Hospital de Quixeramobim usa realidade virtual para recuperação de pacientes

PROJETO REVIVER

Hospital de Quixeramobim usa realidade virtual para recuperação de pacientes

O método usado é o da imersão em tecnologia 3D, que permite interação do usuário em ambiente simulado pelo computador ou pelo celular

Por Tribuna do Ceará em Saúde

15 de julho de 2019 às 07:00

Há 2 meses

A realidade virtual é uma tecnologia de imersão 3D (FOTO: Portal do Governo do Ceará/Ascom HRSC)

E se você tivesse a oportunidade de conhecer o mundo em questão de segundos? Essa possibilidade existe, ou melhor, é real. É a realidade virtual. O Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), de Quixeramobim, desenvolve um projeto inovador que busca contribuir com a recuperação dos pacientes. O Projeto Reviver, implementado há pouco mais de um mês, é uma iniciativa desenvolvida para proporcionar o bem-estar e contribuir com a melhora de pacientes internados no hospital.

A realidade virtual é uma tecnologia de imersão 3D, que permite ao usuário interagir em um ambiente simulado pelo computador/ celular. Usando um dispositivo semelhante aos óculos, os pacientes do HRSC interagem através de estímulos visuais e auditivos, em um espaço criado digitalmente para eles. Os pacientes escolhem para onde querem “viajar”.

“Isso não tem preço. Proporcionar ao paciente reativar a memória e trazer uma alegria para eles é indescritível”, ressalta o coordenador médico da Unidade de Cuidados Especiais (UCE), Leonardo Miranda. A jovem Beatriz Duarte, 21 anos, ficou emocionada ao participar do projeto.

“Cheguei para Bia e disse: vamos fazer uma viagem? Ela olhou para mim com os olhos arregalados e sorriu”, fala a psicóloga Renata Viana.

Beatriz não fazia ideia que estava prestes a fazer uma viagem inesquecível sem sair do leito. “Foi o dia mais emocionante da minha vida. Por vários minutos me senti a pessoa mais amada e querida do mundo. Obrigada a todos que me proporcionaram isso. Amo todos vocês”, declarou.

A jovem paciente pôde viajar e conhecer o Museu do Louvre, em Paris, na França. A tecnologia permitiu que ela entrasse no museu e contemplasse parte do acervo de obras. O tour virtual pela capital francesa ainda a levou para a Torre Eiffel.

Outra experiência foi a do aposentado Otto Guerra de Lima, 65 anos. “Bateu uma saudade da minha ruazinha. Me vi sentado na calçada conversando com meus vizinhos. Vi a cinquentinha da minha menina em frente lá de casa. Me deu muito prazer rever tudo isso (sic.)”, comenta ao visualizar a rua onde mora, em Nova Jaguaribara.

Seu Otto ainda voltou a uma outra cidade guardada no seu coração: Brasília. “Estava diante da rampa do Palácio do Planalto. Trabalhei lá na parte da limpeza por muito tempo. Na época, cheguei a ver o João Figueiredo (ex-presidente da República). É uma satisfação para mim poder rever tudo isso. Me emociono,” afirma o aposentado.

O jovem Lucas Dantas, 20 anos, pediu para passear por uma floresta. A viagem foi encantadora para ele. “Vi uma cachoeira, pássaros, açude. Me senti bem e agradável. Adorei. Me fez lembrar quando eu andava”, fala.

Equipe do Projeto Reviver e paciente. (FOTO: Portal do Governo do Ceará/Ascom HRSC)

Projeto Reviver

De acordo com o engenheiro clínico, Marcelo Acioli, o Projeto Reviver foi inspirado em uma iniciativa para idosos que ele conheceu, desenvolvida em uma instituição de ensino particular. “Quando conheci esse trabalho, de cara pensei em trazer para a UCE, porque são pacientes de longa duração e que acabam ficando tristes e ansiosos por conta do ambiente hospitalar, da doença em si e da saudade de casa (sic)”, diz.

Ele explica que a equipe do HRSC fez uma adaptação para que o paciente se identificasse com o projeto. “Eu sabia que seria fantástico, mas não imaginava que seria tanto. Se foi emocionante para eles, imagina para nós todos que vivenciamos esse momento”, afirma Marcelo.

A coordenadora de enfermagem da UCE, Lana Kilvea de Sousa, destaca a importância do trabalho conjunto de vários serviços para essa atividade de humanização.

“Foi realizado todo um estudo multiprofissional para avaliar se a atividade iria trazer benefícios para o tratamento dos pacientes. Durante todo o momento eles estiveram acompanhados por médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais, com o intuito de garantir uma total segurança”, enfatiza.

