Fortaleza é a 2ª pior capital em sinalização para pedestres e ciclistas


Fortaleza é a 2ª pior capital em sinalização para pedestres e ciclistas, aponta pesquisa

Tanto dentro dos ônibus como nos pontos, praticamente não existem placas de informação de trajeto e horário das linhas

Por Roberta Tavares em Mobilidade Urbana

17 de agosto de 2014 às 09:45

Há 6 anos
Fortaleza está na frente apenas de Manaus (FOTO: Tribuna do Ceará)

Fortaleza está na frente apenas de Manaus (FOTO: Tribuna do Ceará)

Fortaleza ocupa a penúltima posição entre as capitais brasileiras quanto a sinalização para pedestres, usuários do transporte coletivo e ciclistas. A capital cearense ficou com a média de 1,3, numa escala de 1 a 10. Curitiba é a capital com melhor sinalização, ficando com média 5,4; seguida por Rio de Janeiro (4,6) e Porto Alegre (4,2). A pior é Manaus, que obteve nota 0,7, também em uma escala de 1 a 10.

O ranking atual foi baseado em 372 avaliações (123 de ciclistas, 128 de pedestres e 121 do transporte coletivo). No final, a sinalização de Fortaleza para pedestres recebeu nota 1,8, seguida do transporte coletivo com 1,1, e ciclistas nota 1,0.

Ônibus não dão o trajeto e horário

Tanto dentro dos ônibus como nos pontos, praticamente não existem placas de informação de trajeto e horário das linhas em Fortaleza. Por isso, esse quesito mereceu dos colaboradores a nota mais baixa: zero.

A colaboradora Camila Karla Siqueira critica a falta de sinalização, principalmente na Avenida 13 de Maio, próximo ao 23º Batalhão de Caçadores. “Total ausência de qualquer sinalização de horários, paradas e trajetos. Apenas uma plaquinha indicando que ali é uma parada de ônibus. A mesma coisa no interior dos ônibus”, denuncia Camila.

Os ciclistas de Fortaleza sofrem com a falta de sinalização. A ciclovia da Avenida Almirante Henrique Saboia, conhecida como Via Expressa, por exemplo, não tem sequer uma placa que ajude na segurança do ciclista, comenta o colaborador Celso Sakuraba Júnior. Segundo ele, “a velocidade dos veículos nessa via é extremamente alta, e como não há lombadas, fiscalização ou sinalização, nem mesmo a velocidade máxima de 60 km/h é respeitada”. Assim, a nota de Celso foi zero.

A pesquisa foi feita pelo Mobilize Brasil e faz parte da campanha Sinalize. O trabalho foi realizado por voluntários, entre junho e julho deste ano, e avaliou 25 cidades, com destaque para as 13 capitais.

Quesitos vistoriados

Na área do transporte público, foram verificados itens como as informações disponíveis nos pontos de parada e a sinalização no interior dos veículos – na maioria sistemas de ônibus ou corredores inteligentes de ônibus, mas também metrôs, trens urbanos e até barcas, no caso do Rio de Janeiro. Em relação à sinalização para pedestres, os avaliadores procuraram verificar a existência de faixas de travessia, placas de advertência, semáforos específicos para os pedestres e placas indicativas para orientação de quem opta por transitar a pé pelas cidades.

“O objetivo desse primeiro levantamento é chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para a precariedade da sinalização voltada a quem não anda de automóvel. No Brasil, os passageiros chegam aos pontos de ônibus e não encontram nada que indique quais linhas de ônibus passam ali, a que hora passam e quais são seus itinerários. E também não há sinalização para ajudar os pedestres a encontrar os melhores caminhos ou para indicar os principais pontos de referência da região”, explica Eduardo Dias, coordenador da campanha Sinalize!

Du Dias, que é ciclista urbano, lembra que a avaliação também procurou olhar a sinalização voltada a quem usa a bicicleta como meio de transporte. À exceção das ciclovias recentemente implantadas em várias cidades, nas ruas não se vê placas, sinalização de solo ou semáforos específicos para ciclistas. “Essa carência aumenta as chances de acidentes envolvendo condutores de bicicletas e triciclos”, indica Dias.

Tribuna do Ceará vai de bike ao trabalho; assista:

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Fortaleza é a 2ª pior capital em sinalização para pedestres e ciclistas, aponta pesquisa

Tanto dentro dos ônibus como nos pontos, praticamente não existem placas de informação de trajeto e horário das linhas

Por Roberta Tavares em Mobilidade Urbana

17 de agosto de 2014 às 09:45

Há 6 anos
Fortaleza está na frente apenas de Manaus (FOTO: Tribuna do Ceará)

Fortaleza está na frente apenas de Manaus (FOTO: Tribuna do Ceará)

Fortaleza ocupa a penúltima posição entre as capitais brasileiras quanto a sinalização para pedestres, usuários do transporte coletivo e ciclistas. A capital cearense ficou com a média de 1,3, numa escala de 1 a 10. Curitiba é a capital com melhor sinalização, ficando com média 5,4; seguida por Rio de Janeiro (4,6) e Porto Alegre (4,2). A pior é Manaus, que obteve nota 0,7, também em uma escala de 1 a 10.

O ranking atual foi baseado em 372 avaliações (123 de ciclistas, 128 de pedestres e 121 do transporte coletivo). No final, a sinalização de Fortaleza para pedestres recebeu nota 1,8, seguida do transporte coletivo com 1,1, e ciclistas nota 1,0.

Ônibus não dão o trajeto e horário

Tanto dentro dos ônibus como nos pontos, praticamente não existem placas de informação de trajeto e horário das linhas em Fortaleza. Por isso, esse quesito mereceu dos colaboradores a nota mais baixa: zero.

A colaboradora Camila Karla Siqueira critica a falta de sinalização, principalmente na Avenida 13 de Maio, próximo ao 23º Batalhão de Caçadores. “Total ausência de qualquer sinalização de horários, paradas e trajetos. Apenas uma plaquinha indicando que ali é uma parada de ônibus. A mesma coisa no interior dos ônibus”, denuncia Camila.

Os ciclistas de Fortaleza sofrem com a falta de sinalização. A ciclovia da Avenida Almirante Henrique Saboia, conhecida como Via Expressa, por exemplo, não tem sequer uma placa que ajude na segurança do ciclista, comenta o colaborador Celso Sakuraba Júnior. Segundo ele, “a velocidade dos veículos nessa via é extremamente alta, e como não há lombadas, fiscalização ou sinalização, nem mesmo a velocidade máxima de 60 km/h é respeitada”. Assim, a nota de Celso foi zero.

A pesquisa foi feita pelo Mobilize Brasil e faz parte da campanha Sinalize. O trabalho foi realizado por voluntários, entre junho e julho deste ano, e avaliou 25 cidades, com destaque para as 13 capitais.

Quesitos vistoriados

Na área do transporte público, foram verificados itens como as informações disponíveis nos pontos de parada e a sinalização no interior dos veículos – na maioria sistemas de ônibus ou corredores inteligentes de ônibus, mas também metrôs, trens urbanos e até barcas, no caso do Rio de Janeiro. Em relação à sinalização para pedestres, os avaliadores procuraram verificar a existência de faixas de travessia, placas de advertência, semáforos específicos para os pedestres e placas indicativas para orientação de quem opta por transitar a pé pelas cidades.

“O objetivo desse primeiro levantamento é chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para a precariedade da sinalização voltada a quem não anda de automóvel. No Brasil, os passageiros chegam aos pontos de ônibus e não encontram nada que indique quais linhas de ônibus passam ali, a que hora passam e quais são seus itinerários. E também não há sinalização para ajudar os pedestres a encontrar os melhores caminhos ou para indicar os principais pontos de referência da região”, explica Eduardo Dias, coordenador da campanha Sinalize!

Du Dias, que é ciclista urbano, lembra que a avaliação também procurou olhar a sinalização voltada a quem usa a bicicleta como meio de transporte. À exceção das ciclovias recentemente implantadas em várias cidades, nas ruas não se vê placas, sinalização de solo ou semáforos específicos para ciclistas. “Essa carência aumenta as chances de acidentes envolvendo condutores de bicicletas e triciclos”, indica Dias.

Tribuna do Ceará vai de bike ao trabalho; assista:

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