Opinião: "Ser eu mesmo - a maior riqueza da minha vida"

QUAL O SEU EVEREST?

Opinião: “Ser eu mesmo – a maior riqueza da minha vida”

A minha maior riqueza foi cultivar a autenticidade de ser eu mesmo na minha melhor versão

Por Tribuna do Ceará em Opinião

29 de junho de 2020 às 10:08

Há 1 mês

Por Rosier Alexandre

Hoje quero compartilhar com vocês uma reflexão que foi libertadora para mim.

A minha maior riqueza foi cultivar a autenticidade de ser eu mesmo na minha melhor versão, aquele que está em construção contínua, mas evoluindo sempre e de forma que me faz feliz.

O que foi fundamental na construção de uma vida de muitos aprendizados foi ter um pensamento crítico sobre os conceitos massivos que insistem em colocar todos na mesma forma. Eu, assim como você, sou único e irrepetível, um ser sagrado, isso mesmo, somos todos seres sagrados. Cada um de nós foi concebido de forma única por um ser Superior que cada um nomina de acordo com suas crenças.

Todos nascemos únicos. Mas corremos um grande risco de no decorrer da vida, deixarmos de ser nós mesmos para virarmos adultos cópia de outra cópia. Quando matamos a criança que vive dentro de nós, deixamos de lado a nossa essência e começamos uma corrida em busca da felicidade perdida e de um sonho que não é mais nosso.

Falar do projeto Sete Cumes e da escalada do Everest, hoje é só alegria. Mas para iniciar o projeto eu precisei romper com muitos modelos. Fui julgado incapaz por não ter dinheiro e por não ter experiência em escalada de gelo. E se as pessoas soubessem que ainda por cima eu tinha um rompimento de ligamentos de um joelho, uma reduzida capacidade respiratória consequência de uma grave pneumonia e vértebras achatadas por conta de uma queda de 8 metros de altura, e ainda uma acentuada deficiência auditiva que sempre dificultou o meu aprendizado. Aí sim, acho que teriam me internado compulsoriamente.

Rompi com os padrões da sociedade e fiz a minha própria história, com erros e acertos fiz do meu jeito e construí a minha felicidade. Aprendi a não gastar energia querendo ser aceito, mas fazendo as coisas certas e realizando o que me faz feliz.

Cansei de ouvir pessoas me trazerem ofertas que pareciam condizentes com minhas necessidades e vontades, mas na verdade eram superficiais. Cansei de ouvir os chavões como: “destrave o seu poder”, “atinja a sua mais alta performance”, “liberte-se do que te bloqueia”. Sendo eu mesmo, fiz muito mais do que os muitos profetas que estão pregando o que não vivem, apenas leem textos produzidos sob medida para atrair a atenção do público.

Eu sou tímido, tenho um processador lento e quando falo – falo muito e alto. Sempre exerci a liberdade de ser eu mesmo, digo apenas o que penso e acredito. Com o passar dos anos aprendi que se danem os julgamentos de pessoas sem conteúdo que dão mais valor à aparência do que a essência, e ainda por cima, nada constroem.

Sempre guardei uma certeza comigo: eu nasci único e não morrerei como cópia.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.

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QUAL O SEU EVEREST?

Opinião: “Ser eu mesmo – a maior riqueza da minha vida”

A minha maior riqueza foi cultivar a autenticidade de ser eu mesmo na minha melhor versão

Por Tribuna do Ceará em Opinião

29 de junho de 2020 às 10:08

Há 1 mês

Por Rosier Alexandre

Hoje quero compartilhar com vocês uma reflexão que foi libertadora para mim.

A minha maior riqueza foi cultivar a autenticidade de ser eu mesmo na minha melhor versão, aquele que está em construção contínua, mas evoluindo sempre e de forma que me faz feliz.

O que foi fundamental na construção de uma vida de muitos aprendizados foi ter um pensamento crítico sobre os conceitos massivos que insistem em colocar todos na mesma forma. Eu, assim como você, sou único e irrepetível, um ser sagrado, isso mesmo, somos todos seres sagrados. Cada um de nós foi concebido de forma única por um ser Superior que cada um nomina de acordo com suas crenças.

Todos nascemos únicos. Mas corremos um grande risco de no decorrer da vida, deixarmos de ser nós mesmos para virarmos adultos cópia de outra cópia. Quando matamos a criança que vive dentro de nós, deixamos de lado a nossa essência e começamos uma corrida em busca da felicidade perdida e de um sonho que não é mais nosso.

Falar do projeto Sete Cumes e da escalada do Everest, hoje é só alegria. Mas para iniciar o projeto eu precisei romper com muitos modelos. Fui julgado incapaz por não ter dinheiro e por não ter experiência em escalada de gelo. E se as pessoas soubessem que ainda por cima eu tinha um rompimento de ligamentos de um joelho, uma reduzida capacidade respiratória consequência de uma grave pneumonia e vértebras achatadas por conta de uma queda de 8 metros de altura, e ainda uma acentuada deficiência auditiva que sempre dificultou o meu aprendizado. Aí sim, acho que teriam me internado compulsoriamente.

Rompi com os padrões da sociedade e fiz a minha própria história, com erros e acertos fiz do meu jeito e construí a minha felicidade. Aprendi a não gastar energia querendo ser aceito, mas fazendo as coisas certas e realizando o que me faz feliz.

Cansei de ouvir pessoas me trazerem ofertas que pareciam condizentes com minhas necessidades e vontades, mas na verdade eram superficiais. Cansei de ouvir os chavões como: “destrave o seu poder”, “atinja a sua mais alta performance”, “liberte-se do que te bloqueia”. Sendo eu mesmo, fiz muito mais do que os muitos profetas que estão pregando o que não vivem, apenas leem textos produzidos sob medida para atrair a atenção do público.

Eu sou tímido, tenho um processador lento e quando falo – falo muito e alto. Sempre exerci a liberdade de ser eu mesmo, digo apenas o que penso e acredito. Com o passar dos anos aprendi que se danem os julgamentos de pessoas sem conteúdo que dão mais valor à aparência do que a essência, e ainda por cima, nada constroem.

Sempre guardei uma certeza comigo: eu nasci único e não morrerei como cópia.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.