Opinião: "A coerência é um bem precioso"

REFLEXÃO

Opinião: “A coerência é um bem precioso”

A todo momento vemos pessoas ensinando o que não sabem fazer, pregando algo que não acreditam ou transmitindo um conhecimento superficial

Por Tribuna do Ceará em Opinião

15 de junho de 2020 às 11:42

Há 3 semanas

Por Rosier Alexandre

Você já parou para pensar que, além da pandemia do Covid-19, estamos passando por uma grave crise de coerência na sociedade. A todo momento vemos pessoas ensinando o que não sabem fazer, pregando algo que não acreditam ou transmitindo um conhecimento superficial. Sinto falta de coerência em todos os ambientes: nas empresas, nas igrejas passando pelo mundo da política. Por muitas vezes, sou levado a pensar que ser honesto e cultivar valores está fora de moda na sociedade. Mas, apesar disso, eu insistirei sempre em ir na contramão e ser conservador neste aspecto.

Existe uma história que fala do valor da coerência e vale a pena ser contada: uma mãe levou seu filho para encontrar o Mahatma Gandhi e pediu: “por favor, Gandhi, peça ao meu filho para não comer açúcar”. Gandhi, depois de uma pausa, pediu: “me traga seu filho daqui a duas semanas”. Duas semanas se passaram e a senhora voltou com seu filho que continuava a devorar doces. Gandhi olhou bem fundo nos olhos do garoto e disse: “não coma açúcar, isso não faz bem à saúde”. Ao invés de agradecida, a mulher ficou entre perplexa e decepcionada – e perguntou: “por que você me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa no nosso primeiro encontro!”

E Gandhi respondeu: “há duas semanas atrás eu estava comendo açúcar”.

É uma bela reflexão, onde Gandhi com seu gesto nos mostra a importância da conexão entre as nossas palavras e nossas ações.

Meu pai era um camponês que jamais frequentou uma escola, mas ele só falava aquilo que havia de fato ocorrido ou o que ele acreditava. A sua coerência era tamanha que, apesar da falta de formação escolar, ele inspirou muita gente e se tornou uma referência para mim e na cidade que morávamos. Aprendi com o exemplo do meu pai que, quando somos coerentes com a vida e com os nossos sonhos, conseguimos escalar qualquer Everest.

As palavras convencem, mas só o exemplo é que arrasta, inspira e incentiva a adoção de novas posturas.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.

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REFLEXÃO

Opinião: “A coerência é um bem precioso”

A todo momento vemos pessoas ensinando o que não sabem fazer, pregando algo que não acreditam ou transmitindo um conhecimento superficial

Por Tribuna do Ceará em Opinião

15 de junho de 2020 às 11:42

Há 3 semanas

Por Rosier Alexandre

Você já parou para pensar que, além da pandemia do Covid-19, estamos passando por uma grave crise de coerência na sociedade. A todo momento vemos pessoas ensinando o que não sabem fazer, pregando algo que não acreditam ou transmitindo um conhecimento superficial. Sinto falta de coerência em todos os ambientes: nas empresas, nas igrejas passando pelo mundo da política. Por muitas vezes, sou levado a pensar que ser honesto e cultivar valores está fora de moda na sociedade. Mas, apesar disso, eu insistirei sempre em ir na contramão e ser conservador neste aspecto.

Existe uma história que fala do valor da coerência e vale a pena ser contada: uma mãe levou seu filho para encontrar o Mahatma Gandhi e pediu: “por favor, Gandhi, peça ao meu filho para não comer açúcar”. Gandhi, depois de uma pausa, pediu: “me traga seu filho daqui a duas semanas”. Duas semanas se passaram e a senhora voltou com seu filho que continuava a devorar doces. Gandhi olhou bem fundo nos olhos do garoto e disse: “não coma açúcar, isso não faz bem à saúde”. Ao invés de agradecida, a mulher ficou entre perplexa e decepcionada – e perguntou: “por que você me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa no nosso primeiro encontro!”

E Gandhi respondeu: “há duas semanas atrás eu estava comendo açúcar”.

É uma bela reflexão, onde Gandhi com seu gesto nos mostra a importância da conexão entre as nossas palavras e nossas ações.

Meu pai era um camponês que jamais frequentou uma escola, mas ele só falava aquilo que havia de fato ocorrido ou o que ele acreditava. A sua coerência era tamanha que, apesar da falta de formação escolar, ele inspirou muita gente e se tornou uma referência para mim e na cidade que morávamos. Aprendi com o exemplo do meu pai que, quando somos coerentes com a vida e com os nossos sonhos, conseguimos escalar qualquer Everest.

As palavras convencem, mas só o exemplo é que arrasta, inspira e incentiva a adoção de novas posturas.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.