Jovens de Cascavel usam cordel para falar sobre feminismo nas escolas

EQUIDADE DE GÊNERO

Jovens de Cascavel usam cordel para falar sobre feminismo nas escolas

As alunas criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papéis da mulher na sociedade

Por Tribuna do Ceará em Educação

12 de outubro de 2019 às 07:00

Há 9 meses
A ideia surgiu depois que alunas que sofriam com o machismo na escola decidiram mudar essa realidade (FOTO: Divulgação)

A ideia surgiu depois que alunas que sofriam com o machismo na escola decidiram mudar essa realidade (FOTO: Divulgação)

Estudantes do Ensino Médio em Cascavel, no interior do Ceará, tiveram a ideia de criar um projeto para fomentar o diálogo sobre a equidade de gênero e estimular atividades sobre feminismo na escola e na comunidade. A iniciativa, intitulada de “Dice – Será que a sociedade ainda não entendeu?”, resultou na produção de um cordel e na mudança de várias realidades dentro da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz.

As alunas sofriam com o machismo e, unidas, criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papeis da mulher na sociedade. A iniciativa, batizada de “Dice” – deusa grega da justiça – se pautou em diversas ações realizadas tanto na escola quanto fora dela.

Uma delas foi a organização de rodas de acolhimento, que propunham conversas sobre as dificuldades de ser mulher, além de trazer atividades que incluíam diálogos, discussões sobre músicas machistas e bate-papos. O sucesso foi tão grande que, desses encontros, surgiu uma apostila que mostra como identificar o machismo e formas de combatê-lo.

Iniciativa partiu de alunas do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz (FOTO: Divulgação)

Iniciativa partiu de alunas do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz (FOTO: Divulgação)

Como resultado, o “Dice” quebrou estereótipos científicos adicionando a produção acadêmica feminina dentro das aulas de sociologia e filosofia. Por sugestão das próprias alunas foram inseridos nomes de mulheres que marcaram a história para serem trabalhadas no currículo em sala de aula, tais como Hannah Arendt, Angela Davis, Viviane Mosé, entre outras pesquisadoras.

O cordel

A literatura de cordel é um patrimônio cultural brasileiro e, no Nordeste, a tradição carrega imensa força popular.

Publicidade

Dê sua opinião

EQUIDADE DE GÊNERO

Jovens de Cascavel usam cordel para falar sobre feminismo nas escolas

As alunas criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papéis da mulher na sociedade

Por Tribuna do Ceará em Educação

12 de outubro de 2019 às 07:00

Há 9 meses
A ideia surgiu depois que alunas que sofriam com o machismo na escola decidiram mudar essa realidade (FOTO: Divulgação)

A ideia surgiu depois que alunas que sofriam com o machismo na escola decidiram mudar essa realidade (FOTO: Divulgação)

Estudantes do Ensino Médio em Cascavel, no interior do Ceará, tiveram a ideia de criar um projeto para fomentar o diálogo sobre a equidade de gênero e estimular atividades sobre feminismo na escola e na comunidade. A iniciativa, intitulada de “Dice – Será que a sociedade ainda não entendeu?”, resultou na produção de um cordel e na mudança de várias realidades dentro da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz.

As alunas sofriam com o machismo e, unidas, criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papeis da mulher na sociedade. A iniciativa, batizada de “Dice” – deusa grega da justiça – se pautou em diversas ações realizadas tanto na escola quanto fora dela.

Uma delas foi a organização de rodas de acolhimento, que propunham conversas sobre as dificuldades de ser mulher, além de trazer atividades que incluíam diálogos, discussões sobre músicas machistas e bate-papos. O sucesso foi tão grande que, desses encontros, surgiu uma apostila que mostra como identificar o machismo e formas de combatê-lo.

Iniciativa partiu de alunas do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz (FOTO: Divulgação)

Iniciativa partiu de alunas do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz (FOTO: Divulgação)

Como resultado, o “Dice” quebrou estereótipos científicos adicionando a produção acadêmica feminina dentro das aulas de sociologia e filosofia. Por sugestão das próprias alunas foram inseridos nomes de mulheres que marcaram a história para serem trabalhadas no currículo em sala de aula, tais como Hannah Arendt, Angela Davis, Viviane Mosé, entre outras pesquisadoras.

O cordel

A literatura de cordel é um patrimônio cultural brasileiro e, no Nordeste, a tradição carrega imensa força popular.