Quase 25 anos depois, ex-alunos voltam ao antigo Colégio Marista Cearense


Quase 25 anos depois, ex-alunos voltam ao antigo Colégio Marista Cearense

O prédio do colégio, inaugurado em 1913, sediará campus da universidade Estácio de Sá. Para ex-alunos maristas, foi alívio ver o espaço seguir como instituição de ensino

Por Renata Monte em Educação

10 de março de 2015 às 09:00

Há 5 anos
Concludentes da turma de 1990 do Colégio Cearense (FOTO: Arquivo pessoal)

Concludentes da turma de 1990 do Colégio Cearense (FOTO: Arquivo pessoal)

É sempre bom lembrar dos tempos de colégio. Aquele professor carrasco, a professora querida, a tia da cantina, o porteiro sempre alerta, a turma bagunceira, os nerds, as meninas populares e os meninos atletas, por exemplo, permeiam a memória das pessoas, que recordam com saudade da época da escola. É o caso de Flávia Chagas e Emanuel Nascimento, ex-alunos do antigo Colégio Marista Cearense, extinto em 2007, que retornaram ao local a convite do Tribuna do Ceará. Em 2015, a instituição passa a sediar o novo campus do Centro Universitário Estácio de Sá, em Fortaleza.

Flávia e Emanuel ingressaram no Marista em 1980 e nunca mais quiseram trocar de escola. Vinte e cinco anos depois de finalizarem os estudos na instituição, em 1990, os ex-alunos retornaram ao local para visitar as obras de reforma do colégio e relembrar os principais acontecimentos da juventude.

Flávia e Emanuel fizeram questão de visitarem a famosa escada vermelha da instituição (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Flávia e Emanuel visitaram a famosa escada vermelha da instituição (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

A dupla de amigos conta, em meio a gargalhadas, o dia em que o laboratório de química explodiu, a bomba que jogaram no banheiro perto do ginásio, a sala que alagava e outras histórias dos tempos de meninice. “Era aquela coisa de adolescente, escondia óculos dos amigos, caderno do professor de matemática”, lembra Emanuel, que sentava no fundo da sala.

Professor de Geografia, Emanuel diz que se apaixonou pela área depois de ficar de recuperação na matéria e ter de provar ao professor que era capaz de conseguir a nota 10. Ele conta que, no último ano, os alunos tentavam beber cerveja escondidos em um bar próximo à escola. “Aí o professor ia lá buscar a gente e falava: ‘Passa todo mundo pra sala de aula agora!'”, conta.

Flávia se formou em Economia. Sempre gostou de Matemática, Física e História e odiava a disciplina de Português. “Um dia, eu fiquei com raiva da professora e coloquei ketchup na cadeira dela”, revela. Ela relembra também de como funcionava o grêmio estudantil. “Nessa época, a gente achava que ia mudar o mundo. Eleição para o grêmio era pior do que a do PSDB contra PT“.

A nova gestão fez questão de deixar o busto de São Marcelino Champagnat (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

A nova gestão fez questão de deixar o busto de São Marcelino Champagnat (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os mestres

Dos professores, muitos marcaram a trajetória dos dois. Em especial, Assis, professor de Matemática, apelidado carinhosamente de Batatinha, e Gustavo Braga, professor de Biologia.

“O Batatinha olhava para o pessoal do fundo da sala e dizia: ‘Só tem cobra aqui, vão passar se arrastando'”, relembra Flávia, que também contou que na sua turma havia eleição para o Rei “Fuleragem” e a Rainha “Letreca”, o piores alunos da sala.

Gustavo Braga marcou a vida de Emanuel pela proximidade que o professor mantinha com os alunos. “Além de ensinar uma das minhas matérias favoritas, ele era daqueles de sair da sala dos professores e passar o recreio com a gente. Ele era amigo dos alunos”.

Havia também o Irmão Urbano Gonzalez Rodriguez, um dos responsáveis pela escola e que metia medo em todo mundo. “Era um dos poucos que vestia aquela batina preta. Era muito simpático, mas a só a presença dele já impunha respeito”, afirma a economista. “A gente podia estar no meio de uma bagunça, mas se o Irmão Urbano aparecesse, todo mundo parava e se fingia de santo”, conta Emanuel.

Na entrada da instituição, os dois relembram do vendedor de bombom que ficava na entrada (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Na entrada da instituição, os dois relembram do vendedor de bombom que ficava na porta (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

O encerramento das atividades do Colégio Cearense foi um choque na vida dos ex-alunos. “Foi como tirar uma parte de mim“, explica o professor. Flávia diz que a dor foi inexplicável e que chegou a voltar ao colégio para pedir que não fechassem.

