Ataques são um ato de desespero dos criminosos, avalia especialista em Segurança Pública

"ÚLTIMOS SUSPIROS"

Ataques são um ato de desespero dos criminosos, avalia especialista em Segurança Pública

Em comparação aos ataques de janeiro, o coronel Walmir Medeiros avalia que, no início do ano, foi uma tentativa de confrontar o Estado e, agora, um dos “últimos suspiros dos criminosos”

Por Vitória Barbosa em Segurança Pública

24 de setembro de 2019 às 19:09

Há 6 meses
Especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

O especialista em Segurança Pública, coronel Walmir Medeiros, comparou a atual onda de ataques criminosos no Ceará ao que aconteceu em janeiro e diz que, individualmente, as ações são muito parecidas, mas possuem razões diferentes. A informação foi concedida em entrevista ao Sistema Jangadeiro, nesta terça-feira (24).

“No início do ano, foi uma tentativa de confrontar o Estado e esta nova situação é uma tentativa de desespero”, avalia.

Walmir também pondera que a facção criminosa, autora dos recentes ataques, é diferente da que conduziu no início do ano, apesar das ações semelhantes. Ele acredita também que esses ataques sejam “um dos últimos suspiros, porque eles [criminosos] estão acuados; pois, hoje, sabem que o Estado tem o controle do sistema de segurança”.

O especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever e que acontecem por trocas telefônicas ou, até mesmo, uso de bilhete. Nesta terça-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará foi informada da prisão em flagrante de um advogado, acusado de tentar entrar na Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV), com bilhetes de membros de facções criminosas.

Sobre a fala do presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), Cláudio Justa, que diz que a motivação dos ataques é uma reação ao excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias, Walmir contesta e afirma que é exatamente o contrário. “Havia muita regalia, muita facilidade para entrada de celulares e como agora fizeram algo que deveria ser feito, eles reclamaram. Não tem excesso de rigor nenhum”.

Para o especialista, hoje, o Estado tem o controle do Sistema de Segurança e “se o Estado afrouxar agora, essas ações vão acontecer infinitamente”.

Ações a serem tomadas

Walmir defende que a Força Nacional deveria ser solicitada com urgência para o Ceará. “Para mim, já passou da hora, tinha que ter vindo no sábado ou domingo. Em janeiro se demorou muito e, agora, espera-se que não demore uma semana para haver esse reforço”, analisa.

Para o especialista, a transferência de 257 internos ligados à facção criminosa anunciada nesta terça-feira pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não é suficiente, mas é necessária e que existem outras medidas a serem tomadas, como “aperto” ainda maior nos presídios, aumento da inteligência da Polícia Civil e Polícia Militar e troca de informações entre o Sistema de Segurança.

Confira edição especial sobre a onda de ataques:

Acompanhe a cobertura dos ataques:

24/09 – Camilo Santana conversa com Ministro Sérgio Moro sobre reforço de tropas federais no Ceará

24/09 – Advogado é preso tentando entrar na CPPL com bilhetes de facções criminosas

24/09 – “O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado”, avalia presidente do Copen

24/9 – Governo transfere 257 presos de facção criminosa responsável por ataques no Ceará

24/9 – 6 carros são destruídos em ataque a concessionária da Av. Santos Dumont

24/9 – Nova onda de ataques no Ceará: Veja o número atualizado de ações criminosas

24/9 – 4 primeiros dias de ataques de setembro representam 21% das ocorrências de janeiro

24/9 – Micro-ônibus é incendiado por bandidos com motorista dentro; Funcionário escapa por pouco

24/9 – Frota de ônibus opera com 70% da capacidade em Fortaleza no 5º dia de ataques

24/9 – Nova onda de ataques no Ceará chega ao 5º dia, com mais incêndios criminosos 

23/9 – Ceará registra 17 ataques em quatro dias; 13 só em Fortaleza

23/9 – Polícia prende 7 suspeitos de ataques e outros 5 são identificados 

23/9 – “Clara reação dos bandidos ao forte enfrentamento ao crime organizado”, diz Camilo Santana sobre ataques 

23/9 – Ceará chega ao 4° dia de ataques, com mais veículos incendiados em Fortaleza

23/9 – Motorista que teve caminhão incendiado por bandidos foi salvo por vigilantes que gritaram “fogo”

23/9 – Bandidos fazem 4 ataques criminosos a veículos e posto de combustíveis no fim de semana

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"ÚLTIMOS SUSPIROS"

Ataques são um ato de desespero dos criminosos, avalia especialista em Segurança Pública

Em comparação aos ataques de janeiro, o coronel Walmir Medeiros avalia que, no início do ano, foi uma tentativa de confrontar o Estado e, agora, um dos “últimos suspiros dos criminosos”

Por Vitória Barbosa em Segurança Pública

24 de setembro de 2019 às 19:09

Há 6 meses
Especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

O especialista em Segurança Pública, coronel Walmir Medeiros, comparou a atual onda de ataques criminosos no Ceará ao que aconteceu em janeiro e diz que, individualmente, as ações são muito parecidas, mas possuem razões diferentes. A informação foi concedida em entrevista ao Sistema Jangadeiro, nesta terça-feira (24).

“No início do ano, foi uma tentativa de confrontar o Estado e esta nova situação é uma tentativa de desespero”, avalia.

Walmir também pondera que a facção criminosa, autora dos recentes ataques, é diferente da que conduziu no início do ano, apesar das ações semelhantes. Ele acredita também que esses ataques sejam “um dos últimos suspiros, porque eles [criminosos] estão acuados; pois, hoje, sabem que o Estado tem o controle do sistema de segurança”.

O especialista explica que os ataques são ações de terrorismo difíceis de prever e que acontecem por trocas telefônicas ou, até mesmo, uso de bilhete. Nesta terça-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará foi informada da prisão em flagrante de um advogado, acusado de tentar entrar na Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV), com bilhetes de membros de facções criminosas.

Sobre a fala do presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), Cláudio Justa, que diz que a motivação dos ataques é uma reação ao excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias, Walmir contesta e afirma que é exatamente o contrário. “Havia muita regalia, muita facilidade para entrada de celulares e como agora fizeram algo que deveria ser feito, eles reclamaram. Não tem excesso de rigor nenhum”.

Para o especialista, hoje, o Estado tem o controle do Sistema de Segurança e “se o Estado afrouxar agora, essas ações vão acontecer infinitamente”.

Ações a serem tomadas

Walmir defende que a Força Nacional deveria ser solicitada com urgência para o Ceará. “Para mim, já passou da hora, tinha que ter vindo no sábado ou domingo. Em janeiro se demorou muito e, agora, espera-se que não demore uma semana para haver esse reforço”, analisa.

Para o especialista, a transferência de 257 internos ligados à facção criminosa anunciada nesta terça-feira pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não é suficiente, mas é necessária e que existem outras medidas a serem tomadas, como “aperto” ainda maior nos presídios, aumento da inteligência da Polícia Civil e Polícia Militar e troca de informações entre o Sistema de Segurança.

Confira edição especial sobre a onda de ataques:

Acompanhe a cobertura dos ataques:

24/09 – Camilo Santana conversa com Ministro Sérgio Moro sobre reforço de tropas federais no Ceará

24/09 – Advogado é preso tentando entrar na CPPL com bilhetes de facções criminosas

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24/9 – 4 primeiros dias de ataques de setembro representam 21% das ocorrências de janeiro

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