Alunos ocupam Unilab após suspensão do vestibular para transgêneros

PROTESTO

Estudantes ocupam Unilab após suspensão do vestibular exclusivo para transgêneros e intersexuais

Segundo a professora Luma Nogueira de Andrade, uma das responsáveis pela criação do processo seletivo, os estudantes defendem a autonomia universitária

Por Tribuna Bandnews FM em Educação

19 de julho de 2019 às 16:30

Há 1 mês
A ocupação é uma resposta à suspensão do vestibular exclusivo para pessoas transgêneras e intersexuais (FOTO: Divulgação/ DCE)

A ocupação é uma resposta à suspensão do vestibular exclusivo para pessoas transgêneras e intersexuais (FOTO: Divulgação/ DCE)

Estudantes ocupam campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) após suspensão do vestibular exclusivo para transgêneros e intersexuais.

A decisão ocorreu em assembleia no Campus da Liberdade, em Redenção. O ato se estende para o Campus das Auroras, também em Redenção, e Unidade Acadêmica de Palmares, em Acarape.

Segundo a professora Luma Nogueira de Andrade, uma das responsáveis pela criação do processo seletivo, os estudantes defendem a autonomia universitária.

Luma também diz que a reitoria, de forma unilateral, vetou o edital sem dialogar. “E o pior, a gente saber disso através de um tweet, como se o Twitter fosse um Diário Oficial da União”, criticou.

A suspensão tem como base o parecer emitido pela Procuradoria Federal, que defende que o edital está em desacordo com a Lei de Cotas e com os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e da ampla concorrência em seleções públicas.

O estudante de Antropologia Deybson Cavalcante participa da ocupação e diz que não há nenhuma ilegalidade com o edital do vestibular para transgêneros e intersexuais. “Essas vagas ociosas, por lei, devem ser ocupadas por editais específicos que a universidade adota”, disse.

A ocupação pode afetar as aulas da instituição a partir desta sexta. Atos semelhantes já ocorriam desde terça-feira, após o anúncio da reitoria da Unilab acatar a sugestão do Ministério da Educação (MEC) de suspender o processo seletivo.

O presidente Jair Messias Bolsonaro usou o Twitter para comentar a anulação do certame. Eram ofertadas 120 vagas no vestibular. Essas vagas eram ociosas, ou seja, não foram preenchidas por editais regulares da Unilab, baseados no Enem e no SiSU.

Confira entrevistas concedidas a Jackson de Moura, da Tribuna BandNews FM:

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Estudantes ocupam Unilab após suspensão do vestibular exclusivo para transgêneros e intersexuais

Segundo a professora Luma Nogueira de Andrade, uma das responsáveis pela criação do processo seletivo, os estudantes defendem a autonomia universitária

Por Tribuna Bandnews FM em Educação

19 de julho de 2019 às 16:30

Há 1 mês
A ocupação é uma resposta à suspensão do vestibular exclusivo para pessoas transgêneras e intersexuais (FOTO: Divulgação/ DCE)

A ocupação é uma resposta à suspensão do vestibular exclusivo para pessoas transgêneras e intersexuais (FOTO: Divulgação/ DCE)

Estudantes ocupam campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) após suspensão do vestibular exclusivo para transgêneros e intersexuais.

A decisão ocorreu em assembleia no Campus da Liberdade, em Redenção. O ato se estende para o Campus das Auroras, também em Redenção, e Unidade Acadêmica de Palmares, em Acarape.

Segundo a professora Luma Nogueira de Andrade, uma das responsáveis pela criação do processo seletivo, os estudantes defendem a autonomia universitária.

Luma também diz que a reitoria, de forma unilateral, vetou o edital sem dialogar. “E o pior, a gente saber disso através de um tweet, como se o Twitter fosse um Diário Oficial da União”, criticou.

A suspensão tem como base o parecer emitido pela Procuradoria Federal, que defende que o edital está em desacordo com a Lei de Cotas e com os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e da ampla concorrência em seleções públicas.

O estudante de Antropologia Deybson Cavalcante participa da ocupação e diz que não há nenhuma ilegalidade com o edital do vestibular para transgêneros e intersexuais. “Essas vagas ociosas, por lei, devem ser ocupadas por editais específicos que a universidade adota”, disse.

A ocupação pode afetar as aulas da instituição a partir desta sexta. Atos semelhantes já ocorriam desde terça-feira, após o anúncio da reitoria da Unilab acatar a sugestão do Ministério da Educação (MEC) de suspender o processo seletivo.

O presidente Jair Messias Bolsonaro usou o Twitter para comentar a anulação do certame. Eram ofertadas 120 vagas no vestibular. Essas vagas eram ociosas, ou seja, não foram preenchidas por editais regulares da Unilab, baseados no Enem e no SiSU.

Confira entrevistas concedidas a Jackson de Moura, da Tribuna BandNews FM: