Professor de informática transforma vida de jovens em um dos bairros mais violentos de Fortaleza


Professor de informática transforma vida de jovens em um dos bairros mais violentos de Fortaleza

Marques Filho passou dois anos economizando, para ir ao Vale do Silício. A viagem possibilitou conhecer empresas como Apple, Google e Facebook

Por Roberta Tavares em Perfil

14 de abril de 2014 às 08:00

Há 6 anos
Marques Filho passou 30 dias no Vale do Silício e conheceu as maiores empresas de tecnologia (FOTO: Arquivo Pessoal)

Marques Filho passou 30 dias no Vale do Silício e conheceu as maiores empresas de tecnologia (FOTO: Arquivo Pessoal)

Com apenas 10 computadores, Antônio Marques Filho, de 33 anos, faz milagre em um dos bairros mais violentos de Fortaleza.  Aos 13 anos, saiu de um vilarejo de pescadores, em Jericoacoara (a 295 quilômetros de Fortaleza), para morar no Bom Jardim, na capital cearense.

O que o então garoto não imaginava era que conseguiria mudar a vida de jovens e adultos a partir do contato com a tecnologia. Em janeiro deste ano, concretizou o sonho de conhecer o Vale Silício, na região da Califórnia, nos Estados Unidos, onde estão implantadas empresas como Google, Facebook e até a Nasa.

Idealizador do projeto Bom Jardim Conectado, Marques Filho chegou ao Bom Jardim há 20 anos, com o desejo de estudar informática. “Fiz um curso e senti vontade de saber de modo mais aprofundado. Em seguida, comecei a aprender a montar e consertar computadores. Na época, os computadores eram vendidos a todo vapor, e eu aproveitei para fazer as instalações”, explica.

Dois meses depois começou a ganhar dinheiro com o trabalho e percebeu que tinha futuro na área. Comprou uma motocicleta, para dar conta da demanda de instalação de computadores, mas queria mais. Iniciou curso para Análise de Sistema em uma faculdade particular, aos 18 anos. E, a partir daí, não parou mais. “Muitas vezes saía da universidade às 22h, ia instalar computador, e saía meia-noite da casa dos clientes. Precisava fazer isso, porque tinha que pagar a faculdade, a moto e ainda o aluguel da casa”, conta.

Em 2008, surgiu a ideia de replicar os conhecimentos para os jovens da comunidade, em cursos de webdesign, programação para internet, desenvolvimento de sites e sistemas. O conteúdo das aulas e informações sobre eventos de informática eram postados no blog intitulado “Bom Jardim Conectado”.

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

As publicações também levavam em conta notícias positivas e casos de sucesso de moradores do Grande Bom Jardim, que reúne os bairros Siqueira, Canindezinho, Granja Portugal, Granja Lisboa e Bom Jardim, conhecido pelos altos índices de criminalidade. “Postava os eventos de informática e tecnologia que aconteciam na cidade, e depois passei a postar conteúdos das aulas, além de histórias de sucesso de moradores da região”.

Dois anos depois, Marques Filho apresentou o projeto do Bom Jardim Conectado como trabalho final no curso de especialização em Tecnologia da Informação, na Universidade Federal do Ceará (UFC). A intenção foi transformar o blog em um portal de notícias, a partir do apoio e ajuda dos beneficiados pelo projeto.

Foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores que são abertos ao público, ofertar cursos para jovens e adultos e ainda realizar uma Feira de Cultura Digital, que chega à terceira edição este ano. “As aulas são presenciais. Eu compartilho meus conhecimentos com os jovens e depois eles podem dar aulas em escolas. Quando surge uma vaga de trabalho de informática, a gente conversa com o dono da instituição para que os alunos do projeto repliquem aquilo que aprenderam. Assim, eles podem ganhar uma grana e ainda fazer publicações no site”, explica.

O professor passou a ser convidado para falar sobre o Bom Jardim Conectado em eventos em instituições como o Instituto Federal do Ceará (IFCE), Universidade de Fortaleza (Unifor), Faculdade Cearense (FAC) e UFC. Em 2011, o projeto foi um dos participantes do Festival Internacional de Cultura Digital no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro.

Viagem de avião

Marques Filho fez viagens graças ao projeto e a muitos economias (FOTO: Arquivo Pessoal)

Marques Filho fez viagens graças ao projeto e a muitos economias (FOTO: Arquivo Pessoal)

Com a implantação do portal, Marques Filho foi chamado para participar de um congresso de informática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Conseguiu levar três alunos com ele para compartilhar o momento da primeira viagem de avião. “Foi muito bacana, e é incrível fazer parte do processo de tirar os meninos de dentro do Bom Jardim e injetar na faculdade do Rio de Janeiro”, comemora o professor.