Quando surgiu a possibilidade do Marista ser derrubado para dar lugar a um shopping, até mesmo quem não era ex-aluno se comoveu e uma verdadeira campanha foi feita em prol do tombamento do prédio. “Olha, se eu fosse hipertenso, eu tinha passado mal, com certeza”, enfatiza Emanuel.

O colégio católico, fundado em 1913, pelos padres José Quinderé, Climério Chaves, Misael Gomes e Otávio de Castro, foi uma das primeiras instituições educacionais particulares de Fortaleza. Sua metodologia de ensino, baseada no princípio de formar “bons cristãos e virtuosos cidadãos”, do francês São Marcelino Champagnat, tornou-se singular para a sociedade cearense.

O Colégio Marista Cearense fechou suas portas em 2007, passando a funcionar apenas a Faculdade Católica do Ceará, que também foi extinta, em 2013. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza, em 2014, e adquirido pelo Grupo Estácio, que ficou responsável pela reforma.

A partir do dia 11 de março deste ano, o local receberá estudantes dos cursos de Administração, Recursos Humanos, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Arquitetura, Ciências Contáveis e Direito. Até mesmo o gestor do novo campus, Renato Cabral, emociona-se com a história da instituição. “Eu também sou ex-aluno, e entrar aqui é muito emocionante. Essas paredes guardam tantas histórias”, conta, comovido.

O Grupo Estácio repaginou a estrutura da escola. Com cores verdes, o prédio agora conta com salas refrigeradas e acessíveis com rampas e elevadores. O teatro, o ginásio e a capela também voltam a funcionar com a nova gestão.

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
1/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
2/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
3/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
4/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
5/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
6/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
7/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
8/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
9/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
10/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Para Emanuel, foi um alívio saber que uma nova faculdade funcionaria no local. “Ficamos todos extasiados e lamentamos muito o fechamento. Quando eu soube que a nova Estácio seria aqui, eu me tranquilizei por saber que o prédio não vai deixar de ter sua função educacional”, explica.

Voltar ao Marista, para a dupla, foi um resgate prazeroso do passado. As lembranças da saudosa época do colégio conseguem manter-se vivas dentro de Flávia e Emanuel. “Aqui, não nos foi ensinado apenas Português, Matemática ou Ciência. Aqui, eu aprendi a ser gente. É por isso que eu sempre digo ‘Ex-aluna, sim. Ex-Marista, nunca‘”, conta orgulhosa a economista.

Publicidade

Dê sua opinião

Quase 25 anos depois, ex-alunos voltam ao antigo Colégio Marista Cearense

O prédio do colégio, inaugurado em 1913, sediará campus da universidade Estácio de Sá. Para ex-alunos maristas, foi alívio ver o espaço seguir como instituição de ensino

Por Renata Monte em Educação

10 de março de 2015 às 09:00

Há 5 anos
Concludentes da turma de 1990 do Colégio Cearense (FOTO: Arquivo pessoal)

Concludentes da turma de 1990 do Colégio Cearense (FOTO: Arquivo pessoal)

É sempre bom lembrar dos tempos de colégio. Aquele professor carrasco, a professora querida, a tia da cantina, o porteiro sempre alerta, a turma bagunceira, os nerds, as meninas populares e os meninos atletas, por exemplo, permeiam a memória das pessoas, que recordam com saudade da época da escola. É o caso de Flávia Chagas e Emanuel Nascimento, ex-alunos do antigo Colégio Marista Cearense, extinto em 2007, que retornaram ao local a convite do Tribuna do Ceará. Em 2015, a instituição passa a sediar o novo campus do Centro Universitário Estácio de Sá, em Fortaleza.

Flávia e Emanuel ingressaram no Marista em 1980 e nunca mais quiseram trocar de escola. Vinte e cinco anos depois de finalizarem os estudos na instituição, em 1990, os ex-alunos retornaram ao local para visitar as obras de reforma do colégio e relembrar os principais acontecimentos da juventude.

Flávia e Emanuel fizeram questão de visitarem a famosa escada vermelha da instituição (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Flávia e Emanuel visitaram a famosa escada vermelha da instituição (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

A dupla de amigos conta, em meio a gargalhadas, o dia em que o laboratório de química explodiu, a bomba que jogaram no banheiro perto do ginásio, a sala que alagava e outras histórias dos tempos de meninice. “Era aquela coisa de adolescente, escondia óculos dos amigos, caderno do professor de matemática”, lembra Emanuel, que sentava no fundo da sala.

Professor de Geografia, Emanuel diz que se apaixonou pela área depois de ficar de recuperação na matéria e ter de provar ao professor que era capaz de conseguir a nota 10. Ele conta que, no último ano, os alunos tentavam beber cerveja escondidos em um bar próximo à escola. “Aí o professor ia lá buscar a gente e falava: ‘Passa todo mundo pra sala de aula agora!'”, conta.

Flávia se formou em Economia. Sempre gostou de Matemática, Física e História e odiava a disciplina de Português. “Um dia, eu fiquei com raiva da professora e coloquei ketchup na cadeira dela”, revela. Ela relembra também de como funcionava o grêmio estudantil. “Nessa época, a gente achava que ia mudar o mundo. Eleição para o grêmio era pior do que a do PSDB contra PT“.

A nova gestão fez questão de deixar o busto de São Marcelino Champagnat (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

A nova gestão fez questão de deixar o busto de São Marcelino Champagnat (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os mestres

Dos professores, muitos marcaram a trajetória dos dois. Em especial, Assis, professor de Matemática, apelidado carinhosamente de Batatinha, e Gustavo Braga, professor de Biologia.

“O Batatinha olhava para o pessoal do fundo da sala e dizia: ‘Só tem cobra aqui, vão passar se arrastando'”, relembra Flávia, que também contou que na sua turma havia eleição para o Rei “Fuleragem” e a Rainha “Letreca”, o piores alunos da sala.

Gustavo Braga marcou a vida de Emanuel pela proximidade que o professor mantinha com os alunos. “Além de ensinar uma das minhas matérias favoritas, ele era daqueles de sair da sala dos professores e passar o recreio com a gente. Ele era amigo dos alunos”.

Havia também o Irmão Urbano Gonzalez Rodriguez, um dos responsáveis pela escola e que metia medo em todo mundo. “Era um dos poucos que vestia aquela batina preta. Era muito simpático, mas a só a presença dele já impunha respeito”, afirma a economista. “A gente podia estar no meio de uma bagunça, mas se o Irmão Urbano aparecesse, todo mundo parava e se fingia de santo”, conta Emanuel.

Na entrada da instituição, os dois relembram do vendedor de bombom que ficava na entrada (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Na entrada da instituição, os dois relembram do vendedor de bombom que ficava na porta (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

O encerramento das atividades do Colégio Cearense foi um choque na vida dos ex-alunos. “Foi como tirar uma parte de mim“, explica o professor. Flávia diz que a dor foi inexplicável e que chegou a voltar ao colégio para pedir que não fechassem.

Quando surgiu a possibilidade do Marista ser derrubado para dar lugar a um shopping, até mesmo quem não era ex-aluno se comoveu e uma verdadeira campanha foi feita em prol do tombamento do prédio. “Olha, se eu fosse hipertenso, eu tinha passado mal, com certeza”, enfatiza Emanuel.

O colégio católico, fundado em 1913, pelos padres José Quinderé, Climério Chaves, Misael Gomes e Otávio de Castro, foi uma das primeiras instituições educacionais particulares de Fortaleza. Sua metodologia de ensino, baseada no princípio de formar “bons cristãos e virtuosos cidadãos”, do francês São Marcelino Champagnat, tornou-se singular para a sociedade cearense.

O Colégio Marista Cearense fechou suas portas em 2007, passando a funcionar apenas a Faculdade Católica do Ceará, que também foi extinta, em 2013. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza, em 2014, e adquirido pelo Grupo Estácio, que ficou responsável pela reforma.

A partir do dia 11 de março deste ano, o local receberá estudantes dos cursos de Administração, Recursos Humanos, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Arquitetura, Ciências Contáveis e Direito. Até mesmo o gestor do novo campus, Renato Cabral, emociona-se com a história da instituição. “Eu também sou ex-aluno, e entrar aqui é muito emocionante. Essas paredes guardam tantas histórias”, conta, comovido.

O Grupo Estácio repaginou a estrutura da escola. Com cores verdes, o prédio agora conta com salas refrigeradas e acessíveis com rampas e elevadores. O teatro, o ginásio e a capela também voltam a funcionar com a nova gestão.

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
1/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
2/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
3/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
4/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
5/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
6/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
7/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
8/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
9/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ
10/10

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ

O prédio ganhou paredes verdes, salas refrigeradas, rampas e elevadores (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Para Emanuel, foi um alívio saber que uma nova faculdade funcionaria no local. “Ficamos todos extasiados e lamentamos muito o fechamento. Quando eu soube que a nova Estácio seria aqui, eu me tranquilizei por saber que o prédio não vai deixar de ter sua função educacional”, explica.

Voltar ao Marista, para a dupla, foi um resgate prazeroso do passado. As lembranças da saudosa época do colégio conseguem manter-se vivas dentro de Flávia e Emanuel. “Aqui, não nos foi ensinado apenas Português, Matemática ou Ciência. Aqui, eu aprendi a ser gente. É por isso que eu sempre digo ‘Ex-aluna, sim. Ex-Marista, nunca‘”, conta orgulhosa a economista.