Advogado da família das vítimas contesta versão de homem acusado de matar esposa e filha

"IRRESPONSÁVEL"

Advogado da família das vítimas contesta versão de homem acusado de matar esposa e filha

Réu pelas mortes da esposa Adriana Moura de Pessoa, de 39 anos, e da filha Jade Pessoa, de 8 meses, Marcelo Barbarena alega inocência

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

23 de agosto de 2019 às 12:59

Há 12 meses

Leandro Vasques contesta versão dada por Marcelo Barberena. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Acusado de matar a esposa e a filha de oito meses, Marcelo Barberena negou o crime em entrevista exclusiva à TV Jangadeiro. O advogado da família das vítimas, no entanto, contesta a versão e afirma que as provas contra ele são suficientes para incriminá-lo. Leandro Vasques, assistente de acusação, lembra das perícias realizadas e que o acusado confessou o crime várias vezes. A expectativa é de que a pena seja de 24 a 60 anos de prisão. Com informações da TV Jangadeiro/SBT.

“Achei uma versão cínica e irresponsável. Porque, quando ele for condenado, ele perde o direito a atenuante da confissão. Inicialmente, ele confessou o crime por quatro vezes na presença do advogado dele na época. As perícias reunidas desmoronam essa defesa dele de querer negar a autoria, ela é construída no solo movediço da mentira.

O advogado lembra que, em perícia realizada, o dna de Marcelo foi encontrado na arma usada no crime. E que o próprio acusado admitiu ser dono do revólver e que só ele sabia onde estava. Leandro Vasques também cita outros pontos.

“Partículas de chumbo foram localizadas nas vestes dele. Ora, quatro confissões, perícias, ninguém invadiu a casa, quem teria motivo para matar as vítimas? Quem é que tinha programado uma fuga para Porto Alegre com a amante, que tinha um caso extraconjugal? Ele, Marcelo Barberena. Ele não convence ninguém com isso”, disse o advogado.

O advogado acredita que Marcelo Barberena deva ir a julgamento no primeiro semestre de 2020.

A família, ela está sofrendo uma hemorragia permanente. E, obviamente, que ela entra em ebulição quando ouve o cinismo dele ao negar a autoria do crime. Ele está em liberdade, mas isso é questão de tempo. Nós acreditamos que ele será julgado no primeiro semestre do próximo ano, na Comarca de Paracuru, pelo tribunal do júri, e terá uma pena severa que vai oscilar entre 24 e 60 anos de reclusão

Marcelo Barbarena é gaúcho e morava em Fortaleza há cerca de quatro anos. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Marcelo Barbarena é gaúcho e morava em Fortaleza há cerca de quatro anos. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Noite do crime

No dia 23 de agosto de 2015 aconteceu o crime, na casa de praia dos sogros de Barberena. Ele disse que nesse dia não houve discussão e não ouviu nenhuma movimentação estranha na residência durante a madrugada. Era aniversário dele, e estava comemorando com a esposa, as filhas, o irmão, a cunhada e os sobrinhos.

Ele conta que, naquela noite, por volta das 21h e 21h30, Adriana foi dormir com Jade em um quarto da frente de casa e Marcelo continuou a “reuniãozinha” com irmão, cunhada e sobrinhos que visitavam a família. Depois que as crianças dormiram, ele afirma que também foi dormir; mas, antes, checou as mensagens de felicitações que chegavam no aplicativo WhatsApp.

Quando acordou, por volta de 5h30 e 5h45, disse ter achado estranho que Adriana não havia lhe chamado para ajudar com Jade e foi ver as duas no quarto. Ele e a filha mais velha Pietra dormiam em outro quarto, próximo à cozinha, enquanto que, no segundo andar da casa, dormiam o irmão, cunhada e os dois sobrinhos de Marcelo.

“E quando eu fui ver lá no quarto (…) foi a cena que a gente viu. A Adriana estava com o corpo gelado, tinha sangue no travesseiro, e eu fiquei nervoso. Comecei a gritar e chamei meu irmão, que é médico”.

Ele disse que o irmão foi atender a esposa, e a cunhada a filha, quando viu que ela também não se mexia. “Foi um ‘Deus nos acuda’ porque ninguém espera passar por uma situação como essa. Em 24 horas, eu estava sendo acusado como o responsável. Em 24 horas, tinham me condenado”, destacou.

Crime confessado

Na época do crime, a polícia encontrou no celular do acusado uma mensagem enviada ao grupo da família, no aplicativo Whatsapp, na qual ele confessava o crime e pedia perdão. Ele foi autuado em flagrante, por homicídio doloso triplamente qualificado e preso.

À época, ele chegou a confessar a autoria dos crimes, depois, em outro depoimento, negou ter matado a esposa e a filha a tiros. Marcelo falou que confessou sob coerção, em um interrogatório de três horas e meia sem a presença do advogado. Ele também alega ter assinado um documento feito pela delegada que investigava o caso. Segundo Barberena, esse seria o motivo que o fez responder até hoje pelo crime.

O julgamento de Marcelo Barberena ainda não tem data para acontecer.