Google, Facebook, Apple…

Marques Filho alcançou mais um sonho: conhecer o Vale do Silício. Para realizar o objetivo, passou dois anos economizando dinheiro até conseguir viajar. “Sempre foi o meu sonho. Fui com recurso próprio. Todo o dinheiro que recebia, eu pensava entre o meu sonho, o meu sonho e o meu sonho”, diz.

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel, AMD e até a Nasa. Também visitou as universidades da Califórnia e Stanford. “No começo, na dificuldade, me perdi no metrô. Mas, quando pisei campus do Google, eu não sei descrever. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, comecei a chorar, a ficha caiu”, revela. “O Google é gigante, andei duas horas por lá e ainda não conheci tudo”, acrescenta.

> LEIA MAIS

Como não dominava o inglês, o cearense chegou até a entrar no refeitório dos funcionários da empresa, por engano. “Estava com muita fome. Vi que tinham pessoas entrando e saindo com pratos e eu acabei entrando junto. Fiquei em uma fila, mas vi que ninguém estava pagando. Até que entendi que aquele refeitório era só para funcionários do Google, e eu no meio”, brinca.

A viagem durou 30 dias, o suficiente para estimular Marques a voltar com mais sonhos e vontade de tornar o Bom Jardim Conectado uma potência de desenvolvimento de software. “O nosso projeto começou dentro da garagem da minha casa, assim como todas as empresas do Vale do Silício, por ironia do destino. Eu quero ter um polo de informática aqui dentro”.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford

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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Projeto

O Bom Jardim Conectado está sediado na ONG Conselho Comunitário dos Moradores do Bom Parque Santa Cecília, na Rua Oscar Araripe, 2.173 – Bom Jardim, ao lado do ABC. Os membros são voluntários e apenas quatro pessoas recebem apoio do edital. O professor Marques Filho, a historiadora Luciana Gomes, a pedagoga Jenuilma de Souza e a presidente da ONG Onete Costa.

“Eu visto a camisa, acordo e durmo pensando no projeto. Me sinto realizado por ter vindo do interior e ter vencido, tudo através da informática. Quando conto a minha história, a oportunidade que eu soube agarrar, percebo nos olhos deles que ainda existe uma chance, uma luz. Isso não tem preço”, finaliza.

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Professor de informática transforma vida de jovens em um dos bairros mais violentos de Fortaleza

Marques Filho passou dois anos economizando, para ir ao Vale do Silício. A viagem possibilitou conhecer empresas como Apple, Google e Facebook

Por Roberta Tavares em Perfil

14 de abril de 2014 às 08:00

Há 6 anos
Marques Filho passou 30 dias no Vale do Silício e conheceu as maiores empresas de tecnologia (FOTO: Arquivo Pessoal)

Marques Filho passou 30 dias no Vale do Silício e conheceu as maiores empresas de tecnologia (FOTO: Arquivo Pessoal)

Com apenas 10 computadores, Antônio Marques Filho, de 33 anos, faz milagre em um dos bairros mais violentos de Fortaleza.  Aos 13 anos, saiu de um vilarejo de pescadores, em Jericoacoara (a 295 quilômetros de Fortaleza), para morar no Bom Jardim, na capital cearense.

O que o então garoto não imaginava era que conseguiria mudar a vida de jovens e adultos a partir do contato com a tecnologia. Em janeiro deste ano, concretizou o sonho de conhecer o Vale Silício, na região da Califórnia, nos Estados Unidos, onde estão implantadas empresas como Google, Facebook e até a Nasa.

Idealizador do projeto Bom Jardim Conectado, Marques Filho chegou ao Bom Jardim há 20 anos, com o desejo de estudar informática. “Fiz um curso e senti vontade de saber de modo mais aprofundado. Em seguida, comecei a aprender a montar e consertar computadores. Na época, os computadores eram vendidos a todo vapor, e eu aproveitei para fazer as instalações”, explica.

Dois meses depois começou a ganhar dinheiro com o trabalho e percebeu que tinha futuro na área. Comprou uma motocicleta, para dar conta da demanda de instalação de computadores, mas queria mais. Iniciou curso para Análise de Sistema em uma faculdade particular, aos 18 anos. E, a partir daí, não parou mais. “Muitas vezes saía da universidade às 22h, ia instalar computador, e saía meia-noite da casa dos clientes. Precisava fazer isso, porque tinha que pagar a faculdade, a moto e ainda o aluguel da casa”, conta.

Em 2008, surgiu a ideia de replicar os conhecimentos para os jovens da comunidade, em cursos de webdesign, programação para internet, desenvolvimento de sites e sistemas. O conteúdo das aulas e informações sobre eventos de informática eram postados no blog intitulado “Bom Jardim Conectado”.

