Acusado de matar e torturar Sthefani Brito vai a júri popular

JUSTIÇA

Acusado de matar e torturar ex-companheira Sthefani Brito vai a júri popular

Crime chocou o estado pela crueldade. Stefhani Brito tinha apenas 22 anos e foi encontrada morta na Lagoa da Libânia, no bairro Mondubim, em Fortaleza

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de julho de 2019 às 11:02

Há 3 meses

Francisco Alberto Nobre Calixto Filho é acusado de matar a ex-companheira Sthefani Brito (FOTO: Pexels)

Acusado de matar a ex-companheira Sthefani Brito Cruz, o réu Francisco Alberto Nobre Calixto Filho será levado a júri popular. A decisão foi proferida na última quinta-feira (27), na 1ª Vara do Júri de Fortaleza. Ele é acusado de homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio), além de ocultação de cadáver. O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2018. Com informações do Tribunal de Justiça do Ceará.

A sentença de pronúncia é da juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro, titular da 1ª Vara do Júri de Fortaleza. A magistrada afirmou que os elementos extraídos dos autos tornam “verossímil a acusação e demonstram a existência de indícios suficientes de autoria que recaem sobre a pessoa do acriminado a ensejar decisão de pronúncia”.

Em 2018, o réu marcou encontro com a vítima que, ao chegar ao local, foi espancada. Depois, o acusado teria colocado Sthefani na garupa de uma moto e passado a trafegar com a vítima já sem vida até o lugar onde ocultou o corpo, de acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE).

Câmeras da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) captaram imagens dele no momento do crime. O motivo seria o fato de Francisco Alberto não aceitar o fim do relacionamento entre eles. Por essa razão, o MPCE apresentou denúncia por homicídio com as quatro qualificadoras, além do delito de ocultação de cadáver.

A defesa do réu requereu o afastamento das qualificadoras. Alegou que o ciúme não poderia caracterizar o motivo torpe, que o objeto do crime utilizado pelo acusado foi um pedaço de madeira e que a ex-companheira tinha consciência do suposto “perigo” que passaria. Em relação ao delito de ocultação, pediu absolvição sumária.

Ainda na decisão, a juíza manteve a prisão preventiva de Francisco Alberto, sendo pronunciado nos termos do artigo 121, § 2º, incisos I, III, IV e VI e o artigo 211 do Código Penal. A magistrada levou em consideração a necessidade de garantia da ordem pública. Após o crime, em 1º de janeiro de 2018, a prisão do réu foi decretada no dia 5 do mesmo mês. Contudo, ele permaneceu foragido até fevereiro deste ano.

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Acusado de matar e torturar ex-companheira Sthefani Brito vai a júri popular

Crime chocou o estado pela crueldade. Stefhani Brito tinha apenas 22 anos e foi encontrada morta na Lagoa da Libânia, no bairro Mondubim, em Fortaleza

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de julho de 2019 às 11:02

Há 3 meses

Francisco Alberto Nobre Calixto Filho é acusado de matar a ex-companheira Sthefani Brito (FOTO: Pexels)

Acusado de matar a ex-companheira Sthefani Brito Cruz, o réu Francisco Alberto Nobre Calixto Filho será levado a júri popular. A decisão foi proferida na última quinta-feira (27), na 1ª Vara do Júri de Fortaleza. Ele é acusado de homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio), além de ocultação de cadáver. O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2018. Com informações do Tribunal de Justiça do Ceará.

A sentença de pronúncia é da juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro, titular da 1ª Vara do Júri de Fortaleza. A magistrada afirmou que os elementos extraídos dos autos tornam “verossímil a acusação e demonstram a existência de indícios suficientes de autoria que recaem sobre a pessoa do acriminado a ensejar decisão de pronúncia”.

Em 2018, o réu marcou encontro com a vítima que, ao chegar ao local, foi espancada. Depois, o acusado teria colocado Sthefani na garupa de uma moto e passado a trafegar com a vítima já sem vida até o lugar onde ocultou o corpo, de acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE).

Câmeras da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) captaram imagens dele no momento do crime. O motivo seria o fato de Francisco Alberto não aceitar o fim do relacionamento entre eles. Por essa razão, o MPCE apresentou denúncia por homicídio com as quatro qualificadoras, além do delito de ocultação de cadáver.

A defesa do réu requereu o afastamento das qualificadoras. Alegou que o ciúme não poderia caracterizar o motivo torpe, que o objeto do crime utilizado pelo acusado foi um pedaço de madeira e que a ex-companheira tinha consciência do suposto “perigo” que passaria. Em relação ao delito de ocultação, pediu absolvição sumária.

Ainda na decisão, a juíza manteve a prisão preventiva de Francisco Alberto, sendo pronunciado nos termos do artigo 121, § 2º, incisos I, III, IV e VI e o artigo 211 do Código Penal. A magistrada levou em consideração a necessidade de garantia da ordem pública. Após o crime, em 1º de janeiro de 2018, a prisão do réu foi decretada no dia 5 do mesmo mês. Contudo, ele permaneceu foragido até fevereiro deste ano.