Recifense pede emprego com cartaz em rua de Fortaleza: "Não quero dinheiro, preciso de trabalho"

EM BUSCA DE UMA CHANCE

Recifense pede emprego com cartaz em rua de Fortaleza: “Não quero dinheiro, preciso de trabalho”

Há um mês, Tarcísio Martins Nogueira Júnior vai para as ruas de Fortaleza para pedir emprego. O caso dele viralizou, e já há algumas promessas de trabalho

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

18 de junho de 2019 às 12:21

Há 4 semanas

O recifense usa uma cartaz para pedir emprego nas ruas de Fortaleza. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

“Não quero dinheiro. Preciso de um trabalho. Você pode me ajudar!”. É com apelo por um emprego que começa o dia de Tarcísio Martins Nogueira Júnior no cruzamento da rua Carneiro de Mendonça com avenida João Pessoa, em Fortaleza.

Morando na capital cearense há menos de um ano, a foto do recifense viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (17) após ser publicada pelo Fortaleza Ordinária. Ele conta que tem apenas este mês de aluguel pago, que tem passado dificuldade para se alimentar, mas segue firme no desejo de cursar Nutrição.

“Sempre procuro no Sine, nunca tinha nada, não aparecia nada. Aí foi batendo o desespero. Só tenho esse mês de aluguel pago. Não tenho quase nada para comer. Alguma coisa eu tinha que fazer, fico desesperado. Eu quero é trabalhar”, relatou ao Tribuna do Ceará.

Júnior, de 34 anos, veio ao Ceará para morar com o pai, que é cearense, na Parangaba. Agora, ele mora sozinho, pois o pai acabou falecendo há três meses, vítima de câncer. Há cerca de um mês, logo pela manhã ele vai para um sinal da avenida João Pessoa, carregando um cartaz, esperando sensibilizar alguém que possa ajudá-lo a arrumar um emprego.

Ele conta que já trabalhou em vários ramos: frentista, repositor, balconista de frios, de padaria, promotor de vendas, em fábrica de doces, serviços gerais… Nesta função, aliás, foi o último emprego dele.

Júnior conta que já recebeu algumas propostas, mas não obteve retorno das entrevistas que participou. Nas redes sociais, algumas pessoas e empresas se manifestaram prometendo entrar em contato para ajudá-lo, além de internautas dando apoio. Já são mais de 17 mil curtidas na postagem.

O recifense precisa de um emprego para se sustentar e tem nos vizinhos a ajuda para se manter enquanto não arruma emprego. Com dificuldade, vai recebendo apoio. Além de sair pela manhã em busca de uma colocação profissional, Júnior não parou de estudar. Logo vai concluir o ensino médio e planeja fazer faculdade.

“Eu estou fazendo o EJA (Ensino de Jovens e Adultos). A gente que faz o nosso horário. Estudo em casa e vou só fazer a prova. Se Deus quiser, mês que vem estou terminando o ensino médio. Sou muito bom em redação e quero fazer Nutrição”, disse.

Então, se você puder e quiser dar uma mãozinha para o Júnior arrumar um emprego, é só passar os números do cartaz adiante: (85) 9 9996-2042 ou 3292.0159.

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Recifense pede emprego com cartaz em rua de Fortaleza: “Não quero dinheiro, preciso de trabalho”

Há um mês, Tarcísio Martins Nogueira Júnior vai para as ruas de Fortaleza para pedir emprego. O caso dele viralizou, e já há algumas promessas de trabalho

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

18 de junho de 2019 às 12:21

Há 4 semanas

O recifense usa uma cartaz para pedir emprego nas ruas de Fortaleza. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

“Não quero dinheiro. Preciso de um trabalho. Você pode me ajudar!”. É com apelo por um emprego que começa o dia de Tarcísio Martins Nogueira Júnior no cruzamento da rua Carneiro de Mendonça com avenida João Pessoa, em Fortaleza.

Morando na capital cearense há menos de um ano, a foto do recifense viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (17) após ser publicada pelo Fortaleza Ordinária. Ele conta que tem apenas este mês de aluguel pago, que tem passado dificuldade para se alimentar, mas segue firme no desejo de cursar Nutrição.

“Sempre procuro no Sine, nunca tinha nada, não aparecia nada. Aí foi batendo o desespero. Só tenho esse mês de aluguel pago. Não tenho quase nada para comer. Alguma coisa eu tinha que fazer, fico desesperado. Eu quero é trabalhar”, relatou ao Tribuna do Ceará.

Júnior, de 34 anos, veio ao Ceará para morar com o pai, que é cearense, na Parangaba. Agora, ele mora sozinho, pois o pai acabou falecendo há três meses, vítima de câncer. Há cerca de um mês, logo pela manhã ele vai para um sinal da avenida João Pessoa, carregando um cartaz, esperando sensibilizar alguém que possa ajudá-lo a arrumar um emprego.

Ele conta que já trabalhou em vários ramos: frentista, repositor, balconista de frios, de padaria, promotor de vendas, em fábrica de doces, serviços gerais… Nesta função, aliás, foi o último emprego dele.

Júnior conta que já recebeu algumas propostas, mas não obteve retorno das entrevistas que participou. Nas redes sociais, algumas pessoas e empresas se manifestaram prometendo entrar em contato para ajudá-lo, além de internautas dando apoio. Já são mais de 17 mil curtidas na postagem.

O recifense precisa de um emprego para se sustentar e tem nos vizinhos a ajuda para se manter enquanto não arruma emprego. Com dificuldade, vai recebendo apoio. Além de sair pela manhã em busca de uma colocação profissional, Júnior não parou de estudar. Logo vai concluir o ensino médio e planeja fazer faculdade.

“Eu estou fazendo o EJA (Ensino de Jovens e Adultos). A gente que faz o nosso horário. Estudo em casa e vou só fazer a prova. Se Deus quiser, mês que vem estou terminando o ensino médio. Sou muito bom em redação e quero fazer Nutrição”, disse.

Então, se você puder e quiser dar uma mãozinha para o Júnior arrumar um emprego, é só passar os números do cartaz adiante: (85) 9 9996-2042 ou 3292.0159.