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto Bom Jardim Conectado
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Projeto Bom Jardim Conectado

Marques Filho foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores (FOTO: Arquivo Pessoal)

As publicações também levavam em conta notícias positivas e casos de sucesso de moradores do Grande Bom Jardim, que reúne os bairros Siqueira, Canindezinho, Granja Portugal, Granja Lisboa e Bom Jardim, conhecido pelos altos índices de criminalidade. “Postava os eventos de informática e tecnologia que aconteciam na cidade, e depois passei a postar conteúdos das aulas, além de histórias de sucesso de moradores da região”.

Dois anos depois, Marques Filho apresentou o projeto do Bom Jardim Conectado como trabalho final no curso de especialização em Tecnologia da Informação, na Universidade Federal do Ceará (UFC). A intenção foi transformar o blog em um portal de notícias, a partir do apoio e ajuda dos beneficiados pelo projeto.

Foi aprovado pelo Edital Ponto de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado e do Ministério da Cultura e conseguiu comprar 10 computadores que são abertos ao público, ofertar cursos para jovens e adultos e ainda realizar uma Feira de Cultura Digital, que chega à terceira edição este ano. “As aulas são presenciais. Eu compartilho meus conhecimentos com os jovens e depois eles podem dar aulas em escolas. Quando surge uma vaga de trabalho de informática, a gente conversa com o dono da instituição para que os alunos do projeto repliquem aquilo que aprenderam. Assim, eles podem ganhar uma grana e ainda fazer publicações no site”, explica.

O professor passou a ser convidado para falar sobre o Bom Jardim Conectado em eventos em instituições como o Instituto Federal do Ceará (IFCE), Universidade de Fortaleza (Unifor), Faculdade Cearense (FAC) e UFC. Em 2011, o projeto foi um dos participantes do Festival Internacional de Cultura Digital no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro.

Viagem de avião

Marques Filho fez viagens graças ao projeto e a muitos economias (FOTO: Arquivo Pessoal)

Marques Filho fez viagens graças ao projeto e a muitos economias (FOTO: Arquivo Pessoal)

Com a implantação do portal, Marques Filho foi chamado para participar de um congresso de informática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Conseguiu levar três alunos com ele para compartilhar o momento da primeira viagem de avião. “Foi muito bacana, e é incrível fazer parte do processo de tirar os meninos de dentro do Bom Jardim e injetar na faculdade do Rio de Janeiro”, comemora o professor.

Google, Facebook, Apple…

Marques Filho alcançou mais um sonho: conhecer o Vale do Silício. Para realizar o objetivo, passou dois anos economizando dinheiro até conseguir viajar. “Sempre foi o meu sonho. Fui com recurso próprio. Todo o dinheiro que recebia, eu pensava entre o meu sonho, o meu sonho e o meu sonho”, diz.

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel, AMD e até a Nasa. Também visitou as universidades da Califórnia e Stanford. “No começo, na dificuldade, me perdi no metrô. Mas, quando pisei campus do Google, eu não sei descrever. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, comecei a chorar, a ficha caiu”, revela. “O Google é gigante, andei duas horas por lá e ainda não conheci tudo”, acrescenta.

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Como não dominava o inglês, o cearense chegou até a entrar no refeitório dos funcionários da empresa, por engano. “Estava com muita fome. Vi que tinham pessoas entrando e saindo com pratos e eu acabei entrando junto. Fiquei em uma fila, mas vi que ninguém estava pagando. Até que entendi que aquele refeitório era só para funcionários do Google, e eu no meio”, brinca.

A viagem durou 30 dias, o suficiente para estimular Marques a voltar com mais sonhos e vontade de tornar o Bom Jardim Conectado uma potência de desenvolvimento de software. “O nosso projeto começou dentro da garagem da minha casa, assim como todas as empresas do Vale do Silício, por ironia do destino. Eu quero ter um polo de informática aqui dentro”.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Viagem ao Vale do Silício
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Viagem ao Vale do Silício

Marques conheceu empresas como Google, Facebook, Apple, Microsoft, Intel e AMD e visitou as universidades da Califórnia e Stanford.

Projeto

O Bom Jardim Conectado está sediado na ONG Conselho Comunitário dos Moradores do Bom Parque Santa Cecília, na Rua Oscar Araripe, 2.173 – Bom Jardim, ao lado do ABC. Os membros são voluntários e apenas quatro pessoas recebem apoio do edital. O professor Marques Filho, a historiadora Luciana Gomes, a pedagoga Jenuilma de Souza e a presidente da ONG Onete Costa.

“Eu visto a camisa, acordo e durmo pensando no projeto. Me sinto realizado por ter vindo do interior e ter vencido, tudo através da informática. Quando conto a minha história, a oportunidade que eu soube agarrar, percebo nos olhos deles que ainda existe uma chance, uma luz. Isso não tem preço”, finaliza.