Deputados federais cearenses negam contratação de serviço de papelaria de empresa fantasma

DEPOIS DA ACUSAÇÃO

Deputados federais cearenses negam que papelaria contratada seja empresa fantasma; Proprietário diz que presta serviço à Câmara há 15 anos

A reportagem da Tribuna BandNews FM apurou o caso e descobriu que a papelaria existe oficialmente há dois anos

Por Tribuna Bandnews FM em Política

5 de novembro de 2019 às 11:15

Há 2 semanas

O portal da transparência da Câmara dos Deputados diz que 51 parlamentares contrataram os serviços da Max Pel (FOTO: Reprodução / Câmara Legislativa)

Deputados federais cearenses estariam entre os contratantes de serviços de papelaria de uma empresa fantasma, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo. A matéria cita os nomes de Heitor Freire (PSL), Roberto Pessoa (PSDB), A. J. Albuquerque (PP) e Danilo Forte (PSDB) entre os políticos que têm utilizado verbas públicas para o pagamento dos serviços da empresa Max Pel, localizada em Brasília. Tanto os deputados quanto o proprietário da empresa, Alexei Maxwell, negam que a papelaria seja fantasma, mas confirmam contratação do serviço.

A reportagem da Tribuna BandNews FM apurou o caso e descobriu que a papelaria existe oficialmente há dois anos. De acordo com o proprietário, a criação do CNPJ foi uma maneira de formalizar os serviços prestados à Câmara, que já acontece há mais de 15 anos. “A Max Pel vai fazer dois anos agora, só que eu trabalho prestando serviço para a Câmara há um bom tempo. Eu acho que 15, 20 anos. Eu mantenho a empresa para poder oficializar, emitir nota fiscal e pagar todos os impostos”, justificou o empresário.

Maxwell afirma ainda que os serviços prestados funcionam como forma de delivery. “Nós somos uma empresa pequena, uma empresa familiar e tudo que eu faço é atender à Câmara. Eu tenho um portfólio, eu faço a distribuição nos gabinetes e lá nós temos alguns concorrentes”, completou.

A verba indenizatória é uma cota mensal para custeio de gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar.

Segundo informações que constam no portal da transparência da Câmara dos Deputados, 51 parlamentares contrataram os serviços da Max Pel. Os orçamentos variam entre R$ 30, sendo o mais baixo, do deputado Santini (PTB-RS), e R$ 35 mil, o mais alto, do deputado Heitor Freire (PSL-CE).

Os dois maiores orçamentos que constam no documento são os dos deputados federais Heitor Freire (PSL-CE) e Julian Lemos (PSL-PB) que gastaram, juntos, R$ 97 mil de verba indenizatória para imprimir panfletos e R$ 70 mil informativos com balanço dos meses de mandato.

Os gastos de Roberto Pessoa somam R$ 881; os de AJ Albuquerque, R$ 1.300; e Danilo Forte fez um único pagamento de R$ 112,50.

Respostas

O deputado Heitor Freire discorda da reportagem do Estadão e diz que todos os serviços contratados estão registrados por meio de nota fiscal. “Nós contratamos o serviço para diagramação e impressão de material de divulgação de atividade parlamentar. Não existe empresa fake. Isso é uma acusação mentirosa e leviana”, aponta o pesselista.

Por meio de nota, Roberto Pessoa afirmou que a compra feita com a empresa citada foi de material de escritório e aconteceu para suprir a demanda do gabinete no início do mandato. “O pagamento só foi autorizado depois que toda a documentação exigida pela Câmara dos Deputados foi entregue pelo prestador de serviço. O material adquirido foi entregue via delivery, portanto, os servidores responsáveis pela compra não foram presencialmente ao local da empresa. A compra está inclusive registrada no portal da transparência”, disse no texto.

Também por nota, AJ Albuquerque garantiu que a prestação de serviço da empresa citada na matéria aconteceu no início do mandato. “A empresa forneceu ao gabinete materiais de escritório de papelaria, como constam nas notas (na qual estão disponíveis para que todos tenham conhecimento). A minha chefe de gabinete optou pela escolha dessa empresa por ter sido indicação de demais gabinetes da Câmara, na qual a empresa também prestava serviço”, afirmou.

