PMs criticam condições de trabalho - Noticias


PMs criticam condições de trabalho

Poucos profissionais, carga horária excessiva e falta de apoio psicológico tem resultado em depressão, problemas psíquicos e neorológicos

Por Joao Lobo em Polícia

30 de março de 2010 às 14:51

Há 9 anos

Os policiais lotaram as galerias do Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira (30) . Em uma sala reservada, uma comissão apresentou as reivindicações aos deputados estaduais. O clima ficou tenso no fim do encontro. A categoria cobra a redução da carga horária de trabalho; assistência médica; promoções por tempo de serviço; e reestruturação salarial.

O líder do governo, deputado Nelson Martins (PT), diz que as reivindicações são justas e promete intermediar uma reunião entre a categoria e o governador Cid Gomes. O encontro ainda não tem data definida.

Segundo os policiais, com as condições de trabalho oferecidas pelo estado, eles são obrigados a trabalhar em uma escala de seis dias com direito a apenas uma folga por semana. O que provocaria stresse, depressão, síndrome do pânico, entre outros transtornos. Resultado: só este ano já forma solicitadas 1.146 licenças médicas, uma média 15 dispensas para tratamento de saúde, por dia.

O médico Wilson da Veiga, que chefiou o setor psiquiátrico do hospital militar, denuncia que o apoio a saúde dos policiais é precário. Os policiais afirmaram, em entrevista, que são “obrigados a tomar remédios” para folgar sem ter o desconto no salário.

Os policiais admitiram ainda que hoje evitam fazer certos tipos de abordagem para defender o cidadão, porque são punidos com a redução dos salários. “Se você faz uma abordagem, dá um tiro, aquilo vira processo e até que seja encerrado, enquanto estiver sob investigação a gente tem o corte no Pronasci e na gratificação. A gente faz o nosso trabalho correto, mas vem a punição no salário. Pra quê que a gente vai tentar salvar a vida de quem a gente nem conhece? Ninguém tem motivação.”, disse um dos policiais durante a reunião com deputados estaduais.

Esposas de policiais militares também acompanharam a reunião. Elas admitem que hoje fazem apelos diários para que os maridos não abordem os bandidos.

Veja a matéria exibida pelo programa Barra Pesada:

Veja a matéria do Jornal Jangadeiro:

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PMs criticam condições de trabalho

Poucos profissionais, carga horária excessiva e falta de apoio psicológico tem resultado em depressão, problemas psíquicos e neorológicos

Por Joao Lobo em Polícia

30 de março de 2010 às 14:51

Há 9 anos

Os policiais lotaram as galerias do Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira (30) . Em uma sala reservada, uma comissão apresentou as reivindicações aos deputados estaduais. O clima ficou tenso no fim do encontro. A categoria cobra a redução da carga horária de trabalho; assistência médica; promoções por tempo de serviço; e reestruturação salarial.

O líder do governo, deputado Nelson Martins (PT), diz que as reivindicações são justas e promete intermediar uma reunião entre a categoria e o governador Cid Gomes. O encontro ainda não tem data definida.

Segundo os policiais, com as condições de trabalho oferecidas pelo estado, eles são obrigados a trabalhar em uma escala de seis dias com direito a apenas uma folga por semana. O que provocaria stresse, depressão, síndrome do pânico, entre outros transtornos. Resultado: só este ano já forma solicitadas 1.146 licenças médicas, uma média 15 dispensas para tratamento de saúde, por dia.

O médico Wilson da Veiga, que chefiou o setor psiquiátrico do hospital militar, denuncia que o apoio a saúde dos policiais é precário. Os policiais afirmaram, em entrevista, que são “obrigados a tomar remédios” para folgar sem ter o desconto no salário.

Os policiais admitiram ainda que hoje evitam fazer certos tipos de abordagem para defender o cidadão, porque são punidos com a redução dos salários. “Se você faz uma abordagem, dá um tiro, aquilo vira processo e até que seja encerrado, enquanto estiver sob investigação a gente tem o corte no Pronasci e na gratificação. A gente faz o nosso trabalho correto, mas vem a punição no salário. Pra quê que a gente vai tentar salvar a vida de quem a gente nem conhece? Ninguém tem motivação.”, disse um dos policiais durante a reunião com deputados estaduais.

Esposas de policiais militares também acompanharam a reunião. Elas admitem que hoje fazem apelos diários para que os maridos não abordem os bandidos.

Veja a matéria exibida pelo programa Barra Pesada:

Veja a matéria do Jornal Jangadeiro: