Dengue, zika e chikungunya: saiba quais são os sintomas de cada

ARBOVIROSES

Dengue, zika e chikungunya: saiba quais são os sintomas de cada

Algumas ações podem evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir as doenças. Em caso de contágio, é preciso ficar atento aos sintomas, pois se confundem

Por Tribuna do Ceará em Saúde

24 de janeiro de 2020 às 07:00

Há 2 meses
As arboviroses são doenças causadas por artrópodes, entre eles, o mosquito Aedes aegypti (FOTO: Divulgação)

As arboviroses são doenças causadas por artrópodes, entre eles, o mosquito Aedes aegypti (FOTO: Divulgação)

As chuvas chegaram no Ceará e, com elas, a preocupação com a dengue, zika e chikungunya. As arboviroses, isto é, doenças causadas por artrópodes, são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O inseto se reproduz em ambientes com água parada.

Algumas ações podem evitar a proliferação do mosquito, como manter baldes, potes, quartinhas, bacias, tambores e caixa d’água limpos e vedados corretamente. Mas, em caso de contágio, é preciso ficar atento, pois os sintomas das doenças se confundem.

“O quadro clínico varia, são doenças que têm manifestações bem amplas e, às vezes, se confundem porque, em geral, são febris. É possível confundir até com outras doenças”, explica o médico pediatra e infectologista do Hospital São José, Robério Dia Leite.

No caso da dengue, os sintomas mais comuns são febre alta, dor no corpo (muscular e/ou nas articulações), dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções na pele. Há, ainda, o que o infectologista chama de sinais de alarme: “Algumas pessoas têm formas mais graves da doença e alguns sintomas prenunciam isso, como dor abdominal persistente, sinal de sangramento e tontura”.

Já a chikungunya, além da febre intensa, causa dor, principalmente nas articulações. Podendo ocasionar ainda lesões na pele. Em bebês, principalmente no primeiro ano de vida, também é comum o surgimento de lesões que lembram queimaduras. O agravamento da doença, segundo Robério, não é comum, mas pode acontecer, principalmente quando não é acompanhada. Em adultos, por exemplo, pode acarretar um comprometimento crônico da articulação.

O Zika vírus, por sua vez, tem a manifestação mais discreta entre as três arboviroses. Febre geralmente baixa, manchas no corpo e mal estar são alguns dos sintomas. O maior problema ocasionado pelo vírus, porém, são as possíveis sequelas. Entre elas, a síndrome congênita do Zika, síndrome que afeta bebês ainda durante a gestação, caso a mãe contraia o vírus. A criança pode nascer com microcefalia e outras complicações.

Robério alerta que essas doenças podem ter manifestações leves e graves dependendo do indivíduo, mas que é preciso ter um cuidado a mais com a dengue. “Acredito que a dengue seja a maior preocupação nesse momento. Existem quatro tipos da doença, o tipo 2. No entanto, desde 2008, não era registrado no Ceará. Nesse período algumas pessoas podem ter sido infectadas com os outros três. Quando você tem um segundo episódio de dengue a chance de ter complicações mais graves é maior. E o tipo 2 é um pouco mais agressivo”, disse o infectologista.

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Dengue, zika e chikungunya: saiba quais são os sintomas de cada

Algumas ações podem evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir as doenças. Em caso de contágio, é preciso ficar atento aos sintomas, pois se confundem

Por Tribuna do Ceará em Saúde

24 de janeiro de 2020 às 07:00

Há 2 meses
As arboviroses são doenças causadas por artrópodes, entre eles, o mosquito Aedes aegypti (FOTO: Divulgação)

As arboviroses são doenças causadas por artrópodes, entre eles, o mosquito Aedes aegypti (FOTO: Divulgação)

As chuvas chegaram no Ceará e, com elas, a preocupação com a dengue, zika e chikungunya. As arboviroses, isto é, doenças causadas por artrópodes, são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O inseto se reproduz em ambientes com água parada.

Algumas ações podem evitar a proliferação do mosquito, como manter baldes, potes, quartinhas, bacias, tambores e caixa d’água limpos e vedados corretamente. Mas, em caso de contágio, é preciso ficar atento, pois os sintomas das doenças se confundem.

“O quadro clínico varia, são doenças que têm manifestações bem amplas e, às vezes, se confundem porque, em geral, são febris. É possível confundir até com outras doenças”, explica o médico pediatra e infectologista do Hospital São José, Robério Dia Leite.

No caso da dengue, os sintomas mais comuns são febre alta, dor no corpo (muscular e/ou nas articulações), dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções na pele. Há, ainda, o que o infectologista chama de sinais de alarme: “Algumas pessoas têm formas mais graves da doença e alguns sintomas prenunciam isso, como dor abdominal persistente, sinal de sangramento e tontura”.

Já a chikungunya, além da febre intensa, causa dor, principalmente nas articulações. Podendo ocasionar ainda lesões na pele. Em bebês, principalmente no primeiro ano de vida, também é comum o surgimento de lesões que lembram queimaduras. O agravamento da doença, segundo Robério, não é comum, mas pode acontecer, principalmente quando não é acompanhada. Em adultos, por exemplo, pode acarretar um comprometimento crônico da articulação.

O Zika vírus, por sua vez, tem a manifestação mais discreta entre as três arboviroses. Febre geralmente baixa, manchas no corpo e mal estar são alguns dos sintomas. O maior problema ocasionado pelo vírus, porém, são as possíveis sequelas. Entre elas, a síndrome congênita do Zika, síndrome que afeta bebês ainda durante a gestação, caso a mãe contraia o vírus. A criança pode nascer com microcefalia e outras complicações.

Robério alerta que essas doenças podem ter manifestações leves e graves dependendo do indivíduo, mas que é preciso ter um cuidado a mais com a dengue. “Acredito que a dengue seja a maior preocupação nesse momento. Existem quatro tipos da doença, o tipo 2. No entanto, desde 2008, não era registrado no Ceará. Nesse período algumas pessoas podem ter sido infectadas com os outros três. Quando você tem um segundo episódio de dengue a chance de ter complicações mais graves é maior. E o tipo 2 é um pouco mais agressivo”, disse o infectologista.