Conselho Penitenciário e Governo do Estado são surpreendidos com saída da Força Nacional

CRISE PENITENCIÁRIA

Conselho Penitenciário sugere que, sem a Força Nacional, Camilo peça ajuda ao Exército

Cláudio Justa, vice-presidente do órgão, acredita que o Governo do Ceará foi penalizado por fazer oposição a Temer

Por Tribuna Bandnews FM em Política

30 de junho de 2016 às 09:13

Há 4 anos
Tropa, com 120 homens, deveria ter permanecido por mais 30 dias no Ceará (FOTO: Dorian Girão)

Tropa, com 120 homens, deveria ter permanecido por mais 30 dias no Ceará (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

O Conselho Penitenciário estadual do Ceará e o governador Camilo Santana foram pegos de surpreso com a saída da Força Nacional dos presidiários cearenses. Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, o vice-presidente do Conselho, Cláudio Justa, afirmou que isso pode gerar um impacto na segurança pública de Fortaleza.

“Realmente isso nos causou surpresa, a consequência dessa saída da Força Nacional que fazia justamente a segurança externa dos presídios é o impacto na segurança pública, porque o governo terá que deslocar efetivo para fazer essa segurança nos perímetros nos presídios, o que pode causar impacto na segurança da capital, por exemplo”, explicou Cláudio Justa.

De acordo com o Ministério da Justiça, a retirada da tropa do Ceará deve-se a necessidade de reforçar a segurança nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No entanto, no mesmo dia que a tropa deixou o Estado, uma portaria do Ministério da Justiça prorrogou por mais 15 dias a presença da Força Nacional no Mato Grosso do Sul, onde há conflitos entre indígenas e fazendeiros.

Cláudio Justa diz que não se pode considerar a possibilidade da retirada da tropa do Ceará ter sido uma decisão política. “Não pode esquecer que essa decisão mantém a força em um Estado e se retira em outro quando a necessidade deste que foi retirado é maior do que o que é mantido. Realmente nós temos uma configuração de uma decisão política, e sem dúvida não podemos esquecer dessa situação conjuntural de que o governo é oposição ao governo federal”, acredita.

Para o vice-presidente do Conselho Penitenciário, se a crise no Sistema Penitenciário se agravar, o Estado pode declarar estado de emergência. “O que se pensa no caso é que, se a situação se agrava, o próprio governador vai declarar estado de emergência, com a presença do Exército, que é solução última”, finalizou.

Confira a reportagem da Rádio Tribuna BandNews FM:

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CRISE PENITENCIÁRIA

Conselho Penitenciário sugere que, sem a Força Nacional, Camilo peça ajuda ao Exército

Cláudio Justa, vice-presidente do órgão, acredita que o Governo do Ceará foi penalizado por fazer oposição a Temer

Por Tribuna Bandnews FM em Política

30 de junho de 2016 às 09:13

Há 4 anos
Tropa, com 120 homens, deveria ter permanecido por mais 30 dias no Ceará (FOTO: Dorian Girão)

Tropa, com 120 homens, deveria ter permanecido por mais 30 dias no Ceará (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

O Conselho Penitenciário estadual do Ceará e o governador Camilo Santana foram pegos de surpreso com a saída da Força Nacional dos presidiários cearenses. Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, o vice-presidente do Conselho, Cláudio Justa, afirmou que isso pode gerar um impacto na segurança pública de Fortaleza.

“Realmente isso nos causou surpresa, a consequência dessa saída da Força Nacional que fazia justamente a segurança externa dos presídios é o impacto na segurança pública, porque o governo terá que deslocar efetivo para fazer essa segurança nos perímetros nos presídios, o que pode causar impacto na segurança da capital, por exemplo”, explicou Cláudio Justa.

De acordo com o Ministério da Justiça, a retirada da tropa do Ceará deve-se a necessidade de reforçar a segurança nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No entanto, no mesmo dia que a tropa deixou o Estado, uma portaria do Ministério da Justiça prorrogou por mais 15 dias a presença da Força Nacional no Mato Grosso do Sul, onde há conflitos entre indígenas e fazendeiros.

Cláudio Justa diz que não se pode considerar a possibilidade da retirada da tropa do Ceará ter sido uma decisão política. “Não pode esquecer que essa decisão mantém a força em um Estado e se retira em outro quando a necessidade deste que foi retirado é maior do que o que é mantido. Realmente nós temos uma configuração de uma decisão política, e sem dúvida não podemos esquecer dessa situação conjuntural de que o governo é oposição ao governo federal”, acredita.

Para o vice-presidente do Conselho Penitenciário, se a crise no Sistema Penitenciário se agravar, o Estado pode declarar estado de emergência. “O que se pensa no caso é que, se a situação se agrava, o próprio governador vai declarar estado de emergência, com a presença do Exército, que é solução última”, finalizou.

Confira a reportagem da Rádio Tribuna BandNews FM: