PM alega que confusão fora do Castelão desfalcou o número de homens de segurança no gramado


PM alega que confusão fora do Castelão desfalcou o número de homens de segurança no gramado

Dos 160 policiais designados para atender ao Castelão, somente 40 estavam dentro do estádio no momento do confronto entre torcidas de Ceará e Fortaleza

Por Renata Monte em Esportes

4 de maio de 2015 às 20:08

Há 5 anos
Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Uma final de campeonato, um Clássico-Rei e uma Arena Castelão lotada. Era, no mínimo, previsível a guerra entre as membros das torcidas adversárias, depois do jogo deste domingo (3). Foi o que apontou o tenente-coronel da Polícia Militar Aginaldo Oliveira, na tarde desta segunda-feira (4), durante entrevista coletiva, na Secretaria de Segurança Pública, em Fortaleza. O oficial justificou os motivos para, depois do jogo, o número de policiais do Batalhão de Eventos estar em número reduzido.

Em um total de 500 homens do Batalhão, 160 foram designados para cobrir a final do Campeonato Cearense. Desses, 80 foram enviados ao gramado e arquibancada, enquanto a outra metade ficou na área externa do estádio. Devido a uma confusão entre os torcedores na bilheteria, 40 dos policiais que estavam dentro do Castelão foram mandados para a área externa a fim de reforçar na segurança. Ou seja, no momento do confronto depois da partida, apenas 40 militares estavam na parte de dentro.

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

O tumulto do lado de fora do estádio dificultou a entrada dos policiais para conter os torcedores que invadiram o gramado. Seis pessoas foram presas, sendo dois adolescentes. Inicialmente, o tenente-coronel transferiu o problema para a estrutura do estádio. “Essas torcidas não têm educação para ter uma Arena nesse nível aqui. Infelizmente é desse jeito. É humanamente impossível impedir uma invasão com 50 mil pessoas, pelas estruturas físicas que foi feito o Castelão. Isso foi para a Copa do Mundo, para a Europa, para o nosso estado não tem condição. Para o Brasil, não tem”, refletiu.

Segundo Aginaldo Oliveira, o que resta a fazer é analisar as imagens da invasão para saber por onde os torcedores entraram e fazer um novo planejamento, para que em um futuro evento, haja mais policiais nesses pontos impedindo as confusões e invasões.

Entenda o caso

Após o apito final do árbitro, chegava ao fim a angústia da torcida do Fortaleza. Em um jogo histórico e memorável, o Fortaleza abriu o placar, o Ceará virou com um jogador a menos e depois o Tricolor foi buscar o empate, nos acréscimos, o suficiente para ser campeão depois de cinco anos. Final para Ceará 2 x 2 Fortaleza, mas aí começou a vergonha.

Alguns vândalos que estavam nas arquibancadas do estádio do lado tricolor invadiram o gramado e foram provocar a torcida do Ceará. Os alvinegros revidaram e a confusão foi generalizada dentro do palco. Correria, pessoas machucadas e bombas de efeito moral da Polícia Militar. O tão desejado triunfo acabou ofuscado.

As cenas lamentáveis de violência e barbárie repercutiram internacionalmente. Jornais ingleses, da Índia, da Rússia e agências de notícias da Ásia destacaram atos de vandalismo em pleno campo de jogo.

Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)
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Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Confronto no Clássico-Rei
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Confronto no Clássico-Rei

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Relembre o caso:

> 03/05 – Em jogo histórico, Fortaleza empata nos acréscimos e é campeão cearense 2015

> 03/05 – Torcidas rivais provocam vandalismo generalizado após a conquista estadual do Fortaleza

> 04/05 – Editorial: na final do Cearense 2015, Arena Castelão vira arena medieval

> 04/05 – PM diz não ter como conter confronto de torcidas na Arena Castelão

> 04/05 – Policial ferido em confronto s de torcidas tomou uma cadeirada na cabeça

> 04/05 – Mídia internacional repercute vandalismo e violência em final na Arena Castelão

> 04/05 – Pancadaria entre torcidas no Castelão pode gerar punição aos dois clubes

> 04/05 – Após invasão e confronto no gramado, apenas uma pessoa foi presa na Arena Castelão

> 04/05 – Árbitro relata em súmula agressão de presidente do Ceará na Arena Castelão

> 04/05 – Mídia internacional repercute vandalismo e violência em final na Arena Castelão

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PM alega que confusão fora do Castelão desfalcou o número de homens de segurança no gramado

