Opinião: "Simplicidade é o último estágio de sofisticação"

QUAL O SEU EVEREST?

Opinião: “Simplicidade é o último estágio de sofisticação”

Temos informações em excesso, o que ocupa e sobrecarrega nossa memória e nossa mente, gerando confusão mental, criando mais dúvidas que certezas, nos fazendo sofrer por antecipação e, pior, sem razão

Por Tribuna do Ceará em Opinião

1 de junho de 2020 às 12:00

Há 1 mês

No dia 29 de maio de 1953 o neozelandês Edmund Hilary e o nepalês Tenzing Norgay chegaram ao cume do Everest, a maior montanha da terra. Comemoramos 67 anos desta conquista, que foi amplamente noticiada em todo o mundo. Depois da conquista do Polo Norte e do Polo Sul, o Everest foi considerado o terceiro polo e o mais difícil dos três. Este foi um feito de grande importância para toda humanidade por desafiar a capacidade do ser humano e levá-lo onde até então seria impensado. E, para mim, em especial me ensinou muito e mais que isso, me inspirou.

Hoje quase todos os projetos são de curto prazo. Tudo é para ontem, o que predomina é o imediatismo, quase tudo é superficial. Temos informações em excesso, o que ocupa e sobrecarrega nossa memória e nossa mente, gerando confusão mental, criando mais dúvidas que certezas, nos fazendo sofrer por antecipação e, pior, sem razão. Estamos vivendo uma geração que pensa muito, mas realiza pouco.

Para concluir o Projeto 7 Cumes, que consiste em escalar a maior montanha de cada continente, eu repeti o método dos pioneiros que foram minha principal fonte de inspiração: busca de informação pelo essencial e depois fechar os olhos e ouvidos para a multidão de conselheiros. Não pense que sou desinformado, apenas sou criterioso. Vejo o suficiente e em fontes confiáveis; porque, se eu der ouvido a todos, perco o juízo e, provavelmente, eu não teria realizado meus sonhos mais importantes.

Voltando aos nossos pioneiros do Everest, ambos tinham poucas informações, mas estabeleceram uma meta significativa, clara e objetiva: serem os primeiros homens a pisar no topo do mundo. Seguiram em frente com ação concreta e extremamente focados, não dispersavam energia com algo que não fosse realmente essencial.

Estudando em detalhes a conquista do Everest, um projeto que durou mais de 3 décadas e dezenas de expedições, posso afirmar que o segredo do sucesso foi a simplicidade. Este foi o caminho que levou esta dupla a escrever uma das páginas mais importantes da nossa história. E seguindo os passos de Hilary e Norgay, 63 anos depois, eu também experimentei pisar no cume do Everest.

Embora nossa mente tenha sido treinada para complicar a vida, eu insisto em acreditar que simplicidade é o último estágio de sofisticação.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.

 

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QUAL O SEU EVEREST?

Opinião: “Simplicidade é o último estágio de sofisticação”

Temos informações em excesso, o que ocupa e sobrecarrega nossa memória e nossa mente, gerando confusão mental, criando mais dúvidas que certezas, nos fazendo sofrer por antecipação e, pior, sem razão

Por Tribuna do Ceará em Opinião

1 de junho de 2020 às 12:00

Há 1 mês

No dia 29 de maio de 1953 o neozelandês Edmund Hilary e o nepalês Tenzing Norgay chegaram ao cume do Everest, a maior montanha da terra. Comemoramos 67 anos desta conquista, que foi amplamente noticiada em todo o mundo. Depois da conquista do Polo Norte e do Polo Sul, o Everest foi considerado o terceiro polo e o mais difícil dos três. Este foi um feito de grande importância para toda humanidade por desafiar a capacidade do ser humano e levá-lo onde até então seria impensado. E, para mim, em especial me ensinou muito e mais que isso, me inspirou.

Hoje quase todos os projetos são de curto prazo. Tudo é para ontem, o que predomina é o imediatismo, quase tudo é superficial. Temos informações em excesso, o que ocupa e sobrecarrega nossa memória e nossa mente, gerando confusão mental, criando mais dúvidas que certezas, nos fazendo sofrer por antecipação e, pior, sem razão. Estamos vivendo uma geração que pensa muito, mas realiza pouco.

Para concluir o Projeto 7 Cumes, que consiste em escalar a maior montanha de cada continente, eu repeti o método dos pioneiros que foram minha principal fonte de inspiração: busca de informação pelo essencial e depois fechar os olhos e ouvidos para a multidão de conselheiros. Não pense que sou desinformado, apenas sou criterioso. Vejo o suficiente e em fontes confiáveis; porque, se eu der ouvido a todos, perco o juízo e, provavelmente, eu não teria realizado meus sonhos mais importantes.

Voltando aos nossos pioneiros do Everest, ambos tinham poucas informações, mas estabeleceram uma meta significativa, clara e objetiva: serem os primeiros homens a pisar no topo do mundo. Seguiram em frente com ação concreta e extremamente focados, não dispersavam energia com algo que não fosse realmente essencial.

Estudando em detalhes a conquista do Everest, um projeto que durou mais de 3 décadas e dezenas de expedições, posso afirmar que o segredo do sucesso foi a simplicidade. Este foi o caminho que levou esta dupla a escrever uma das páginas mais importantes da nossa história. E seguindo os passos de Hilary e Norgay, 63 anos depois, eu também experimentei pisar no cume do Everest.

Embora nossa mente tenha sido treinada para complicar a vida, eu insisto em acreditar que simplicidade é o último estágio de sofisticação.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.