Após a Reforma da Previdência, governo parte para a Reforma Tributária, anuncia Paulo Guedes

PRÓXIMOS PASSOS

Após a Reforma da Previdência, governo parte para a Reforma Tributária, anuncia Paulo Guedes

“A Câmara ficaria com a Reforma da Previdência e o Pacto Federativo entraria pelo Senado, enquanto a Reforma Tributária poderia entrar pelos dois”, adiantou Paulo Guedes, em palestra em Fortaleza

Por Tribuna do Ceará em Política

5 de setembro de 2019 às 21:05

Há 2 semanas

Paulo Guedes garante que a Reforma Tributária será conciliatória (FOTO: Reprodução Facebook)

Por Rebecca Fontes

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, em evento para empresários e políticos do Nordeste, nesta quinta-feira (5), em Fortaleza, disse que o governo chegou aos capítulos finais da Reforma da Previdência e que vai aproveitar o momento para entrar com dois movimentos importantes: o Pacto Federativo, no Senado, e a Reforma Tributária.

“Estamos conversando com os presidentes da Câmara e do Senado. A Câmara ficaria com a Reforma da Previdência e o Pacto Federativo entraria pelo Senado e a Reforma Tributária poderia entrar pelos dois”, adiantou o ministro, após palestra.

Guedes garante que a Reforma Tributária será conciliatória. Destacou o fato de uma proposta anterior estar parada há 18 anos, por conta da discussão de que não é interessante levar os estados a leilão.

O ministro lembra que a proposta atual do governo prevê a adoção de um IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) federal, onde os estados seriam convidados a participar, estando liberados para fazer a transição.

Para Guedes, o interessante seria que dois ou três estados fortes aderissem ao novo imposto, o que levaria os demais a adesão. Caso contrário, ficarão fora do circuito logístico das companhias. Ele não vê como guerra fiscal um estado cobrar zero para uma empresa se instalar em seu território, mas sim exercício da liberdade de um estado.

Privatizações

Outro tema que chamou a atenção durante a palestra do ministro foi sua postura totalmente favorável a privatização das estatais. Para ele, o cenário é muito claro: em caso extremo, vender todas as estatais. Aquelas que não, o ministro diz que seus defensores precisam apontar quais os pontos que pesariam na manutenção sob a esfera federal.

“Caso contrário nós venderemos todas porque elas são disfuncionais. A democracia exige recursos para as legítimas aspirações sociais: educação, saúde, saneamento. Não para fazer chapa de aço, transmissores. Deixa isso pra iniciativa privada”, afirmou o ministro Paulo Guedes.

Segundo ele há trilhões de dólares lá fora querendo entrar no país para serem aplicados nas áreas de saneamento, infraestrutura, óleo e gás, petróleo e minério. Esse dinheiro, segundo ele, busca o Brasil. “É a turma que quer realmente botar fábrica e fazer a economia crescer”, completa.

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Após a Reforma da Previdência, governo parte para a Reforma Tributária, anuncia Paulo Guedes

“A Câmara ficaria com a Reforma da Previdência e o Pacto Federativo entraria pelo Senado, enquanto a Reforma Tributária poderia entrar pelos dois”, adiantou Paulo Guedes, em palestra em Fortaleza

Por Tribuna do Ceará em Política

5 de setembro de 2019 às 21:05

Há 2 semanas

Paulo Guedes garante que a Reforma Tributária será conciliatória (FOTO: Reprodução Facebook)

Por Rebecca Fontes

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, em evento para empresários e políticos do Nordeste, nesta quinta-feira (5), em Fortaleza, disse que o governo chegou aos capítulos finais da Reforma da Previdência e que vai aproveitar o momento para entrar com dois movimentos importantes: o Pacto Federativo, no Senado, e a Reforma Tributária.

“Estamos conversando com os presidentes da Câmara e do Senado. A Câmara ficaria com a Reforma da Previdência e o Pacto Federativo entraria pelo Senado e a Reforma Tributária poderia entrar pelos dois”, adiantou o ministro, após palestra.

Guedes garante que a Reforma Tributária será conciliatória. Destacou o fato de uma proposta anterior estar parada há 18 anos, por conta da discussão de que não é interessante levar os estados a leilão.

O ministro lembra que a proposta atual do governo prevê a adoção de um IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) federal, onde os estados seriam convidados a participar, estando liberados para fazer a transição.

Para Guedes, o interessante seria que dois ou três estados fortes aderissem ao novo imposto, o que levaria os demais a adesão. Caso contrário, ficarão fora do circuito logístico das companhias. Ele não vê como guerra fiscal um estado cobrar zero para uma empresa se instalar em seu território, mas sim exercício da liberdade de um estado.

Privatizações

Outro tema que chamou a atenção durante a palestra do ministro foi sua postura totalmente favorável a privatização das estatais. Para ele, o cenário é muito claro: em caso extremo, vender todas as estatais. Aquelas que não, o ministro diz que seus defensores precisam apontar quais os pontos que pesariam na manutenção sob a esfera federal.

“Caso contrário nós venderemos todas porque elas são disfuncionais. A democracia exige recursos para as legítimas aspirações sociais: educação, saúde, saneamento. Não para fazer chapa de aço, transmissores. Deixa isso pra iniciativa privada”, afirmou o ministro Paulo Guedes.

Segundo ele há trilhões de dólares lá fora querendo entrar no país para serem aplicados nas áreas de saneamento, infraestrutura, óleo e gás, petróleo e minério. Esse dinheiro, segundo ele, busca o Brasil. “É a turma que quer realmente botar fábrica e fazer a economia crescer”, completa.