Confira a entrevista completa para a TV Jangadeiro/SBT:

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"IRRESPONSÁVEL"

Advogado da família das vítimas contesta versão de homem acusado de matar esposa e filha

Réu pelas mortes da esposa Adriana Moura de Pessoa, de 39 anos, e da filha Jade Pessoa, de 8 meses, Marcelo Barbarena alega inocência

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

23 de agosto de 2019 às 12:59

Há 12 meses

Leandro Vasques contesta versão dada por Marcelo Barberena. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Acusado de matar a esposa e a filha de oito meses, Marcelo Barberena negou o crime em entrevista exclusiva à TV Jangadeiro. O advogado da família das vítimas, no entanto, contesta a versão e afirma que as provas contra ele são suficientes para incriminá-lo. Leandro Vasques, assistente de acusação, lembra das perícias realizadas e que o acusado confessou o crime várias vezes. A expectativa é de que a pena seja de 24 a 60 anos de prisão. Com informações da TV Jangadeiro/SBT.

“Achei uma versão cínica e irresponsável. Porque, quando ele for condenado, ele perde o direito a atenuante da confissão. Inicialmente, ele confessou o crime por quatro vezes na presença do advogado dele na época. As perícias reunidas desmoronam essa defesa dele de querer negar a autoria, ela é construída no solo movediço da mentira.

O advogado lembra que, em perícia realizada, o dna de Marcelo foi encontrado na arma usada no crime. E que o próprio acusado admitiu ser dono do revólver e que só ele sabia onde estava. Leandro Vasques também cita outros pontos.

“Partículas de chumbo foram localizadas nas vestes dele. Ora, quatro confissões, perícias, ninguém invadiu a casa, quem teria motivo para matar as vítimas? Quem é que tinha programado uma fuga para Porto Alegre com a amante, que tinha um caso extraconjugal? Ele, Marcelo Barberena. Ele não convence ninguém com isso”, disse o advogado.

O advogado acredita que Marcelo Barberena deva ir a julgamento no primeiro semestre de 2020.

A família, ela está sofrendo uma hemorragia permanente. E, obviamente, que ela entra em ebulição quando ouve o cinismo dele ao negar a autoria do crime. Ele está em liberdade, mas isso é questão de tempo. Nós acreditamos que ele será julgado no primeiro semestre do próximo ano, na Comarca de Paracuru, pelo tribunal do júri, e terá uma pena severa que vai oscilar entre 24 e 60 anos de reclusão

Marcelo Barbarena é gaúcho e morava em Fortaleza há cerca de quatro anos. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Marcelo Barbarena é gaúcho e morava em Fortaleza há cerca de quatro anos. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Noite do crime

No dia 23 de agosto de 2015 aconteceu o crime, na casa de praia dos sogros de Barberena. Ele disse que nesse dia não houve discussão e não ouviu nenhuma movimentação estranha na residência durante a madrugada. Era aniversário dele, e estava comemorando com a esposa, as filhas, o irmão, a cunhada e os sobrinhos.

Ele conta que, naquela noite, por volta das 21h e 21h30, Adriana foi dormir com Jade em um quarto da frente de casa e Marcelo continuou a “reuniãozinha” com irmão, cunhada e sobrinhos que visitavam a família. Depois que as crianças dormiram, ele afirma que também foi dormir; mas, antes, checou as mensagens de felicitações que chegavam no aplicativo WhatsApp.

Quando acordou, por volta de 5h30 e 5h45, disse ter achado estranho que Adriana não havia lhe chamado para ajudar com Jade e foi ver as duas no quarto. Ele e a filha mais velha Pietra dormiam em outro quarto, próximo à cozinha, enquanto que, no segundo andar da casa, dormiam o irmão, cunhada e os dois sobrinhos de Marcelo.

“E quando eu fui ver lá no quarto (…) foi a cena que a gente viu. A Adriana estava com o corpo gelado, tinha sangue no travesseiro, e eu fiquei nervoso. Comecei a gritar e chamei meu irmão, que é médico”.

Ele disse que o irmão foi atender a esposa, e a cunhada a filha, quando viu que ela também não se mexia. “Foi um ‘Deus nos acuda’ porque ninguém espera passar por uma situação como essa. Em 24 horas, eu estava sendo acusado como o responsável. Em 24 horas, tinham me condenado”, destacou.

Crime confessado

Na época do crime, a polícia encontrou no celular do acusado uma mensagem enviada ao grupo da família, no aplicativo Whatsapp, na qual ele confessava o crime e pedia perdão. Ele foi autuado em flagrante, por homicídio doloso triplamente qualificado e preso.

À época, ele chegou a confessar a autoria dos crimes, depois, em outro depoimento, negou ter matado a esposa e a filha a tiros. Marcelo falou que confessou sob coerção, em um interrogatório de três horas e meia sem a presença do advogado. Ele também alega ter assinado um documento feito pela delegada que investigava o caso. Segundo Barberena, esse seria o motivo que o fez responder até hoje pelo crime.

O julgamento de Marcelo Barberena ainda não tem data para acontecer.

Confira a entrevista completa para a TV Jangadeiro/SBT: