Camilo Santana admite que seja "avaliada" presença de tropas federais na eleição do Ceará


Camilo Santana admite que seja “avaliada” presença de tropas federais na eleição do Ceará

Candidato do PT, Camilo Santana evitou comentários sobre possível existência de “milícia” na Polícia Militar, liderada por Wagner Sousa (PR), em oposição a Cid Gomes

Por Pedro Alves em Política

8 de outubro de 2014 às 15:40

Há 5 anos
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Camilo Santana no estúdio TBN (Fotos: Pedro Alves/Tribuna do Ceará)

O candidato a governador Camilo Santana (PT) afirmou nessa quarta-feira, em entrevista à rádio Tribuna Band News FM, que é preciso “avaliar” eventual convocação da Força Nacional de Segurança no dia 26 de outubro para garantir equilíbrio da eleição no segundo turno no Ceará. Ele chegou a defender “qualquer coisa” que seja necessária para a “democracia”. A convocação da FNS foi uma provocação do candidato Eunício Oliveira (PMDB) ao governador Cid Gomes (PROS) para evitar excessos que teriam ocorrido, como boca de urna, segundo o peemedebista.

Camilo evitou entrar no mérito da existência de uma suposta milícia da Polícia Militar – tema que dominou o dia seguinte às eleições e usado por Cid como justificativa para interromper a licença e retomar o Governo do Estado.

“O papel do governador e de qualquer policial militar é servir a população, eles são pagos pelo povo cearense para garantir um serviço que a população merece”, afirmou o petista, sem manifestar se acredita ou não em milícia.

Segundo o governador, a milícia seria comandada pelo vereador Wagner Sousa (PR) – eleito deputado estadual no último domingo – e teria atuado contra a campanha do PT. “O que aconteceu nessa eleição, da nossa militância, é que foram abordados e tiveram que retirar bandeiras, adesivos do peito, e isso é permitido”, disse Camilo.

Segundo turno

Ele também afirmou que entra no segundo turno de olho no “limite” dos ataques. O objetivo do candidato é fazer um segundo turno “propositivo”, conforme assegurou. “Mas vamos avaliar a posição do adversário, porque a política tem um limite”, disse. Sem mencionar nomes, Camilo afirmou ter recebido ligação da direção nacional do PT convocando para discutir as eleições no segundo turno. Ao contrário de Eunício, Camilo não foi enfático em relação à neutralidade do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff nestas eleições. “Eu sou do partido do Lula e da Dilma”, lembrou o petista.

Ele afirmou ter sido injustiçado pelas pesquisas eleitorais, que o colocavam em segundo lugar, diante do seu desempenho real, em que chegou à liderança dos votos. O candidato também mencionou que, mesmo aliado da presidente Dilma irá “brigar” com o Governo Federal por mais recursos na área da saúde. “Antes, de cada 1 real do governo federal na saúde, o estado colocava mais 1. Hoje, de cada 1 real federal, o estado coloca 5”, disse.

Segurança pública

Indagado por ouvintes sobre propostas para a área de segurança, Camilo voltou a falar na proposta de reformulação do Ronda do Quarteirão e o encaminhamento de projeto para revisar regras de promoção profissional na carreira dos policiais. Ouça na íntegra:

 

 

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Camilo Santana admite que seja “avaliada” presença de tropas federais na eleição do Ceará

Candidato do PT, Camilo Santana evitou comentários sobre possível existência de “milícia” na Polícia Militar, liderada por Wagner Sousa (PR), em oposição a Cid Gomes

Por Pedro Alves em Política

8 de outubro de 2014 às 15:40

Há 5 anos
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Camilo Santana no estúdio TBN (Fotos: Pedro Alves/Tribuna do Ceará)

O candidato a governador Camilo Santana (PT) afirmou nessa quarta-feira, em entrevista à rádio Tribuna Band News FM, que é preciso “avaliar” eventual convocação da Força Nacional de Segurança no dia 26 de outubro para garantir equilíbrio da eleição no segundo turno no Ceará. Ele chegou a defender “qualquer coisa” que seja necessária para a “democracia”. A convocação da FNS foi uma provocação do candidato Eunício Oliveira (PMDB) ao governador Cid Gomes (PROS) para evitar excessos que teriam ocorrido, como boca de urna, segundo o peemedebista.

Camilo evitou entrar no mérito da existência de uma suposta milícia da Polícia Militar – tema que dominou o dia seguinte às eleições e usado por Cid como justificativa para interromper a licença e retomar o Governo do Estado.

“O papel do governador e de qualquer policial militar é servir a população, eles são pagos pelo povo cearense para garantir um serviço que a população merece”, afirmou o petista, sem manifestar se acredita ou não em milícia.

Segundo o governador, a milícia seria comandada pelo vereador Wagner Sousa (PR) – eleito deputado estadual no último domingo – e teria atuado contra a campanha do PT. “O que aconteceu nessa eleição, da nossa militância, é que foram abordados e tiveram que retirar bandeiras, adesivos do peito, e isso é permitido”, disse Camilo.

Segundo turno

Ele também afirmou que entra no segundo turno de olho no “limite” dos ataques. O objetivo do candidato é fazer um segundo turno “propositivo”, conforme assegurou. “Mas vamos avaliar a posição do adversário, porque a política tem um limite”, disse. Sem mencionar nomes, Camilo afirmou ter recebido ligação da direção nacional do PT convocando para discutir as eleições no segundo turno. Ao contrário de Eunício, Camilo não foi enfático em relação à neutralidade do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff nestas eleições. “Eu sou do partido do Lula e da Dilma”, lembrou o petista.

Ele afirmou ter sido injustiçado pelas pesquisas eleitorais, que o colocavam em segundo lugar, diante do seu desempenho real, em que chegou à liderança dos votos. O candidato também mencionou que, mesmo aliado da presidente Dilma irá “brigar” com o Governo Federal por mais recursos na área da saúde. “Antes, de cada 1 real do governo federal na saúde, o estado colocava mais 1. Hoje, de cada 1 real federal, o estado coloca 5”, disse.

Segurança pública

Indagado por ouvintes sobre propostas para a área de segurança, Camilo voltou a falar na proposta de reformulação do Ronda do Quarteirão e o encaminhamento de projeto para revisar regras de promoção profissional na carreira dos policiais. Ouça na íntegra: