UFC realiza projeto de reabilitação motora para pacientes que tiveram AVC

INOVAFISIO

UFC realiza projeto de reabilitação motora para pacientes que tiveram AVC

Através de atendimento presencial e por aplicativo, projeto da Faculdade de Medicina oferece fisioterapia a pessoas que tiveram acidente vascular cerebral

Por Tribuna do Ceará em Educação

17 de novembro de 2019 às 07:00

Há 6 meses
José Flávio Oliveira é acompanhado em casa pela equipe do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (INOVAFISIO) (Foto: Viktor Braga/UFC)

José Flávio Oliveira é acompanhado em casa pela equipe do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Pessoas que tiveram acidente vascular cerebral (AVC) nem sempre recebem assistência, no Sistema Único de Saúde (SUS), após a alta hospitalar.

Falta dinheiro para o transporte, um acompanhante ou ainda horário compatível com as vagas oferecidas nos centros de reabilitação da rede pública de saúde – sem falar no próprio déficit de profissionais – para que o paciente possa ser atendido por um fisioterapeuta.

José Flávio Oliveira, de 53 anos, foi um dos selecionados para participar do acompanhamento presencial domiciliar do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (Inovafisio), vinculado ao Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Dessa forma, pode fortalecer a musculatura até ser atendido por uma das clínicas de reabilitação do SUS.

O grupo de pesquisa do Núcleo desenvolve desde 2017 um projeto para atender esses pacientes, chamado de Telerreabilitação. A ideia é evitar que o sobrevivente do derrame – acidente vascular que, com frequência, provoca alterações motoras em apenas um lado do corpo – tenha sequelas. De acordo com o professor Carlos Tatmatsu, coordenador do Núcleo ao lado da professora Vilena Figueiredo, de seis a oito meses depois do AVC o cérebro perde a plasticidade neuronal – a capacidade de adaptação dos neurônios a estímulos ambientais, hormônios ou lesões, como é o caso do AVC. “Temos essa janela terapêutica: ou corremos ou a perdemos”, explica.

José Flávio conta que achou ótima a ideia de fazer fisioterapia em casa. “Eu não consegui vaga pelo posto, aí fiquei sabendo desse projeto. Mas, mesmo que encontrasse pelo posto, eu teria de me locomover. Ia gastar dinheiro com táxi, transporte”. Ele, que trabalhava como torneiro mecânico, deseja se recuperar por completo. “No meu trabalho, preciso de muita habilidade, tenho de estar realmente 100% dos dois braços. Espero voltar à vida normal”, planeja.

Acompanhamento

Para realizar a pesquisa, o Inovafisio dividiu os pacientes em dois grupos: um recebe atendimento presencial, tal como José Flávio, e outro é acompanhado por um aplicativo, que está em fase de testes. Luan Mendes, bolsista de Iniciação Científica (PIBIC) do Inovafisio, explica que são grupos randomizados, ou seja, a distribuição em cada um deles é aleatória. “A duração do atendimento é de mais ou menos 40 minutos, uma ou duas vezes por semana, dependendo do grau de comprometimento do paciente”, diz.

Com o aplicativo, que está em fase de testes, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente nos três níveis de dificuldade dos exercícios (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Com o aplicativo, que está em fase de testes, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente nos três níveis de dificuldade dos exercícios (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Os exercícios ocorrem ao longo de 12 semanas, e os assistidos passam por três avaliações da fisioterapia (no começo, meio e fim do programa). “Queremos investigar se há uma diferença clínica significativa entre o paciente à distância e o presencial”, afirma Tatmatsu.

Nos dois casos, os assistidos ainda recebem os cuidados da equipe de extensionistas do curso de Fisioterapia. No tratamento por Telerreabilitação, o objetivo é alcançar sobreviventes de AVC com dificuldade de deslocamento que possuam um smartphone com acesso à Internet e a supervisão de um cuidador para auxiliá-los com os exercícios.

“O que queremos [com o aplicativo] é que o paciente possa ser acompanhado por um fisioterapeuta à distância. Nosso intuito é fortalecer o NASF [Núcleo de Apoio à Saúde da Família], pois nesses espaços há apenas um fisioterapeuta para cobrir toda a Regional”, explica Tatmatsu.

De acordo com o professor, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente pelo aplicativo nos três níveis de dificuldade propostos pelo programa. Na visita presencial, o fisioterapeuta, além de orientar o assistido quanto ao uso da tecnologia, deixaria um kit para a realização das atividades. Nele, objetos corriqueiros como copo, pregador de roupas, papel de cartolina, toalha, massa de modelar, palito de sorvete, clipes, bola e camisa de botão ajudariam o sobrevivente de AVC a reabilitar a musculatura do membro superior até que possa ser acompanhado por um fisioterapeuta em uma das clínicas do SUS.

Depois disso, o acompanhamento ocorreria à distância. Se, por exemplo, o paciente passasse dias sem fazer os exercícios, o profissional ligaria para o usuário para entender o que está acontecendo. “É através desse acompanhamento que o paciente se sente mais próximo do terapeuta. É uma maneira de ele sentir que não está só, não está abandonado.”

Método inédito

O Programa Suplementar Gradual e Repetitivo para o Braço (GRASP), utilizado no projeto, é uma sequência de exercícios direcionados para o membro superior que, segundo o professor Tatmatsu, nunca havia sido aplicado no Brasil. Foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, país que é pioneiro nesse modelo de tratamento e possui uma política pública de saúde semelhante à do Brasil.

A sequência de exercícios para o membro superior utilizada nos atendimentos foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores da University of Columbia, no Canadá, e nunca havia sido aplicada no Brasil (FOTO: Viktor Braga/UFC)

A sequência de exercícios para o membro superior foi desenvolvida por pesquisadores da University of Columbia, no Canadá, e nunca havia sido aplicada no Brasil (FOTO: Viktor Braga/UFC)

No aplicativo, o paciente assiste a vídeos gravados pelos extensionistas com orientação de fisioterapeutas. O prof. Marcos Dantas, do Curso de Tecnologia em Redes de Computadores da UFC de Quixadá, iniciou o desenvolvimento do software, e Victor Peroba de Almeida, estudante de Ciência da Computação da UFC e desenvolvedor web e mobile, finalizou a primeira versão do aplicativo.

Nessa primeira fase da pesquisa, o Inovafisio optou por trabalhar somente com os membros superiores dos assistidos para que eles possam executar sozinhos os exercícios e ter maior autonomia funcional. “Através dos membros superiores, o paciente escova os dentes, penteia o cabelo e se alimenta sozinho. Então, é essencial para a independência funcional da pessoa”, afirma Tatmatsu.

Participam do Inovafisio 10 estudantes da graduação, 7 fisioterapeutas, 4 estudantes de especialização, 2 residentes, 6 doutores e 4 mestres divididos nas áreas da fisioterapia, psicologia, enfermagem, ciência da informação e estatística. O núcleo conta também com a parceria de pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Critérios para participação

Os pacientes chegam por indicação de hospitais de referência e postos de saúde de Fortaleza e também por livre demanda. Passam por uma avaliação para saber se têm habilidades funcionais e cognitivas mínimas para executar o programa de exercícios proposto.

Para ser atendido, o sobrevivente de AVC precisa morar em Fortaleza e ter sofrido o derrame há menos de seis meses. Necessita ter algum cuidador para acompanhá-lo na execução das tarefas, pelo menos duas vezes na semana, e smartphone para acesso ao aplicativo e contato constante com a equipe do projeto. Até a conclusão dessa fase da pesquisa, prevista para junho do ano que vem, o núcleo espera atender, no mínimo, 30 pacientes.

(FOTO: Viktor Braga/UFC)

(FOTO: Viktor Braga/UFC)

O Inovafisio tem mais duas linhas de pesquisa, além do projeto de Telerreabilitação. Em parceria com a Liga Cardiovascular da Fisioterapia da UFC, a equipe realiza tratamento com fototerapia no pé diabético e com pacientes queimados. Os pacientes com pé diabético são avaliados no Posto de Saúde Anastácio Magalhães, na sala número 8, de terça a quinta-feira.

Já os pacientes queimados são acompanhados no Centro de Tratamento de Queimados do Instituto Dr. José Frota. Esses projetos ocorrem ainda em colaboração com a Universidade de Brasília (UnB), no desenvolvimento de protótipo de fototerapia, e com a professora Karina Matthes de Freitas Pontes, do Departamento de Odontologia Restauradora da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da UFC, na parte de terapia fotodinâmica.

“O foco principal é tentar criar parcerias e proporcionar um maior diálogo entre os diversos saberes da UFC, como nesse caso, entre a saúde e a tecnologia, então sempre trabalhamos em colaboração”, explica o Prof. Tatmatsu. O projeto também integra o Grupo de Tecnologias Assistivas (GTA), liderado pelo professor Roberto Cesar Vieira.

Serviço:
Para ser atendido pelo projeto, o interessado pode entrar em contato com a equipe do através do telefone (85) 99755 8293 ou por mensagem direta no perfil no Instagram.

Com informações de Síria Mapurunga, da Agência UFC

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INOVAFISIO

UFC realiza projeto de reabilitação motora para pacientes que tiveram AVC

Através de atendimento presencial e por aplicativo, projeto da Faculdade de Medicina oferece fisioterapia a pessoas que tiveram acidente vascular cerebral

Por Tribuna do Ceará em Educação

17 de novembro de 2019 às 07:00

Há 6 meses
José Flávio Oliveira é acompanhado em casa pela equipe do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (INOVAFISIO) (Foto: Viktor Braga/UFC)

José Flávio Oliveira é acompanhado em casa pela equipe do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Pessoas que tiveram acidente vascular cerebral (AVC) nem sempre recebem assistência, no Sistema Único de Saúde (SUS), após a alta hospitalar.

Falta dinheiro para o transporte, um acompanhante ou ainda horário compatível com as vagas oferecidas nos centros de reabilitação da rede pública de saúde – sem falar no próprio déficit de profissionais – para que o paciente possa ser atendido por um fisioterapeuta.

José Flávio Oliveira, de 53 anos, foi um dos selecionados para participar do acompanhamento presencial domiciliar do Núcleo de Pesquisas e Inovação Tecnológica em Reabilitação Humana (Inovafisio), vinculado ao Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Dessa forma, pode fortalecer a musculatura até ser atendido por uma das clínicas de reabilitação do SUS.

O grupo de pesquisa do Núcleo desenvolve desde 2017 um projeto para atender esses pacientes, chamado de Telerreabilitação. A ideia é evitar que o sobrevivente do derrame – acidente vascular que, com frequência, provoca alterações motoras em apenas um lado do corpo – tenha sequelas. De acordo com o professor Carlos Tatmatsu, coordenador do Núcleo ao lado da professora Vilena Figueiredo, de seis a oito meses depois do AVC o cérebro perde a plasticidade neuronal – a capacidade de adaptação dos neurônios a estímulos ambientais, hormônios ou lesões, como é o caso do AVC. “Temos essa janela terapêutica: ou corremos ou a perdemos”, explica.

José Flávio conta que achou ótima a ideia de fazer fisioterapia em casa. “Eu não consegui vaga pelo posto, aí fiquei sabendo desse projeto. Mas, mesmo que encontrasse pelo posto, eu teria de me locomover. Ia gastar dinheiro com táxi, transporte”. Ele, que trabalhava como torneiro mecânico, deseja se recuperar por completo. “No meu trabalho, preciso de muita habilidade, tenho de estar realmente 100% dos dois braços. Espero voltar à vida normal”, planeja.

Acompanhamento

Para realizar a pesquisa, o Inovafisio dividiu os pacientes em dois grupos: um recebe atendimento presencial, tal como José Flávio, e outro é acompanhado por um aplicativo, que está em fase de testes. Luan Mendes, bolsista de Iniciação Científica (PIBIC) do Inovafisio, explica que são grupos randomizados, ou seja, a distribuição em cada um deles é aleatória. “A duração do atendimento é de mais ou menos 40 minutos, uma ou duas vezes por semana, dependendo do grau de comprometimento do paciente”, diz.

Com o aplicativo, que está em fase de testes, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente nos três níveis de dificuldade dos exercícios (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Com o aplicativo, que está em fase de testes, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente nos três níveis de dificuldade dos exercícios (FOTO: Viktor Braga/UFC)

Os exercícios ocorrem ao longo de 12 semanas, e os assistidos passam por três avaliações da fisioterapia (no começo, meio e fim do programa). “Queremos investigar se há uma diferença clínica significativa entre o paciente à distância e o presencial”, afirma Tatmatsu.

Nos dois casos, os assistidos ainda recebem os cuidados da equipe de extensionistas do curso de Fisioterapia. No tratamento por Telerreabilitação, o objetivo é alcançar sobreviventes de AVC com dificuldade de deslocamento que possuam um smartphone com acesso à Internet e a supervisão de um cuidador para auxiliá-los com os exercícios.

“O que queremos [com o aplicativo] é que o paciente possa ser acompanhado por um fisioterapeuta à distância. Nosso intuito é fortalecer o NASF [Núcleo de Apoio à Saúde da Família], pois nesses espaços há apenas um fisioterapeuta para cobrir toda a Regional”, explica Tatmatsu.

De acordo com o professor, o profissional da unidade básica acompanharia toda a evolução do paciente pelo aplicativo nos três níveis de dificuldade propostos pelo programa. Na visita presencial, o fisioterapeuta, além de orientar o assistido quanto ao uso da tecnologia, deixaria um kit para a realização das atividades. Nele, objetos corriqueiros como copo, pregador de roupas, papel de cartolina, toalha, massa de modelar, palito de sorvete, clipes, bola e camisa de botão ajudariam o sobrevivente de AVC a reabilitar a musculatura do membro superior até que possa ser acompanhado por um fisioterapeuta em uma das clínicas do SUS.

