o ataque pode ter sido uma fraude. Também tem um vídeo muito perturbador que mostra pessoas pulando das torres. São cinco minutos. Não consegui assistir todo, tirei logo”, relembra.

Luan e o desenho interrompido

Luan assistia a um desenho animado quando a transmissão foi interrompida para noticiar os ataques (FOTO: Arquivo pessoal)

Diferente de Alice e José, Luan Andrade já era mais crescido quando quatro aviões comerciais foram sequestrados e utilizados em ataques terroristas contra os EUA. O menino completava seis anos naquele dia. Como muitas outras crianças, ele conta que assistia desenhos animados pela televisão quando a transmissão foi interrompida.

“Tinha acabado de chegar do colégio e estava assistindo televisão. De repente, entrou a música do jornal. Na época, fiquei ‘puto’, porque perdi meu desenho. Não entendia muito bem“, recorda o produtor audiovisual sobre a visão inocente que teve daquele fato à época.

Hoje, com 24 anos, o estudante de Cinema afirma saber do significado histórico e político dos ataques. “Depois, fiquei vendo a gravidade desse atentado. Me machuca até hoje saber que existe gente tão ruim assim no mundo“, avalia o jovem, que mesmo sem entender, assistiu ao vivo à transmissão de um importante capítulo da história mundial.