Veja os impactos da alta do dólar para indústrias e turismo no Ceará

CÂMBIO EM ALTA

Especialistas refletem sobre impactos da alta do dólar para indústrias e turismo no Ceará

A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro. No ano de 2019, a alta é de 9,92%

Por Tribuna Bandnews FM em Negócios

29 de novembro de 2019 às 07:00

Há 2 meses

A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro (FOTO: Reprodução)

A explosão da cotação do dólar registrada essa semana pode trazer impactos no Ceará. A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro. No ano de 2019, a alta é de 9,92%. A última quarta-feira (27) foi o terceiro dia seguido de disparada recorde, passando a marca de R$ 4,25.

Na indústria cearense, por exemplo, a alta do câmbio pode refletir tanto em lucratividade para empresas exportadoras, como pode ser uma ameaça às importações.

No entanto, Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec, diz que é preciso observar como a moeda vai ser cotada nos próximos dias.

“Só iremos sentir o impacto positivo nas operações de exportação, caso essa alta do dólar permaneça pelo menos no médio prazo. A mesma coisa acontece com o que pode ser considerado uma ameaça para as importações. Nós só teremos acréscimo, por exemplo, no produto final, se a alta da moeda permanecer”, explica Frota.

Nas exportações, os principais beneficiados podem ser os setores metalmecânico, de materiais elétricos, de calçados, de frutas e de pescados. O turismo também pode ser impactado com a vinda de mais viajantes para o Ceará.

Por outro lado, isso não quer dizer que o cearense não vai deixar de turistar para fora do país por conta da alta da moeda americana. De acordo com o gerente de turismo e lazer de uma agência de turismo, Paulo Neto, os clientes costumam adaptar a escolha aos destinos estrangeiros com a grande oscilação do câmbio.

Além disso, Paulo Neto diz que, nessa semana, por conta dos vários descontos nos pacotes de viagens internacionais da Black Friday, a procura se mantém se estável.

“No primeiro momento, as pessoas aguardam, porque ficam receosas no sentido de saber até onde a oscilação vai. Mas isso não chega a parar a comercialização de viagens internacionais. A gente continua tendo clientes procurando destinos variados. O brasileiro também tem volatilidade de ir para destinos onde a nossa moeda ainda é mais forte, para poder continuar realizando suas programações de viagem”, argumenta Neto.

Na análise de Wilton Daher, especialista em mercado e diretor do Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças (IBEF), o cearense pode sentir brevemente o impacto da subida do dólar no preço do pãozinho, por exemplo.

No entanto, ele diz que é necessário acompanhar como o mercado internacional pode também afetar oscilação para cima ou para baixo da moeda. “De imediato, a gente não pode dizer que vai influenciar. Às vezes, uma declaração de uma autoridade pode comprometer o desempenho da economia. Tem essa crise dos EUA com a China, uma crise comercial que tem influência também”, justifica.

Em meio a essa onda de alta do dólar, a Petrobras elevou o preço da gasolina nas refinarias em aproximadamente 4%, a segunda alta em pouco mais de uma semana.

Confira mais nos áudios da reportagem de Jackson de Moura para a Tribuna Band News FM:

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Especialistas refletem sobre impactos da alta do dólar para indústrias e turismo no Ceará

A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro. No ano de 2019, a alta é de 9,92%

Por Tribuna Bandnews FM em Negócios

29 de novembro de 2019 às 07:00

Há 2 meses

A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro (FOTO: Reprodução)

A explosão da cotação do dólar registrada essa semana pode trazer impactos no Ceará. A moeda já acumula avanço de 6,2% em novembro. No ano de 2019, a alta é de 9,92%. A última quarta-feira (27) foi o terceiro dia seguido de disparada recorde, passando a marca de R$ 4,25.

Na indústria cearense, por exemplo, a alta do câmbio pode refletir tanto em lucratividade para empresas exportadoras, como pode ser uma ameaça às importações.

No entanto, Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec, diz que é preciso observar como a moeda vai ser cotada nos próximos dias.

“Só iremos sentir o impacto positivo nas operações de exportação, caso essa alta do dólar permaneça pelo menos no médio prazo. A mesma coisa acontece com o que pode ser considerado uma ameaça para as importações. Nós só teremos acréscimo, por exemplo, no produto final, se a alta da moeda permanecer”, explica Frota.

Nas exportações, os principais beneficiados podem ser os setores metalmecânico, de materiais elétricos, de calçados, de frutas e de pescados. O turismo também pode ser impactado com a vinda de mais viajantes para o Ceará.

Por outro lado, isso não quer dizer que o cearense não vai deixar de turistar para fora do país por conta da alta da moeda americana. De acordo com o gerente de turismo e lazer de uma agência de turismo, Paulo Neto, os clientes costumam adaptar a escolha aos destinos estrangeiros com a grande oscilação do câmbio.

Além disso, Paulo Neto diz que, nessa semana, por conta dos vários descontos nos pacotes de viagens internacionais da Black Friday, a procura se mantém se estável.

“No primeiro momento, as pessoas aguardam, porque ficam receosas no sentido de saber até onde a oscilação vai. Mas isso não chega a parar a comercialização de viagens internacionais. A gente continua tendo clientes procurando destinos variados. O brasileiro também tem volatilidade de ir para destinos onde a nossa moeda ainda é mais forte, para poder continuar realizando suas programações de viagem”, argumenta Neto.

Na análise de Wilton Daher, especialista em mercado e diretor do Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças (IBEF), o cearense pode sentir brevemente o impacto da subida do dólar no preço do pãozinho, por exemplo.

No entanto, ele diz que é necessário acompanhar como o mercado internacional pode também afetar oscilação para cima ou para baixo da moeda. “De imediato, a gente não pode dizer que vai influenciar. Às vezes, uma declaração de uma autoridade pode comprometer o desempenho da economia. Tem essa crise dos EUA com a China, uma crise comercial que tem influência também”, justifica.

Em meio a essa onda de alta do dólar, a Petrobras elevou o preço da gasolina nas refinarias em aproximadamente 4%, a segunda alta em pouco mais de uma semana.

Confira mais nos áudios da reportagem de Jackson de Moura para a Tribuna Band News FM: