Chacina do Benfica: réus são condenados a 189 e 170 anos de prisão

JULGAMENTO

Chacina do Benfica: réus são condenados a 189 e 170 anos de prisão

A audiência ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua e durou mais de 13 horas. 5 testemunhas foram dispensadas, antecipando a divulgação das sentenças

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

7 de novembro de 2019 às 08:43

Há 5 dias

A Chacina do Benfica deixou 7 mortos e 3 feridos (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Três pessoas acusadas de participar da Chacina do Benfica foram julgadas nesta quarta-feira (6). A audiência ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua e durou mais de 13 horas. Dois dos réus receberam penas de 189 e 170 anos de prisão. Um terceiro réu foi inocentado das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. A tragédia ocorreu em 9 de março de 2018, deixando sete mortos e três feridos.

A maior pena foi dada para a Douglas Matias da Silva, que, inicialmente, deverá cumprir 189 anos, 4 meses e 12 dias em regime fechado, além de multa a ser calculada no mínimo legal. Ele responde por homicídio triplamente qualificado de cinco pessoas, homicídio duplamente qualificado de duas pessoas e tentativa de homicídio triplamente qualificado de três pessoas.

Sentenciado pelos mesmos crimes de Douglas, o segundo condenado foi Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes. Ele cumprirá 170 anos e 8 meses de prisão, além de pagamento de multa. Tanto ele quanto Matias também foram condenados pelo júri popular por corrupção de menor e participação em organização criminosa.

Já Francisco Elisson Chaves de Souza foi inocentado das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Segundo o promotor Franke José Soares Rosa, Elisson não estava em Fortaleza no momento da chacina. No entanto, o réu deverá cumprir 4 anos e 10 meses de prisão, além de pagamento de multa, já que tem ligação com a organização criminosa envolvida na tragédia.

A sessão foi presidida pela juíza Valência Maria Alves de Sousa Aquino, titular da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A audiência estava prevista para ser dividida em duas partes, durante dois dias, mas a decisão foi adiantada para a noite de quarta-feira. Das oito testemunhas anunciadas anteriormente pela Justiça, cinco foram dispensadas e somente uma das três vítimas sobreviventes precisou ser ouvida.

Entenda o caso

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da capital na noite do dia 9 de março de 2018. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada e estavam retornando de um estabelecimento comercial onde teriam comprado bebida alcoólica.

As vítimas na Praça da Gentilândia foram identificadas como José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior (33), com passagens na Polícia por roubo e posse de drogas; Antônio Igor Moreira e Silva (26), com passagem por posse de droga: e Joaquim Vieira de Lucena Neto (21), sem antecedentes.

Na Vila Demétrio, foi morto Carlos Victor Meneses Barros (23), sem antecedentes. Na Rua Joaquim Magalhães, a vítima foi Pedro Braga Barroso Neto (22), com duas passagens por roubo e uma por associação criminosa.

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Duas pessoas não resistiram aos ferimentos e morrerem na unidade hospitalar. As vítimas foram identificadas como Emilson Bandeira de Melo Júnior (27) e Adenilton da Silva Ferreira (24), ambos sem antecedentes criminais.

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Chacina do Benfica: réus são condenados a 189 e 170 anos de prisão

A audiência ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua e durou mais de 13 horas. 5 testemunhas foram dispensadas, antecipando a divulgação das sentenças

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

7 de novembro de 2019 às 08:43

Há 5 dias

A Chacina do Benfica deixou 7 mortos e 3 feridos (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Três pessoas acusadas de participar da Chacina do Benfica foram julgadas nesta quarta-feira (6). A audiência ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua e durou mais de 13 horas. Dois dos réus receberam penas de 189 e 170 anos de prisão. Um terceiro réu foi inocentado das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. A tragédia ocorreu em 9 de março de 2018, deixando sete mortos e três feridos.

A maior pena foi dada para a Douglas Matias da Silva, que, inicialmente, deverá cumprir 189 anos, 4 meses e 12 dias em regime fechado, além de multa a ser calculada no mínimo legal. Ele responde por homicídio triplamente qualificado de cinco pessoas, homicídio duplamente qualificado de duas pessoas e tentativa de homicídio triplamente qualificado de três pessoas.

Sentenciado pelos mesmos crimes de Douglas, o segundo condenado foi Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes. Ele cumprirá 170 anos e 8 meses de prisão, além de pagamento de multa. Tanto ele quanto Matias também foram condenados pelo júri popular por corrupção de menor e participação em organização criminosa.

Já Francisco Elisson Chaves de Souza foi inocentado das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Segundo o promotor Franke José Soares Rosa, Elisson não estava em Fortaleza no momento da chacina. No entanto, o réu deverá cumprir 4 anos e 10 meses de prisão, além de pagamento de multa, já que tem ligação com a organização criminosa envolvida na tragédia.

A sessão foi presidida pela juíza Valência Maria Alves de Sousa Aquino, titular da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A audiência estava prevista para ser dividida em duas partes, durante dois dias, mas a decisão foi adiantada para a noite de quarta-feira. Das oito testemunhas anunciadas anteriormente pela Justiça, cinco foram dispensadas e somente uma das três vítimas sobreviventes precisou ser ouvida.

Entenda o caso

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da capital na noite do dia 9 de março de 2018. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada e estavam retornando de um estabelecimento comercial onde teriam comprado bebida alcoólica.

As vítimas na Praça da Gentilândia foram identificadas como José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior (33), com passagens na Polícia por roubo e posse de drogas; Antônio Igor Moreira e Silva (26), com passagem por posse de droga: e Joaquim Vieira de Lucena Neto (21), sem antecedentes.

Na Vila Demétrio, foi morto Carlos Victor Meneses Barros (23), sem antecedentes. Na Rua Joaquim Magalhães, a vítima foi Pedro Braga Barroso Neto (22), com duas passagens por roubo e uma por associação criminosa.

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Duas pessoas não resistiram aos ferimentos e morrerem na unidade hospitalar. As vítimas foram identificadas como Emilson Bandeira de Melo Júnior (27) e Adenilton da Silva Ferreira (24), ambos sem antecedentes criminais.