Choro teria sido motivo para casal espancar menina até a morte, diz polícia

CASO MARIA ESTHER

Choro teria sido motivo para casal espancar menina até a morte, diz polícia

Segundo investigação, mãe e padrasto forjaram o sequestro da criança nesta terça-feira. Na manhã desta quarta, o corpo da criança foi encontrado em matagal

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

21 de agosto de 2019 às 19:09

Há 3 meses
Segundo investigação, casal ainda banhou a criança, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal (FOTO: Divulgação)

Segundo investigação, casal ainda banhou a criança, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal (FOTO: Divulgação)

Um choro durante a madrugada teria sido o motivo para mãe e padrasto matarem Maria Esther Farias Campelo, de 1 ano e 10 meses, segundo informações da polícia. Na tarde desta terça-feira (20), o casal forjou o desaparecimento da criança. No final da manhã desta quarta-feira (21), a menina foi encontrada morta em um matagal.

As informações foram concedidas durante entrevista coletiva no 29º Distrito Policial, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde desta quarta-feira (21).

Segundo o delegado titular do 29° DP, Daniel Coelho, a mãe e o padrasto relataram que Maria Esther começou a chorar durante a madrugada. Franciel reclamou do choro, e a mãe começou a agredir a criança, que continuava chorando. “Quanto mais batiam, mais ela chorava. E mais batiam. Então, resolveram: ‘vamos bater até ela parar’. E parou quando ela faleceu”.

O padrasto teria ajudado a mãe a bater na menina, e a jogou no chão. “Quando ela percebeu que a criança estava desfalecida, com tantas pancadas, ele também, para não deixá-la só como única autora, pegou a criança e a jogou no chão”, explica o delegado.

Conforme a equipe do Barra Pesada apurou, depois de ter cometido o homicídio, o casal ainda banhou a criança, a vestiu, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal, próximo à Estrada dos Macacos, em Pacatuba.

No final da manhã, o corpo da criança, ainda envolto em um lençol, foi encontrado pelos policiais. Mãe e padrasto foram presos em flagrante após a operação.

Entenda o caso

Na tarde desta terça-feira (20), o casal registrou um Boletim de Ocorrências, afirmando que Maria Esther teria sido raptado por um casal que estava em um carro preto, modelo Fox, enquanto a família estava passando de bicicleta pela Estrada dos Macacos, no bairro Pajuçara, entre os municípios de Pacatuba e Maracanaú.

Após os policiais ouvirem familiares e vizinhos e analisarem câmeras de monitoramento, Ana Cristina e Franciel se tornaram suspeitos. Nas imagens de câmeras por onde o casal passou de bicicleta, os agentes perceberam que a criança, carregada nos braços da mãe, estava imóvel. A suspeita de que a menina estava sendo carregada morta então surgiu.

Motivo

Para o delegado, o crime não foi premeditado, mas o casal não parecia ter interesse em criar a menina. “Não podemos garantir que houve uma premeditação. O que podemos dizer é que essa criança era rejeitada no âmbito familiar”.

O delegado disse, ainda, que Ana Cristina não queria desagradar seu atual companheiro com uma criança de outro relacionamento. Ela também estaria grávida de três meses. Além disso, Maria Esther era epiléptica e carecia de mais cuidado e atenção.

Após a investigação, o casal foi preso, autuado por homicídio qualificado e levado para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza.

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CASO MARIA ESTHER

Choro teria sido motivo para casal espancar menina até a morte, diz polícia

Segundo investigação, mãe e padrasto forjaram o sequestro da criança nesta terça-feira. Na manhã desta quarta, o corpo da criança foi encontrado em matagal

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

21 de agosto de 2019 às 19:09

Há 3 meses
Segundo investigação, casal ainda banhou a criança, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal (FOTO: Divulgação)

Segundo investigação, casal ainda banhou a criança, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal (FOTO: Divulgação)

Um choro durante a madrugada teria sido o motivo para mãe e padrasto matarem Maria Esther Farias Campelo, de 1 ano e 10 meses, segundo informações da polícia. Na tarde desta terça-feira (20), o casal forjou o desaparecimento da criança. No final da manhã desta quarta-feira (21), a menina foi encontrada morta em um matagal.

As informações foram concedidas durante entrevista coletiva no 29º Distrito Policial, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde desta quarta-feira (21).

Segundo o delegado titular do 29° DP, Daniel Coelho, a mãe e o padrasto relataram que Maria Esther começou a chorar durante a madrugada. Franciel reclamou do choro, e a mãe começou a agredir a criança, que continuava chorando. “Quanto mais batiam, mais ela chorava. E mais batiam. Então, resolveram: ‘vamos bater até ela parar’. E parou quando ela faleceu”.

O padrasto teria ajudado a mãe a bater na menina, e a jogou no chão. “Quando ela percebeu que a criança estava desfalecida, com tantas pancadas, ele também, para não deixá-la só como única autora, pegou a criança e a jogou no chão”, explica o delegado.

Conforme a equipe do Barra Pesada apurou, depois de ter cometido o homicídio, o casal ainda banhou a criança, a vestiu, enrolou em um lençol e levou de bicicleta até um matagal, próximo à Estrada dos Macacos, em Pacatuba.

No final da manhã, o corpo da criança, ainda envolto em um lençol, foi encontrado pelos policiais. Mãe e padrasto foram presos em flagrante após a operação.

Entenda o caso

Na tarde desta terça-feira (20), o casal registrou um Boletim de Ocorrências, afirmando que Maria Esther teria sido raptado por um casal que estava em um carro preto, modelo Fox, enquanto a família estava passando de bicicleta pela Estrada dos Macacos, no bairro Pajuçara, entre os municípios de Pacatuba e Maracanaú.

Após os policiais ouvirem familiares e vizinhos e analisarem câmeras de monitoramento, Ana Cristina e Franciel se tornaram suspeitos. Nas imagens de câmeras por onde o casal passou de bicicleta, os agentes perceberam que a criança, carregada nos braços da mãe, estava imóvel. A suspeita de que a menina estava sendo carregada morta então surgiu.

Motivo

Para o delegado, o crime não foi premeditado, mas o casal não parecia ter interesse em criar a menina. “Não podemos garantir que houve uma premeditação. O que podemos dizer é que essa criança era rejeitada no âmbito familiar”.

O delegado disse, ainda, que Ana Cristina não queria desagradar seu atual companheiro com uma criança de outro relacionamento. Ela também estaria grávida de três meses. Além disso, Maria Esther era epiléptica e carecia de mais cuidado e atenção.

Após a investigação, o casal foi preso, autuado por homicídio qualificado e levado para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza.