CGD apura caso de coronel da PM acusado de estuprar criança de 11 anos junto com namorada

DECECA INVESTIGA

CGD apura caso de coronel da PM acusado de estuprar criança de 11 anos junto com namorada

Segundo o depoimento prestado pela criança há 6 meses, o casal praticava sexo na frente da menina e tocava a garota. Os atos obscenos também seriam acompanhados de filmes pornográficos exibidos na televisão

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

14 de novembro de 2019 às 12:38

Há 5 meses

Primeira audiência de instrução do processo está marcada para o próximo dia 23 de março (FOTO: Divulgação/CGD)

Um coronel da Polícia Militar do Ceará (PMCE) virou alvo de uma acusação grave. Jaime de Paula Pessoa Neto e a namorada dele, Lorena Bezerra de Melo, são apontados como responsáveis por estuprar uma criança de 11 anos, que convivia com eles. Uma audiência de instrução do processo está marcada para o próximo dia 23 de março.

Em nota, a Polícia Militar do Ceará informou que o processo acerca do caso está sob responsabilidade da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), que investiga o caso na esfera administrativa, por envolver um servidor público. No comunicado, a PM acrescenta ainda que o Coronel Jaime de Paula Pessoa Neto se encontra na reserva remunerada, portanto, não está exercendo funções na Instituição.

O caso está sendo investigado criminalmente pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), de acordo com informações divulgadas pelo jornal Diário do Nordeste. Segundo o veículo do Sistema Verdes Mares, os estupros teriam se iniciado quando a menina tinha 6 anos de idade. A criança só revelou os abusos à família depois de assistir a um vídeo na escola sobre o assunto.

Segundo o depoimento prestado pela criança há 6 meses, o casal praticava sexo na frente da menina e tocava a garota. Os atos obscenos também seriam acompanhados de filmes pornográficos exibidos na televisão. Além dos relatos da menina, a família percebeu tumores e manchas brancas nos órgãos genitais da criança.

A acusação destaca que o a garota era familiar de Lorena, a namorada do coronel. Segundo testemunhas, Jaime costumava presentear a menina e dar dinheiro para que a namorada comprasse outros produtos para a criança.

Exames realizados pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) no corpo da vítima não encontraram esperma e atestaram que a membrana himenal e o ânus da mesma estavam íntegros. Mesmo após os resultados, a Dececa indiciou Jaime Neto e Lorena de Melo em setembro deste ano.

Palavras da defesa

Em sua defesa, os réus negam a autoria dos crimes. Os advogados alegam que a mãe da vítima prestou depoimentos que trazem “versões incongruentes entre si e em clara contradição em relação àquelas aventadas pelas testemunhas”; enfatizam os resultados negativos de violência sexual demonstrados em laudos periciais; e pedem a rejeição da denúncia do MPCE, “já que inexiste lastro probatório mínimo a embasá-la” – o que não foi acatado.

Já os advogados Mateus Henrique Rodrigues Araújo e Wyllerson Matias Alves de Lima, defensores da universitária, também em resposta à acusação, garantem que “jamais houve qualquer tipo de conduta inadequada da requerente e da pessoa do oficial (…) muito menos qualquer odioso ato de abuso sexual”. Conforme a defesa, a criança “foi induzida pela mãe para inventar as malfadadas acusações”.

Investigação

Em nota, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) afirmou que determinou a instauração de investigação preliminar para a devida apuração do fato na seara administrativa e que esta já está em andamento. Segundo a CGD, as investigações possuem caráter reservado.

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CGD apura caso de coronel da PM acusado de estuprar criança de 11 anos junto com namorada

Segundo o depoimento prestado pela criança há 6 meses, o casal praticava sexo na frente da menina e tocava a garota. Os atos obscenos também seriam acompanhados de filmes pornográficos exibidos na televisão

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

14 de novembro de 2019 às 12:38

Há 5 meses

Primeira audiência de instrução do processo está marcada para o próximo dia 23 de março (FOTO: Divulgação/CGD)

Um coronel da Polícia Militar do Ceará (PMCE) virou alvo de uma acusação grave. Jaime de Paula Pessoa Neto e a namorada dele, Lorena Bezerra de Melo, são apontados como responsáveis por estuprar uma criança de 11 anos, que convivia com eles. Uma audiência de instrução do processo está marcada para o próximo dia 23 de março.

Em nota, a Polícia Militar do Ceará informou que o processo acerca do caso está sob responsabilidade da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), que investiga o caso na esfera administrativa, por envolver um servidor público. No comunicado, a PM acrescenta ainda que o Coronel Jaime de Paula Pessoa Neto se encontra na reserva remunerada, portanto, não está exercendo funções na Instituição.

O caso está sendo investigado criminalmente pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), de acordo com informações divulgadas pelo jornal Diário do Nordeste. Segundo o veículo do Sistema Verdes Mares, os estupros teriam se iniciado quando a menina tinha 6 anos de idade. A criança só revelou os abusos à família depois de assistir a um vídeo na escola sobre o assunto.

Segundo o depoimento prestado pela criança há 6 meses, o casal praticava sexo na frente da menina e tocava a garota. Os atos obscenos também seriam acompanhados de filmes pornográficos exibidos na televisão. Além dos relatos da menina, a família percebeu tumores e manchas brancas nos órgãos genitais da criança.

A acusação destaca que o a garota era familiar de Lorena, a namorada do coronel. Segundo testemunhas, Jaime costumava presentear a menina e dar dinheiro para que a namorada comprasse outros produtos para a criança.

Exames realizados pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) no corpo da vítima não encontraram esperma e atestaram que a membrana himenal e o ânus da mesma estavam íntegros. Mesmo após os resultados, a Dececa indiciou Jaime Neto e Lorena de Melo em setembro deste ano.

Palavras da defesa

Em sua defesa, os réus negam a autoria dos crimes. Os advogados alegam que a mãe da vítima prestou depoimentos que trazem “versões incongruentes entre si e em clara contradição em relação àquelas aventadas pelas testemunhas”; enfatizam os resultados negativos de violência sexual demonstrados em laudos periciais; e pedem a rejeição da denúncia do MPCE, “já que inexiste lastro probatório mínimo a embasá-la” – o que não foi acatado.

Já os advogados Mateus Henrique Rodrigues Araújo e Wyllerson Matias Alves de Lima, defensores da universitária, também em resposta à acusação, garantem que “jamais houve qualquer tipo de conduta inadequada da requerente e da pessoa do oficial (…) muito menos qualquer odioso ato de abuso sexual”. Conforme a defesa, a criança “foi induzida pela mãe para inventar as malfadadas acusações”.

Investigação

Em nota, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) afirmou que determinou a instauração de investigação preliminar para a devida apuração do fato na seara administrativa e que esta já está em andamento. Segundo a CGD, as investigações possuem caráter reservado.