Designer de sobrancelha triplica salário trabalhando nas ruas do Centro de Fortaleza

ESTÚDIO IMPROVISADO

Designer de sobrancelha triplica salário trabalhando nas ruas do Centro de Fortaleza

Com uma média de 15 atendimentos por dia, a cearense monta um estúdio improvisado de 2 m² na Rua General Bezerril. Mesa com materiais, cadeiras e bancos de plástico fazem parte da estrutura

Por Vitória Barbosa em Negócios

31 de outubro de 2019 às 07:00

Há 9 meses
Quando não dá tempo atender todos os clientes, Gláucia agenda pro dia seguinte (FOTO: Vitória Barbosa)

Quando não dá tempo atender todos os clientes, Gláucia agenda para o dia seguinte (FOTO: Vitória Barbosa)

Rua General Bezerril, Centro de Fortaleza. Esse foi o endereço escolhido por Gláucia Nascimento, de 25 anos, para trabalhar como autônoma na rua. A designer de sobrancelha faz parte da categoria de profissionais de beleza que escolheram as ruas do Centro de Fortaleza como posto de trabalho. Gláucia diz que trabalhar na rua não foi falta de oportunidade, mas uma escolha. “Eu vim em busca do meu negócio próprio”, explica.

Gláucia já trabalhou em salões de beleza, mas a possibilidade de fazer o próprio horário e o lucro, que chega a ser três vezes maior do que o salário que recebia, são as principais vantagens de trabalhar nas ruas. Ela também fala com orgulho que tem clientes fiéis, o que a faz permanecer.

Com uma média de 15 atendimentos por dia, entre homens e mulheres, Gláucia monta um estúdio improvisado de 2 m². Mesa com materiais, cadeiras e bancos de plástico fazem parte da estrutura. Trabalhando de segunda a sábado, das 9h às 16h, a designer já completa dois anos no mesmo local.

Gláucia guarda todo seu material em um local já no Centro (FOTO: Vitória Barbosa)

Gláucia guarda todo seu material em um local já no Centro (FOTO: Vitória Barbosa)

Para Gláucia, o preço acessível, entre R$ 10 e R$ 12, é o que mais atrai os clientes (na maioria mulheres). Depois disso, o bom trabalho faz com que voltem. “Gostam do meu trabalho”, destaca. Sobre a concorrência com outros profissionais do Centro, ela diz que não lhe atrapalha, pois já tem seus clientes fixos.

E, por falar em clientes, Cilene Alves é uma delas. A publicitária relembra que quando viu Gláucia trabalhar nas ruas estranhou, mas logo percebeu o bom resultado e aprovou.

“Eu deixei de fazer no salão para fazer na rua, com a Gláucia, porque gostei do trabalho”, Edilene Silva é outra cliente que passou, olhou e gostou do que viu. Na segunda vez que transitou por lá, conseguiu um lugar na fila e experimentou o trabalho da designer.

Sobre desafios de se trabalhar nas ruas, Gláucia esclarece que a falta de limpeza e insegurança do local lhe incomodam. Apesar do desabafo, a autônoma garante: “não pretendo sair daqui agora não, são planos para bem mais na frente”.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria Regional do Centro, para saber o número de vendedores ambulantes na região, mas não obteve retorno.

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ESTÚDIO IMPROVISADO

Designer de sobrancelha triplica salário trabalhando nas ruas do Centro de Fortaleza

Com uma média de 15 atendimentos por dia, a cearense monta um estúdio improvisado de 2 m² na Rua General Bezerril. Mesa com materiais, cadeiras e bancos de plástico fazem parte da estrutura

Por Vitória Barbosa em Negócios

31 de outubro de 2019 às 07:00

Há 9 meses
Quando não dá tempo atender todos os clientes, Gláucia agenda pro dia seguinte (FOTO: Vitória Barbosa)

Quando não dá tempo atender todos os clientes, Gláucia agenda para o dia seguinte (FOTO: Vitória Barbosa)

Rua General Bezerril, Centro de Fortaleza. Esse foi o endereço escolhido por Gláucia Nascimento, de 25 anos, para trabalhar como autônoma na rua. A designer de sobrancelha faz parte da categoria de profissionais de beleza que escolheram as ruas do Centro de Fortaleza como posto de trabalho. Gláucia diz que trabalhar na rua não foi falta de oportunidade, mas uma escolha. “Eu vim em busca do meu negócio próprio”, explica.

Gláucia já trabalhou em salões de beleza, mas a possibilidade de fazer o próprio horário e o lucro, que chega a ser três vezes maior do que o salário que recebia, são as principais vantagens de trabalhar nas ruas. Ela também fala com orgulho que tem clientes fiéis, o que a faz permanecer.

Com uma média de 15 atendimentos por dia, entre homens e mulheres, Gláucia monta um estúdio improvisado de 2 m². Mesa com materiais, cadeiras e bancos de plástico fazem parte da estrutura. Trabalhando de segunda a sábado, das 9h às 16h, a designer já completa dois anos no mesmo local.

Gláucia guarda todo seu material em um local já no Centro (FOTO: Vitória Barbosa)

Gláucia guarda todo seu material em um local já no Centro (FOTO: Vitória Barbosa)

Para Gláucia, o preço acessível, entre R$ 10 e R$ 12, é o que mais atrai os clientes (na maioria mulheres). Depois disso, o bom trabalho faz com que voltem. “Gostam do meu trabalho”, destaca. Sobre a concorrência com outros profissionais do Centro, ela diz que não lhe atrapalha, pois já tem seus clientes fixos.

E, por falar em clientes, Cilene Alves é uma delas. A publicitária relembra que quando viu Gláucia trabalhar nas ruas estranhou, mas logo percebeu o bom resultado e aprovou.

“Eu deixei de fazer no salão para fazer na rua, com a Gláucia, porque gostei do trabalho”, Edilene Silva é outra cliente que passou, olhou e gostou do que viu. Na segunda vez que transitou por lá, conseguiu um lugar na fila e experimentou o trabalho da designer.

Sobre desafios de se trabalhar nas ruas, Gláucia esclarece que a falta de limpeza e insegurança do local lhe incomodam. Apesar do desabafo, a autônoma garante: “não pretendo sair daqui agora não, são planos para bem mais na frente”.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria Regional do Centro, para saber o número de vendedores ambulantes na região, mas não obteve retorno.