Cid diz que Tasso representaria a independência do Senado diante do governo de Bolsonaro

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Cid diz que Tasso representaria a independência do Senado diante do governo de Bolsonaro

O senador eleito Cid Gomes articula grupo no Senado para apoiar candidatura de Tasso Jereissati à presidência da Casa na próxima legislatura

Por Jéssica Welma em Política

2 de janeiro de 2019 às 14:52

Há 9 meses
Cid Gomes foi o senador mais votado em 2018. (Foto: Divulgação/PDT)

Cid Gomes foi o senador mais votado em 2018. (Foto: Divulgação/PDT)

O senador eleito Cid Gomes (PDT) tem se dedicado à tarefa de compor bloco no Senado para garantir a indicação à presidência da Casa no próximo mandato. Em entrevista durante a posse do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), na terça-feira (1°), Cid disse que há um “sentimento de colocar o Senado como um poder independente”, e o senador Tasso Jereissati (PSDB) “seria um nome que representaria esse sentimento”.

Cid e o irmão Ciro Gomes (PDT), derrotado na disputa pela presidência da República, foram apadrinhados políticos de Tasso no início na carreira. No entanto, desde que Cid assumiu o Governo do Estado, ficaram em lados opostos. Tasso é o nome mais forte de oposição no Ceará. A reorganização de forças nacionais, no entanto, tem indicado uma reaproximação entre os líderes.

“Esse sentimento de colocar o Senado como um poder independente, na posição de poder moderador, de manter a estabilidade do Brasil em um governo de muita imponderabilidade que creio será o governo de (Jair) Bolsonaro; a quantidade de pessoas que tem esse sentimento em comum pode chegar a 50 senadores”, afirmou Cid.

O grupo que o senador eleito tenta compor deve reunir cinco partidos e chegar a 16 parlamentares, segundo ele. Para Cid, a expectativa é chegar ao consenso de uma candidatura “pautada pela independência”. “Isso quer dizer que nem seja a situação automática, de apoio ao governo, nem tenha o comportamento de oposição sistemática, do quanto pior, melhor”, ressaltou.

Apesar de defender o nome de Tasso, o ex-governador não excluiu a possibilidade de candidatura de Renan Calheiros. “Não excluiria ninguém. É um pensamento de unificação, de soma. Quem pensa assim não pode subtrair, não pode excluir”, afirmou.

Entrevista com o senador Cid Gomes na posse do governador Camilo Santana, na Assembleia Legislativa.

Posted by Tribuna do Ceará on Tuesday, January 1, 2019

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Cid diz que Tasso representaria a independência do Senado diante do governo de Bolsonaro

O senador eleito Cid Gomes articula grupo no Senado para apoiar candidatura de Tasso Jereissati à presidência da Casa na próxima legislatura

Por Jéssica Welma em Política

2 de janeiro de 2019 às 14:52

Há 9 meses
Cid Gomes foi o senador mais votado em 2018. (Foto: Divulgação/PDT)

Cid Gomes foi o senador mais votado em 2018. (Foto: Divulgação/PDT)

O senador eleito Cid Gomes (PDT) tem se dedicado à tarefa de compor bloco no Senado para garantir a indicação à presidência da Casa no próximo mandato. Em entrevista durante a posse do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), na terça-feira (1°), Cid disse que há um “sentimento de colocar o Senado como um poder independente”, e o senador Tasso Jereissati (PSDB) “seria um nome que representaria esse sentimento”.

Cid e o irmão Ciro Gomes (PDT), derrotado na disputa pela presidência da República, foram apadrinhados políticos de Tasso no início na carreira. No entanto, desde que Cid assumiu o Governo do Estado, ficaram em lados opostos. Tasso é o nome mais forte de oposição no Ceará. A reorganização de forças nacionais, no entanto, tem indicado uma reaproximação entre os líderes.

“Esse sentimento de colocar o Senado como um poder independente, na posição de poder moderador, de manter a estabilidade do Brasil em um governo de muita imponderabilidade que creio será o governo de (Jair) Bolsonaro; a quantidade de pessoas que tem esse sentimento em comum pode chegar a 50 senadores”, afirmou Cid.

O grupo que o senador eleito tenta compor deve reunir cinco partidos e chegar a 16 parlamentares, segundo ele. Para Cid, a expectativa é chegar ao consenso de uma candidatura “pautada pela independência”. “Isso quer dizer que nem seja a situação automática, de apoio ao governo, nem tenha o comportamento de oposição sistemática, do quanto pior, melhor”, ressaltou.

Apesar de defender o nome de Tasso, o ex-governador não excluiu a possibilidade de candidatura de Renan Calheiros. “Não excluiria ninguém. É um pensamento de unificação, de soma. Quem pensa assim não pode subtrair, não pode excluir”, afirmou.

Entrevista com o senador Cid Gomes na posse do governador Camilo Santana, na Assembleia Legislativa.

Posted by Tribuna do Ceará on Tuesday, January 1, 2019