Delegado quer explicações do Cuca sobre caso de assédio sexual registrado na instituição


Delegado quer explicações do Cuca sobre caso de assédio sexual registrado na instituição

A presidente da Rede Cuca será intimada a depor sobre o vínculo do suposto diretor de cinema Raphael Fyah, acusado de assédio sexual, com a instituição

Por Renata Monte em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2015 às 16:25

Há 5 anos
Caso Fyah foi revelado com exclusividade pelo Tribuna do Ceará

O caso de abuso sexual aconteceu no camarim do Cuca Barra (FOTO: Rubêns Venâncio)

Passado o Carnaval, o delegado do 33º Distrito Policial, Sidney Furtado, que acompanha o caso de assédio sexual em teste de elenco para filme a ser gravado em Fortaleza, começou as investigações. Na tarde desta quinta-feira (19), ele ouviu mais uma vez as atrizes e tomou o testemunho da universitária que chegou a fazer o teste. A partir da próxima semana, outras pessoas serão chamadas para depor, incluindo funcionários do Cuca Barra, local onde ocorreu o crime.

Sidney vai ouvir o testemunho das outras atrizes que foram convidadas a fazer o teste para o filme Barra do Ceará, do suposto diretor de cinema Raphael Fyah. O delegado informou que o processo deve seguir em sigilo até o final das investigações. “A vítima já foi ouvida e vou continuar a ouvir outras testemunhas na próxima semana, mas a investigação deve ser sigilosa”, adianta.

Segundo o delegado, a presidente da Rede Cuca, Lara Vieira, também será intimada a depor e prestar esclarecimentos sobre o envolvimento de Raphael com a instituição mantida pela Prefeitura de Fortaleza, bem como o porquê da facilidade com que foi cedido o camarim do Cuca para a realização do teste. Depois que todas as testemunhas forem ouvidas, Raphael será chamado.

Em nota enviada ao Tribuna do Ceará, a direção da Rede Cuca informa que, logo que as atrizes denunciaram o caso, Lara Vieira procurou o delegado espontaneamente para colaborar com a polícia no que for necessário. Na ocasião, ressalta, o delegado recebeu uma cópia do processo administrativo que a instituição abriu para investigar a denúncia. “É do interesse da Rede Cuca que o caso seja devidamente apurado e que a instituição e as jovens sejam preservadas”, indica.

Novo BO

Um novo Boletim de Ocorrência será feito pela atriz que chegou a fazer o teste, na Delegacia da Mulher, com mais detalhes sobre o caso. Além do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, a comissão de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Ceará também acompanhará o inquérito.

O crime deve ser configurado no artigo 215 do Código Penal, como atentado ao pudor mediante fraude, já que Raphael Fyah se utilizou do nome do instituto Cuca, de diretores e artistas cearenses, de uma estudante de Cinema e de um salário de R$ 3.000. Se Raphael for condenado por isso, a pena é de reclusão por dois anos e seis meses.

Relembre as matérias sobre o caso:

12 de fevereiro – Alunas de teatro denunciam assédio sexual em teste para suposto filme em Fortaleza

12 de fevereiro – Diretor de cinema muda versão e admite que realizou teste com atriz para filme

13 de fevereiro – Veja como seriam as cenas de sexo e estupro de teste de atrizes para suposto filme em Fortaleza

13 de fevereiro – Polícia instaura inquérito para investigar suposto diretor de cinema denunciado por atrizes

14 de fevereiro – Aluna de cinema teve nome usado para convencer atrizes a fazer teste de cenas de sexo

14 de fevereiro – Diretores de cinema citados por suspeito de assédio sexual em teste de atrizes repudiam caso

15 de fevereiro – Atores não precisam tirar a roupa em teste para filme, orienta premiado cineasta

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Delegado quer explicações do Cuca sobre caso de assédio sexual registrado na instituição

A presidente da Rede Cuca será intimada a depor sobre o vínculo do suposto diretor de cinema Raphael Fyah, acusado de assédio sexual, com a instituição

Por Renata Monte em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2015 às 16:25

Há 5 anos
Caso Fyah foi revelado com exclusividade pelo Tribuna do Ceará

O caso de abuso sexual aconteceu no camarim do Cuca Barra (FOTO: Rubêns Venâncio)

Passado o Carnaval, o delegado do 33º Distrito Policial, Sidney Furtado, que acompanha o caso de assédio sexual em teste de elenco para filme a ser gravado em Fortaleza, começou as investigações. Na tarde desta quinta-feira (19), ele ouviu mais uma vez as atrizes e tomou o testemunho da universitária que chegou a fazer o teste. A partir da próxima semana, outras pessoas serão chamadas para depor, incluindo funcionários do Cuca Barra, local onde ocorreu o crime.

Sidney vai ouvir o testemunho das outras atrizes que foram convidadas a fazer o teste para o filme Barra do Ceará, do suposto diretor de cinema Raphael Fyah. O delegado informou que o processo deve seguir em sigilo até o final das investigações. “A vítima já foi ouvida e vou continuar a ouvir outras testemunhas na próxima semana, mas a investigação deve ser sigilosa”, adianta.

Segundo o delegado, a presidente da Rede Cuca, Lara Vieira, também será intimada a depor e prestar esclarecimentos sobre o envolvimento de Raphael com a instituição mantida pela Prefeitura de Fortaleza, bem como o porquê da facilidade com que foi cedido o camarim do Cuca para a realização do teste. Depois que todas as testemunhas forem ouvidas, Raphael será chamado.

Em nota enviada ao Tribuna do Ceará, a direção da Rede Cuca informa que, logo que as atrizes denunciaram o caso, Lara Vieira procurou o delegado espontaneamente para colaborar com a polícia no que for necessário. Na ocasião, ressalta, o delegado recebeu uma cópia do processo administrativo que a instituição abriu para investigar a denúncia. “É do interesse da Rede Cuca que o caso seja devidamente apurado e que a instituição e as jovens sejam preservadas”, indica.

Novo BO

Um novo Boletim de Ocorrência será feito pela atriz que chegou a fazer o teste, na Delegacia da Mulher, com mais detalhes sobre o caso. Além do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, a comissão de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Ceará também acompanhará o inquérito.

O crime deve ser configurado no artigo 215 do Código Penal, como atentado ao pudor mediante fraude, já que Raphael Fyah se utilizou do nome do instituto Cuca, de diretores e artistas cearenses, de uma estudante de Cinema e de um salário de R$ 3.000. Se Raphael for condenado por isso, a pena é de reclusão por dois anos e seis meses.

Relembre as matérias sobre o caso:

12 de fevereiro – Alunas de teatro denunciam assédio sexual em teste para suposto filme em Fortaleza

12 de fevereiro – Diretor de cinema muda versão e admite que realizou teste com atriz para filme

13 de fevereiro – Veja como seriam as cenas de sexo e estupro de teste de atrizes para suposto filme em Fortaleza

13 de fevereiro – Polícia instaura inquérito para investigar suposto diretor de cinema denunciado por atrizes

14 de fevereiro – Aluna de cinema teve nome usado para convencer atrizes a fazer teste de cenas de sexo

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