SUS oferta novo tratamento para hemofilia em 2020

DOENÇA RARA

SUS oferta em 2020 novo tratamento para hemofilia, doença que atinge quase exclusivamente homens

O produto beneficiará hemofílicos do tipo A, que acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos. Brasil tem a 4ª maior população de hemofílicos no mundo

Por Tribuna do Ceará em Saúde

8 de janeiro de 2020 às 06:28

Há 5 meses

A hemofilia do tipo A acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos (FOTO: Divulgação / Ministério da Saúde)

Em 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ofertar um novo tratamento para a hemofilia, uma doença que compromete a capacidade de coagulação do sangue e atinge quase exclusivamente homens.

Até o mês de maio, o medicamento chamado de emicizumabe deverá chegar aos pacientes da rede pública. O produto beneficiará hemofílicos do tipo A, que acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos.

Atualmente, estão cadastrados 12.983 pacientes com hemofilia A e B no Brasil. De acordo com a Federação Mundial de Hemofilia (WFH), esta é a quarta maior população de pacientes com a doença em todo o mundo.

Para os brasileiros, o tratamento no SUS é praticamente a única alternativa. Só em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,3 bilhão em medicamentos para tratar hemorragias causadas por essa doença rara.

A incorporação do novo tratamento ocorreu após uma recomendação publicada em relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único em Saúde (Conitec) sobre essa tecnologia.

Além do novo tratamento, diversas iniciativas foram realizadas nos últimos anos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Com a estratégia das profilaxias adotadas pelo Brasil verificou-se uma queda dos episódios de sangramento espontâneos, por volta de 10% ao ano.

Que doença é essa?

As hemofilias são distúrbios genéticos e hereditários que acometem quase que exclusivamente os homens. Elas comprometem a capacidade do corpo de coagular o sangue, tão necessária para interromper as hemorragias. Isso acontece quando há ausência de proteínas, substâncias que, dentre inúmeras funções, ajudam na coagulação.

Quando uma pessoa corta alguma parte do corpo e começa a sangrar, são as proteínas que entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia, não possuem essas proteínas e sangram mais.

A hemofilia do tipo A, por exemplo, decorre da falta do Fator VIII da coagulação e acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos. A hemofilia do tipo B decorre da falta do Fator IX da coagulação e acomete 1 a cada 50 mil homens nascidos vivos.

A hemofilia ainda não tem cura e seu tratamento é feito através da reposição do fator de coagulação deficiente, através da infusão endovenosa dos concentrados de fator deficiente (VIII, na hemofilia A ou IX, na hemofilia B), que tem como objetivo prevenir e tratar as hemorragias.

Com informações da Agência de Notícias do Ministério da Saúde

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DOENÇA RARA

SUS oferta em 2020 novo tratamento para hemofilia, doença que atinge quase exclusivamente homens

O produto beneficiará hemofílicos do tipo A, que acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos. Brasil tem a 4ª maior população de hemofílicos no mundo

Por Tribuna do Ceará em Saúde

8 de janeiro de 2020 às 06:28

Há 5 meses

A hemofilia do tipo A acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos (FOTO: Divulgação / Ministério da Saúde)

Em 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ofertar um novo tratamento para a hemofilia, uma doença que compromete a capacidade de coagulação do sangue e atinge quase exclusivamente homens.

Até o mês de maio, o medicamento chamado de emicizumabe deverá chegar aos pacientes da rede pública. O produto beneficiará hemofílicos do tipo A, que acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos.

Atualmente, estão cadastrados 12.983 pacientes com hemofilia A e B no Brasil. De acordo com a Federação Mundial de Hemofilia (WFH), esta é a quarta maior população de pacientes com a doença em todo o mundo.

Para os brasileiros, o tratamento no SUS é praticamente a única alternativa. Só em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,3 bilhão em medicamentos para tratar hemorragias causadas por essa doença rara.

A incorporação do novo tratamento ocorreu após uma recomendação publicada em relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único em Saúde (Conitec) sobre essa tecnologia.

Além do novo tratamento, diversas iniciativas foram realizadas nos últimos anos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Com a estratégia das profilaxias adotadas pelo Brasil verificou-se uma queda dos episódios de sangramento espontâneos, por volta de 10% ao ano.

Que doença é essa?

As hemofilias são distúrbios genéticos e hereditários que acometem quase que exclusivamente os homens. Elas comprometem a capacidade do corpo de coagular o sangue, tão necessária para interromper as hemorragias. Isso acontece quando há ausência de proteínas, substâncias que, dentre inúmeras funções, ajudam na coagulação.

Quando uma pessoa corta alguma parte do corpo e começa a sangrar, são as proteínas que entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia, não possuem essas proteínas e sangram mais.

A hemofilia do tipo A, por exemplo, decorre da falta do Fator VIII da coagulação e acomete 1 a cada 10 mil homens nascidos vivos. A hemofilia do tipo B decorre da falta do Fator IX da coagulação e acomete 1 a cada 50 mil homens nascidos vivos.

A hemofilia ainda não tem cura e seu tratamento é feito através da reposição do fator de coagulação deficiente, através da infusão endovenosa dos concentrados de fator deficiente (VIII, na hemofilia A ou IX, na hemofilia B), que tem como objetivo prevenir e tratar as hemorragias.

Com informações da Agência de Notícias do Ministério da Saúde