Advogados e funcionários do TJCE são presos em operação

BENEFICIAVA CRIMINOSOS

Advogados e funcionários do TJCE envolvidos em esquema criminoso são presos em operação do MPCE

Durante toda esta sexta-feira, diligências foram tomadas para cumprir 25 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisões preventivas e sete prisões temporárias

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

2 de agosto de 2019 às 17:50

Há 3 meses
Mandados estão sendo realizados em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú (FOTO: Reprodução/Site Focus.jor)

Mandados estão sendo realizados em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú (FOTO: Reprodução/Site Focus.jor)

A Operação Rúbula, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), prendeu advogados e funcionários do Tribunal de Justiça do Ceará, suspeitos de esquema que beneficiava criminosos mediante pagamento de propina.

Durante toda esta sexta-feira (2), diligências foram tomadas para cumprir 25 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisões preventivas e sete prisões temporárias em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú.

O suposto esquema, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), consistia em garantir, mediante pagamento de propina a servidores, o sucesso das pretensões deduzidas em prol de seus clientes, como transferências de presos para unidades prisionais específicas, confecções de cartas de emprego e certidões públicas falsas, através da interveniência de funcionários da Justiça, favorecendo interesses de criminosos.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Rinaldo Janja, até o momento da coletiva, que mostrou os resultados da Operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra um servidor efetivo e dois terceirizados do Poder Judiciário, bem como cumpridos mandados de prisão contra um policial militar e oito advogados ligados ao grupo criminoso que atentava contra a administração judiciária.

O material apreendido está sendo analisado pelo Gaeco, e os investigados podem responder por corrupção passiva e ativa, tráfico de influência, falsidade documental e participação em organização criminosa.

O procurador-geral de Justiça, Plácido Barroso Rios, que também estavam em coletiva, ponderou que as investigações vêm sendo acompanhadas pelo Poder Judiciário, desde 2017.

“É importante destacar que o Gaeco e a Polícia Civil não vislumbraram a participação nem o envolvimento de magistrados, nem de membros do Ministério Público. Dentro da tramitação de processos, alguns servidores foram corrompidos e forneciam documentos falsos como forma de garantir a impunidade de pessoas ligadas a organizações criminosas”

Outro grupo criminoso foi também revelado com as investigações. Eles praticavam furtos mediante arrombamentos de caixas eletrônicos bancários e contavam igualmente com a participação de advogados, particulares e criminosos trazidos do Estado de Santa Catarina para atuar no Estado do Ceará.

Os mandados judiciais foram deferidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza e estão sendo cumpridos com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal do MPCE (Nuinc), do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (DTO), da Polícia Militar do Estado do Ceará e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Coint).

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BENEFICIAVA CRIMINOSOS

Advogados e funcionários do TJCE envolvidos em esquema criminoso são presos em operação do MPCE

Durante toda esta sexta-feira, diligências foram tomadas para cumprir 25 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisões preventivas e sete prisões temporárias

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

2 de agosto de 2019 às 17:50

Há 3 meses
Mandados estão sendo realizados em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú (FOTO: Reprodução/Site Focus.jor)

Mandados estão sendo realizados em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú (FOTO: Reprodução/Site Focus.jor)

A Operação Rúbula, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), prendeu advogados e funcionários do Tribunal de Justiça do Ceará, suspeitos de esquema que beneficiava criminosos mediante pagamento de propina.

Durante toda esta sexta-feira (2), diligências foram tomadas para cumprir 25 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisões preventivas e sete prisões temporárias em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú.

O suposto esquema, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), consistia em garantir, mediante pagamento de propina a servidores, o sucesso das pretensões deduzidas em prol de seus clientes, como transferências de presos para unidades prisionais específicas, confecções de cartas de emprego e certidões públicas falsas, através da interveniência de funcionários da Justiça, favorecendo interesses de criminosos.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Rinaldo Janja, até o momento da coletiva, que mostrou os resultados da Operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra um servidor efetivo e dois terceirizados do Poder Judiciário, bem como cumpridos mandados de prisão contra um policial militar e oito advogados ligados ao grupo criminoso que atentava contra a administração judiciária.

O material apreendido está sendo analisado pelo Gaeco, e os investigados podem responder por corrupção passiva e ativa, tráfico de influência, falsidade documental e participação em organização criminosa.

O procurador-geral de Justiça, Plácido Barroso Rios, que também estavam em coletiva, ponderou que as investigações vêm sendo acompanhadas pelo Poder Judiciário, desde 2017.

“É importante destacar que o Gaeco e a Polícia Civil não vislumbraram a participação nem o envolvimento de magistrados, nem de membros do Ministério Público. Dentro da tramitação de processos, alguns servidores foram corrompidos e forneciam documentos falsos como forma de garantir a impunidade de pessoas ligadas a organizações criminosas”

Outro grupo criminoso foi também revelado com as investigações. Eles praticavam furtos mediante arrombamentos de caixas eletrônicos bancários e contavam igualmente com a participação de advogados, particulares e criminosos trazidos do Estado de Santa Catarina para atuar no Estado do Ceará.

Os mandados judiciais foram deferidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza e estão sendo cumpridos com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal do MPCE (Nuinc), do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (DTO), da Polícia Militar do Estado do Ceará e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Coint).