Dos 160 policiais designados para atender ao Castelão, somente 40 estavam dentro do estádio no momento do confronto entre torcidas de Ceará e Fortaleza

Por Renata Monte em Esportes

4 de maio de 2015 às 20:08

Há 5 anos
Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Uma final de campeonato, um Clássico-Rei e uma Arena Castelão lotada. Era, no mínimo, previsível a guerra entre as membros das torcidas adversárias, depois do jogo deste domingo (3). Foi o que apontou o tenente-coronel da Polícia Militar Aginaldo Oliveira, na tarde desta segunda-feira (4), durante entrevista coletiva, na Secretaria de Segurança Pública, em Fortaleza. O oficial justificou os motivos para, depois do jogo, o número de policiais do Batalhão de Eventos estar em número reduzido.

Em um total de 500 homens do Batalhão, 160 foram designados para cobrir a final do Campeonato Cearense. Desses, 80 foram enviados ao gramado e arquibancada, enquanto a outra metade ficou na área externa do estádio. Devido a uma confusão entre os torcedores na bilheteria, 40 dos policiais que estavam dentro do Castelão foram mandados para a área externa a fim de reforçar na segurança. Ou seja, no momento do confronto depois da partida, apenas 40 militares estavam na parte de dentro.

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

O tumulto do lado de fora do estádio dificultou a entrada dos policiais para conter os torcedores que invadiram o gramado. Seis pessoas foram presas, sendo dois adolescentes. Inicialmente, o tenente-coronel transferiu o problema para a estrutura do estádio. “Essas torcidas não têm educação para ter uma Arena nesse nível aqui. Infelizmente é desse jeito. É humanamente impossível impedir uma invasão com 50 mil pessoas, pelas estruturas físicas que foi feito o Castelão. Isso foi para a Copa do Mundo, para a Europa, para o nosso estado não tem condição. Para o Brasil, não tem”, refletiu.

Segundo Aginaldo Oliveira, o que resta a fazer é analisar as imagens da invasão para saber por onde os torcedores entraram e fazer um novo planejamento, para que em um futuro evento, haja mais policiais nesses pontos impedindo as confusões e invasões.

Entenda o caso

Após o apito final do árbitro, chegava ao fim a angústia da torcida do Fortaleza. Em um jogo histórico e memorável, o Fortaleza abriu o placar, o Ceará virou com um jogador a menos e depois o Tricolor foi buscar o empate, nos acréscimos, o suficiente para ser campeão depois de cinco anos. Final para Ceará 2 x 2 Fortaleza, mas aí começou a vergonha.

Alguns vândalos que estavam nas arquibancadas do estádio do lado tricolor invadiram o gramado e foram provocar a torcida do Ceará. Os alvinegros revidaram e a confusão foi generalizada dentro do palco. Correria, pessoas machucadas e bombas de efeito moral da Polícia Militar. O tão desejado triunfo acabou ofuscado.

As cenas lamentáveis de violência e barbárie repercutiram internacionalmente. Jornais ingleses, da Índia, da Rússia e agências de notícias da Ásia destacaram atos de vandalismo em pleno campo de jogo.

Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)
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Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Torcedores de ambos os times entraram em conflito instantes após o apito final (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Confronto no Clássico-Rei
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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

Confronto no Clássico-Rei
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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

Confronto no Clássico-Rei
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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lucas Catrib)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Weberte Lemos)

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Utilizando bombas de efeito moral, a Polícia Militar tentou dispersar os torcedores, que quebraram cadeiras, roubaram câmeras e microfones de equipes da imprensa (FOTO: Lyvia Rocha)

Relembre o caso:

> 03/05 – Em jogo histórico, Fortaleza empata nos acréscimos e é campeão cearense 2015

> 03/05 – Torcidas rivais provocam vandalismo generalizado após a conquista estadual do Fortaleza

> 04/05 – Editorial: na final do Cearense 2015, Arena Castelão vira arena medieval

> 04/05 – PM diz não ter como conter confronto de torcidas na Arena Castelão

> 04/05 – Policial ferido em confronto s de torcidas tomou uma cadeirada na cabeça

> 04/05 – Mídia internacional repercute vandalismo e violência em final na Arena Castelão

> 04/05 – Pancadaria entre torcidas no Castelão pode gerar punição aos dois clubes

> 04/05 – Após invasão e confronto no gramado, apenas uma pessoa foi presa na Arena Castelão

> 04/05 – Árbitro relata em súmula agressão de presidente do Ceará na Arena Castelão

> 04/05 – Mídia internacional repercute vandalismo e violência em final na Arena Castelão