Depois disso, o acompanhamento ocorreria à distância. Se, por exemplo, o paciente passasse dias sem fazer os exercícios, o profissional ligaria para o usuário para entender o que está acontecendo. “É através desse acompanhamento que o paciente se sente mais próximo do terapeuta. É uma maneira de ele sentir que não está só, não está abandonado.”

Método inédito

O Programa Suplementar Gradual e Repetitivo para o Braço (GRASP), utilizado no projeto, é uma sequência de exercícios direcionados para o membro superior que, segundo o professor Tatmatsu, nunca havia sido aplicado no Brasil. Foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, país que é pioneiro nesse modelo de tratamento e possui uma política pública de saúde semelhante à do Brasil.

A sequência de exercícios para o membro superior utilizada nos atendimentos foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores da University of Columbia, no Canadá, e nunca havia sido aplicada no Brasil (FOTO: Viktor Braga/UFC)

A sequência de exercícios para o membro superior foi desenvolvida por pesquisadores da University of Columbia, no Canadá, e nunca havia sido aplicada no Brasil (FOTO: Viktor Braga/UFC)

No aplicativo, o paciente assiste a vídeos gravados pelos extensionistas com orientação de fisioterapeutas. O prof. Marcos Dantas, do Curso de Tecnologia em Redes de Computadores da UFC de Quixadá, iniciou o desenvolvimento do software, e Victor Peroba de Almeida, estudante de Ciência da Computação da UFC e desenvolvedor web e mobile, finalizou a primeira versão do aplicativo.

Nessa primeira fase da pesquisa, o Inovafisio optou por trabalhar somente com os membros superiores dos assistidos para que eles possam executar sozinhos os exercícios e ter maior autonomia funcional. “Através dos membros superiores, o paciente escova os dentes, penteia o cabelo e se alimenta sozinho. Então, é essencial para a independência funcional da pessoa”, afirma Tatmatsu.

Participam do Inovafisio 10 estudantes da graduação, 7 fisioterapeutas, 4 estudantes de especialização, 2 residentes, 6 doutores e 4 mestres divididos nas áreas da fisioterapia, psicologia, enfermagem, ciência da informação e estatística. O núcleo conta também com a parceria de pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Critérios para participação

Os pacientes chegam por indicação de hospitais de referência e postos de saúde de Fortaleza e também por livre demanda. Passam por uma avaliação para saber se têm habilidades funcionais e cognitivas mínimas para executar o programa de exercícios proposto.

Para ser atendido, o sobrevivente de AVC precisa morar em Fortaleza e ter sofrido o derrame há menos de seis meses. Necessita ter algum cuidador para acompanhá-lo na execução das tarefas, pelo menos duas vezes na semana, e smartphone para acesso ao aplicativo e contato constante com a equipe do projeto. Até a conclusão dessa fase da pesquisa, prevista para junho do ano que vem, o núcleo espera atender, no mínimo, 30 pacientes.

(FOTO: Viktor Braga/UFC)

(FOTO: Viktor Braga/UFC)

O Inovafisio tem mais duas linhas de pesquisa, além do projeto de Telerreabilitação. Em parceria com a Liga Cardiovascular da Fisioterapia da UFC, a equipe realiza tratamento com fototerapia no pé diabético e com pacientes queimados. Os pacientes com pé diabético são avaliados no Posto de Saúde Anastácio Magalhães, na sala número 8, de terça a quinta-feira.

Já os pacientes queimados são acompanhados no Centro de Tratamento de Queimados do Instituto Dr. José Frota. Esses projetos ocorrem ainda em colaboração com a Universidade de Brasília (UnB), no desenvolvimento de protótipo de fototerapia, e com a professora Karina Matthes de Freitas Pontes, do Departamento de Odontologia Restauradora da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da UFC, na parte de terapia fotodinâmica.

“O foco principal é tentar criar parcerias e proporcionar um maior diálogo entre os diversos saberes da UFC, como nesse caso, entre a saúde e a tecnologia, então sempre trabalhamos em colaboração”, explica o Prof. Tatmatsu. O projeto também integra o Grupo de Tecnologias Assistivas (GTA), liderado pelo professor Roberto Cesar Vieira.

Serviço:
Para ser atendido pelo projeto, o interessado pode entrar em contato com a equipe do através do telefone (85) 99755 8293 ou por mensagem direta no perfil no Instagram.

Com informações de Síria Mapurunga, da Agência UFC