Familiares de policiais farão protestos por 5 dias após seguidas mortes na categoria

24 MORTOS EM 2016

Familiares de policiais farão protestos por 5 dias após seguidas mortes na categoria

As ações em defesa dos policiais acontecerão em avenidas de grande circulação para atingir mais pessoas

Por Rosana Romão em Segurança Pública

14 de novembro de 2016 às 11:30

Há 3 anos
Somente em 2016, foram assassinados pelo menos 24 policiais no Ceará (FOTO: Arquivo/TV Jangadeiro)

Somente em 2016, foram assassinados pelo menos 24 policiais no Ceará (FOTO: Arquivo/TV Jangadeiro)

Já chega ao número 24 a quantidade de policiais mortos em 2016. Em apenas uma semana, três policiais foram assassinados. A categoria não aceita essa situação e o próprio comando da Polícia Militar declarou que não se deixará abater por mortes em sequência. Em solidariedade à causa, parentes de policiais realizarão uma manifestação durante cinco dias consecutivos em Fortaleza.

As ações terão início nesta quinta-feira (17), sempre no horário de 17h às 20h, nos cruzamentos mais movimentados da cidade. O objetivo é fazer um clamor e sensibilizar à população sobre a violência que tem atingido os profissionais de segurança pública. Apesar de haver a presença de esposas e familiares de policiais, o movimento afirma que é composto pela sociedade civil e não tem uma liderança.

“Somos voluntários e estamos convocando todos, para que se mobilizem, se os próprios policiais quiserem participar também serão bem-vindos. Não podemos aceitar, que mesmo estando de farda e na função de proteger a população, policiais sejam assassinados”, declara a manifestante Lílian Queiroz. O grupo pretende levar cartazes com mensagens pedindo segurança e paz.

Uma das ações acontecerá nesta sexta-feira (18), no Fórum Clóvis Beviláqua em solidariedade aos 44 policiais que foram indiciados e estão presos por envolvimento na Chacina do Curió. “Eles não foram condenados e continuam presos”, reclama Lílian Queiroz.

O vice-presidente da Associação dos Profissionais de Segurança, Soldado Noélio, informa que reconhece o movimento, mas que não é de responsabilidade da associação. “A gente apoia mas não estamos organizando. O que queremos mesmo é reunir a categoria para tratar do assunto de forma mais estratégica”, diz. 

Mortes no fim de semana

O policial reformado Carlos Alberto Ribeiro Gomes foi baleado na cabeça, nesta sexta-feira (11). O crime aconteceu no Bairro Parque Leblon, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com informações da polícia, a vítima foi baleada e apedrejada na cabeça. O corpo do policial foi encontrado dentro do carro.

O soldado Gilmar Almeida de Queiroz foi baleado na frente de casa na noite deste sábado (12).

O crime aconteceu no município de Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza. Ele chegou à residência à paisana e chamou a esposa para abrir o portão, no momento em que foi surpreendido por dois homens. Os envolvidos efetuaram disparos contra o policial, que foi atingido por tiros no ombro, na perna e nas costas. Foi levado ao hospital mas não resistiu.

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24 MORTOS EM 2016

Familiares de policiais farão protestos por 5 dias após seguidas mortes na categoria

As ações em defesa dos policiais acontecerão em avenidas de grande circulação para atingir mais pessoas

Por Rosana Romão em Segurança Pública

14 de novembro de 2016 às 11:30

Há 3 anos
Somente em 2016, foram assassinados pelo menos 24 policiais no Ceará (FOTO: Arquivo/TV Jangadeiro)

Somente em 2016, foram assassinados pelo menos 24 policiais no Ceará (FOTO: Arquivo/TV Jangadeiro)

Já chega ao número 24 a quantidade de policiais mortos em 2016. Em apenas uma semana, três policiais foram assassinados. A categoria não aceita essa situação e o próprio comando da Polícia Militar declarou que não se deixará abater por mortes em sequência. Em solidariedade à causa, parentes de policiais realizarão uma manifestação durante cinco dias consecutivos em Fortaleza.

As ações terão início nesta quinta-feira (17), sempre no horário de 17h às 20h, nos cruzamentos mais movimentados da cidade. O objetivo é fazer um clamor e sensibilizar à população sobre a violência que tem atingido os profissionais de segurança pública. Apesar de haver a presença de esposas e familiares de policiais, o movimento afirma que é composto pela sociedade civil e não tem uma liderança.

“Somos voluntários e estamos convocando todos, para que se mobilizem, se os próprios policiais quiserem participar também serão bem-vindos. Não podemos aceitar, que mesmo estando de farda e na função de proteger a população, policiais sejam assassinados”, declara a manifestante Lílian Queiroz. O grupo pretende levar cartazes com mensagens pedindo segurança e paz.

Uma das ações acontecerá nesta sexta-feira (18), no Fórum Clóvis Beviláqua em solidariedade aos 44 policiais que foram indiciados e estão presos por envolvimento na Chacina do Curió. “Eles não foram condenados e continuam presos”, reclama Lílian Queiroz.

O vice-presidente da Associação dos Profissionais de Segurança, Soldado Noélio, informa que reconhece o movimento, mas que não é de responsabilidade da associação. “A gente apoia mas não estamos organizando. O que queremos mesmo é reunir a categoria para tratar do assunto de forma mais estratégica”, diz. 

Mortes no fim de semana

O policial reformado Carlos Alberto Ribeiro Gomes foi baleado na cabeça, nesta sexta-feira (11). O crime aconteceu no Bairro Parque Leblon, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com informações da polícia, a vítima foi baleada e apedrejada na cabeça. O corpo do policial foi encontrado dentro do carro.

O soldado Gilmar Almeida de Queiroz foi baleado na frente de casa na noite deste sábado (12).

O crime aconteceu no município de Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza. Ele chegou à residência à paisana e chamou a esposa para abrir o portão, no momento em que foi surpreendido por dois homens. Os envolvidos efetuaram disparos contra o policial, que foi atingido por tiros no ombro, na perna e nas costas. Foi levado ao hospital mas não resistiu.