Nomes de bairros de Fortaleza possuem forte influência da cultura indígena


Nomes de bairros de Fortaleza possuem forte influência da cultura indígena

Cambeba, Cocó, Itaperi, Maraponga, Mucuripe, Parangaba… Todos esses bairros de Fortaleza, que completa 289 anos no dia 13 de abril, têm nomes com origem indígena

Por Renata Monte em Cotidiano

10 de abril de 2015 às 07:00

Há 5 anos

A cultura indígena influenciou e ainda influencia diretamente nos costumes e no cotidiano dos cearenses. Seja na forma de se alimentar, de dormir, de se vestir ou até mesmo nas denominações de ruas e bairros de Fortaleza. Em comemoração aos 289 anos da capital cearense, que serão comemorados na próxima segunda-feira (13), o Tribuna do Ceará listou alguns bairros com nomes indígenas. Curiosamente, diferente do que muitos fortalezenses pensam, não é o caso de Messejana, um dos bairros mais antigos da cidade, que tem nome com origem árabe.

Praia do Mucuripe, em Fortaleza (FOTO: Reprodução)

Praia do Mucuripe, em Fortaleza (FOTO: Reprodução)

Cambeba: a palavra de origem tupi-guarani significa “cabeça chata”, da união de “kan” (cabeça) e “beba” (achatada). A nomenclatura é em homenagem ao antigo Sítio Cambeba, local onde começou a produção de cachaça no Ceará.

Canindezinho: o nome do bairro vem da palavra tupi “kanindé”, nome de uma tribo de índios que viviam, primitivamente, nas margens dos rios Banabuiú e Quixeramobim.

#Fortaleza289: Especial multimídia celebra o aniversário da cidade

Cocó: a nomenclatura do bairro homenageia o rio que o corta. A palavra Cocó vem do plural de “có”, que significa roça, que faz alusão às roças das tribos indígenas que faziam plantações próximas ao rio.

O Cocó possui um parque de preservação ecológica que leva o mesmo nome do rio (FOTO: Alex Uchoa)

O Cocó possui um parque de preservação ecológica que leva o mesmo nome do rio (FOTO: Alex Uchoa)

Curió: o pássaro que nomeia um bairro fortalezense vem da língua tupi e significa “amigo do homem”. Ganhou esse nome por ser um animal que gostava de viver próximo às tribos indígenas.

– Itaoca: de origem tupi, o nome do bairro significa “casa de pedra”, da junção das palavras “ita” (pedra) e “oca” (casa).

Itaperi: o nome do bairro, também de origem tupi-guarani, significa “pequena aldeia no meio da floresta”.

O maior campus da Universidade Estadual do Ceará fica no bairro Itaperi (FOTO: Washington Luiz)

O maior campus da Universidade Estadual do Ceará fica no bairro Itaperi (FOTO: Washington Luiz)

– Maraponga: o bairro que cresceu no entorno de parte da bacia do Cocó e outros mananciais do local, quando ainda fazia parte da Parangaba. O  significado da palavra Maraponga, segundo os historiadores, é “muitas águas”.

– Mucuripe: a palavra tupi possui diferentes significados, como “Vale dos Mocós”, “rio dos gambás” e “rio dos bacurizeiros”.

– Parangaba: o antigo município do Ceará, com a maior lagoa da cidade, era uma terra com aldeias indígenas. Originalmente, o nome do bairro era Porangaba. A palavra Parangaba significa “beleza”, de acordo com a língua tupi.

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Nomes de bairros de Fortaleza possuem forte influência da cultura indígena

Cambeba, Cocó, Itaperi, Maraponga, Mucuripe, Parangaba… Todos esses bairros de Fortaleza, que completa 289 anos no dia 13 de abril, têm nomes com origem indígena

Por Renata Monte em Cotidiano

10 de abril de 2015 às 07:00

Há 5 anos

A cultura indígena influenciou e ainda influencia diretamente nos costumes e no cotidiano dos cearenses. Seja na forma de se alimentar, de dormir, de se vestir ou até mesmo nas denominações de ruas e bairros de Fortaleza. Em comemoração aos 289 anos da capital cearense, que serão comemorados na próxima segunda-feira (13), o Tribuna do Ceará listou alguns bairros com nomes indígenas. Curiosamente, diferente do que muitos fortalezenses pensam, não é o caso de Messejana, um dos bairros mais antigos da cidade, que tem nome com origem árabe.

Praia do Mucuripe, em Fortaleza (FOTO: Reprodução)

Praia do Mucuripe, em Fortaleza (FOTO: Reprodução)

Cambeba: a palavra de origem tupi-guarani significa “cabeça chata”, da união de “kan” (cabeça) e “beba” (achatada). A nomenclatura é em homenagem ao antigo Sítio Cambeba, local onde começou a produção de cachaça no Ceará.

Canindezinho: o nome do bairro vem da palavra tupi “kanindé”, nome de uma tribo de índios que viviam, primitivamente, nas margens dos rios Banabuiú e Quixeramobim.

#Fortaleza289: Especial multimídia celebra o aniversário da cidade

Cocó: a nomenclatura do bairro homenageia o rio que o corta. A palavra Cocó vem do plural de “có”, que significa roça, que faz alusão às roças das tribos indígenas que faziam plantações próximas ao rio.

O Cocó possui um parque de preservação ecológica que leva o mesmo nome do rio (FOTO: Alex Uchoa)

O Cocó possui um parque de preservação ecológica que leva o mesmo nome do rio (FOTO: Alex Uchoa)

Curió: o pássaro que nomeia um bairro fortalezense vem da língua tupi e significa “amigo do homem”. Ganhou esse nome por ser um animal que gostava de viver próximo às tribos indígenas.

– Itaoca: de origem tupi, o nome do bairro significa “casa de pedra”, da junção das palavras “ita” (pedra) e “oca” (casa).

Itaperi: o nome do bairro, também de origem tupi-guarani, significa “pequena aldeia no meio da floresta”.

O maior campus da Universidade Estadual do Ceará fica no bairro Itaperi (FOTO: Washington Luiz)

O maior campus da Universidade Estadual do Ceará fica no bairro Itaperi (FOTO: Washington Luiz)

– Maraponga: o bairro que cresceu no entorno de parte da bacia do Cocó e outros mananciais do local, quando ainda fazia parte da Parangaba. O  significado da palavra Maraponga, segundo os historiadores, é “muitas águas”.

– Mucuripe: a palavra tupi possui diferentes significados, como “Vale dos Mocós”, “rio dos gambás” e “rio dos bacurizeiros”.

– Parangaba: o antigo município do Ceará, com a maior lagoa da cidade, era uma terra com aldeias indígenas. Originalmente, o nome do bairro era Porangaba. A palavra Parangaba significa “beleza”, de acordo com a língua tupi.