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PROJETO REVIVER

Hospital de Quixeramobim usa realidade virtual para recuperação de pacientes

O método usado é o da imersão em tecnologia 3D, que permite interação do usuário em ambiente simulado pelo computador ou pelo celular

Por Tribuna do Ceará em Saúde

15 de julho de 2019 às 07:00

Há 2 meses

A realidade virtual é uma tecnologia de imersão 3D (FOTO: Portal do Governo do Ceará/Ascom HRSC)

E se você tivesse a oportunidade de conhecer o mundo em questão de segundos? Essa possibilidade existe, ou melhor, é real. É a realidade virtual. O Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), de Quixeramobim, desenvolve um projeto inovador que busca contribuir com a recuperação dos pacientes. O Projeto Reviver, implementado há pouco mais de um mês, é uma iniciativa desenvolvida para proporcionar o bem-estar e contribuir com a melhora de pacientes internados no hospital.

A realidade virtual é uma tecnologia de imersão 3D, que permite ao usuário interagir em um ambiente simulado pelo computador/ celular. Usando um dispositivo semelhante aos óculos, os pacientes do HRSC interagem através de estímulos visuais e auditivos, em um espaço criado digitalmente para eles. Os pacientes escolhem para onde querem “viajar”.

“Isso não tem preço. Proporcionar ao paciente reativar a memória e trazer uma alegria para eles é indescritível”, ressalta o coordenador médico da Unidade de Cuidados Especiais (UCE), Leonardo Miranda. A jovem Beatriz Duarte, 21 anos, ficou emocionada ao participar do projeto.

“Cheguei para Bia e disse: vamos fazer uma viagem? Ela olhou para mim com os olhos arregalados e sorriu”, fala a psicóloga Renata Viana.

Beatriz não fazia ideia que estava prestes a fazer uma viagem inesquecível sem sair do leito. “Foi o dia mais emocionante da minha vida. Por vários minutos me senti a pessoa mais amada e querida do mundo. Obrigada a todos que me proporcionaram isso. Amo todos vocês”, declarou.

A jovem paciente pôde viajar e conhecer o Museu do Louvre, em Paris, na França. A tecnologia permitiu que ela entrasse no museu e contemplasse parte do acervo de obras. O tour virtual pela capital francesa ainda a levou para a Torre Eiffel.

Outra experiência foi a do aposentado Otto Guerra de Lima, 65 anos. “Bateu uma saudade da minha ruazinha. Me vi sentado na calçada conversando com meus vizinhos. Vi a cinquentinha da minha menina em frente lá de casa. Me deu muito prazer rever tudo isso (sic.)”, comenta ao visualizar a rua onde mora, em Nova Jaguaribara.

Seu Otto ainda voltou a uma outra cidade guardada no seu coração: Brasília. “Estava diante da rampa do Palácio do Planalto. Trabalhei lá na parte da limpeza por muito tempo. Na época, cheguei a ver o João Figueiredo (ex-presidente da República). É uma satisfação para mim poder rever tudo isso. Me emociono,” afirma o aposentado.

O jovem Lucas Dantas, 20 anos, pediu para passear por uma floresta. A viagem foi encantadora para ele. “Vi uma cachoeira, pássaros, açude. Me senti bem e agradável. Adorei. Me fez lembrar quando eu andava”, fala.

Equipe do Projeto Reviver e paciente. (FOTO: Portal do Governo do Ceará/Ascom HRSC)

Projeto Reviver

De acordo com o engenheiro clínico, Marcelo Acioli, o Projeto Reviver foi inspirado em uma iniciativa para idosos que ele conheceu, desenvolvida em uma instituição de ensino particular. “Quando conheci esse trabalho, de cara pensei em trazer para a UCE, porque são pacientes de longa duração e que acabam ficando tristes e ansiosos por conta do ambiente hospitalar, da doença em si e da saudade de casa (sic)”, diz.

Ele explica que a equipe do HRSC fez uma adaptação para que o paciente se identificasse com o projeto. “Eu sabia que seria fantástico, mas não imaginava que seria tanto. Se foi emocionante para eles, imagina para nós todos que vivenciamos esse momento”, afirma Marcelo.

A coordenadora de enfermagem da UCE, Lana Kilvea de Sousa, destaca a importância do trabalho conjunto de vários serviços para essa atividade de humanização.

“Foi realizado todo um estudo multiprofissional para avaliar se a atividade iria trazer benefícios para o tratamento dos pacientes. Durante todo o momento eles estiveram acompanhados por médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais, com o intuito de garantir uma total segurança”, enfatiza.