Confira mais nos áudios da reportagem de Lôrrane Mendonça para a Tribuna Band News FM:

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Deputados federais cearenses negam que papelaria contratada seja empresa fantasma; Proprietário diz que presta serviço à Câmara há 15 anos

A reportagem da Tribuna BandNews FM apurou o caso e descobriu que a papelaria existe oficialmente há dois anos

Por Tribuna Bandnews FM em Política

5 de novembro de 2019 às 11:15

Há 2 semanas

O portal da transparência da Câmara dos Deputados diz que 51 parlamentares contrataram os serviços da Max Pel (FOTO: Reprodução / Câmara Legislativa)

Deputados federais cearenses estariam entre os contratantes de serviços de papelaria de uma empresa fantasma, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo. A matéria cita os nomes de Heitor Freire (PSL), Roberto Pessoa (PSDB), A. J. Albuquerque (PP) e Danilo Forte (PSDB) entre os políticos que têm utilizado verbas públicas para o pagamento dos serviços da empresa Max Pel, localizada em Brasília. Tanto os deputados quanto o proprietário da empresa, Alexei Maxwell, negam que a papelaria seja fantasma, mas confirmam contratação do serviço.

A reportagem da Tribuna BandNews FM apurou o caso e descobriu que a papelaria existe oficialmente há dois anos. De acordo com o proprietário, a criação do CNPJ foi uma maneira de formalizar os serviços prestados à Câmara, que já acontece há mais de 15 anos. “A Max Pel vai fazer dois anos agora, só que eu trabalho prestando serviço para a Câmara há um bom tempo. Eu acho que 15, 20 anos. Eu mantenho a empresa para poder oficializar, emitir nota fiscal e pagar todos os impostos”, justificou o empresário.

Maxwell afirma ainda que os serviços prestados funcionam como forma de delivery. “Nós somos uma empresa pequena, uma empresa familiar e tudo que eu faço é atender à Câmara. Eu tenho um portfólio, eu faço a distribuição nos gabinetes e lá nós temos alguns concorrentes”, completou.

A verba indenizatória é uma cota mensal para custeio de gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar.

Segundo informações que constam no portal da transparência da Câmara dos Deputados, 51 parlamentares contrataram os serviços da Max Pel. Os orçamentos variam entre R$ 30, sendo o mais baixo, do deputado Santini (PTB-RS), e R$ 35 mil, o mais alto, do deputado Heitor Freire (PSL-CE).

Os dois maiores orçamentos que constam no documento são os dos deputados federais Heitor Freire (PSL-CE) e Julian Lemos (PSL-PB) que gastaram, juntos, R$ 97 mil de verba indenizatória para imprimir panfletos e R$ 70 mil informativos com balanço dos meses de mandato.

Os gastos de Roberto Pessoa somam R$ 881; os de AJ Albuquerque, R$ 1.300; e Danilo Forte fez um único pagamento de R$ 112,50.

Respostas

O deputado Heitor Freire discorda da reportagem do Estadão e diz que todos os serviços contratados estão registrados por meio de nota fiscal. “Nós contratamos o serviço para diagramação e impressão de material de divulgação de atividade parlamentar. Não existe empresa fake. Isso é uma acusação mentirosa e leviana”, aponta o pesselista.

Por meio de nota, Roberto Pessoa afirmou que a compra feita com a empresa citada foi de material de escritório e aconteceu para suprir a demanda do gabinete no início do mandato. “O pagamento só foi autorizado depois que toda a documentação exigida pela Câmara dos Deputados foi entregue pelo prestador de serviço. O material adquirido foi entregue via delivery, portanto, os servidores responsáveis pela compra não foram presencialmente ao local da empresa. A compra está inclusive registrada no portal da transparência”, disse no texto.

Também por nota, AJ Albuquerque garantiu que a prestação de serviço da empresa citada na matéria aconteceu no início do mandato. “A empresa forneceu ao gabinete materiais de escritório de papelaria, como constam nas notas (na qual estão disponíveis para que todos tenham conhecimento). A minha chefe de gabinete optou pela escolha dessa empresa por ter sido indicação de demais gabinetes da Câmara, na qual a empresa também prestava serviço”, afirmou.

Confira mais nos áudios da reportagem de Lôrrane Mendonça para a Tribuna Band News FM: