Frota de ônibus de Fortaleza é reduzida a 30% nesta sexta, por segurança contra ataques

18 ÔNIBUS ATACADOS

Frota de ônibus de Fortaleza é reduzida a 30% nesta sexta, por segurança contra ataques

Com os 17 ônibus atacados nesta semana, o Sindionibus calcula que 119 veículos foram avariados desde 2014 no Ceará, cada um custando a partir de R$ 450 mil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

4 de janeiro de 2019 às 11:50

Há 10 meses
Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Após o terceiro dia de terror com ataques criminosos por todo o Ceará, moradores de Fortaleza têm sofrido consequências diretas: nesta sexta-feira (4), apenas 30% da frota de ônibus tem circulado pela cidade. Ao todo, 18 veículos foram incendiados totalmente, parcialmente ou sofreram alguma tentativa.

De acordo com estatísticas do Sindionibus, desde 2014, quando transportes coletivos passaram a sofrer esse tipo de ação, já foram 119 atacados.

Segundo o presidente do Sindionibus, Dimas Barreira, em entrevista à TV Jangadeiro/SBT, há um plano de contingência preparado. Nele, todas as linhas são extintas e outras especiais são criadas, mas tudo depende da disponibilidade de viaturas da polícia, que escolta os veículos.

“Todas as linhas são extintas no plano de contingência e substituídas por rotas inteligentes que procuram o máximo possível cobrir as linhas que foram retiradas. Pelo limitador da quantidade de segurança, não tem como atender todas. A gente precisa preservar a vida dos passageiros, funcionários, e é importante pensar a longo prazo, porque não é só questão financeira. Se a gente permite que uma quantidade maior seja queimada, dificulta a reposição da frota a longo prazo”, explicou.

O presidente reconhece que o serviço é precário pois a rota é reduzida, escoltada, e tudo isso colabora para que o tempo de espera aumente. Dimas ainda diz que a polícia, no entanto, tem atendido dentro das possibilidades as solicitações do Sindionibus.

De acordo com ele, em três dias nessa onda de crimes foram 18 ataques a ônibus, sendo 7 totalmente destruídos, outros parciais e tentativas.

“Temos atualmente 30% da frota disponível. Ela está nos terminais, ela é um pouco mais já do que a polícia consegue dar segurança. Nossa frota está toda disponível desde que haja possibilidade de viatura. A gente está pronto para atender”, revelou Dimas.

Desde 2014 quando os ataques a ônibus começaram a ser mais frequentes, o Sindionibus passou a fazer uma estatística do crime. Ao todo, foram 119 ônibus atacados até a manhã desta quinta-feira, 4 de janeiro de 2019. O modelo mais comum, que representa 50% da frota, chega a custar R$ 450 mil.

Dimas Barreira explica ainda que as rotas dos ônibus são planejadas em parceria com o serviço de inteligência da polícia para evitar áreas de maior perigo.

“A nossa operação é toda feita em conjunto com a polícia. Então, a inteligência da polícia está atuando, na medida dos detalhes que posso revelar, até por questão de segurança, isso é contemplado. A inteligência da polícia nos ajuda a fazer essas rotas da maneira que ela possa atender os interesses de transporte minimamente, buscando mais segurança possível”, concluiu.

Confira a cobertura sobre o caso:

4/1 – Concessionária de Fortaleza tem 6 carros incendiados em onda de ataques de facções

4/1 – Viaduto de Caucaia que sofreu explosão recebe operação para evitar desabamento

4/1 – Força Nacional deve chegar ao Ceará até este sábado, com 300 agentes e 30 carros

4/1 – Ceará atinge 3º dia de onda de terror com ataques a ônibus e prédios públicos e privados

4/1 – “Declaração do secretário sobre mudanças em presídios instigou ataques”, avalia especialista

3/1 – Viaduto que corre risco de desabar após ataque criminoso passa por operação emergencial

3/1 – Casal de idosos e motorista ficam feridos após ataque a ônibus 

3/1 – Camilo Santana pede apoio da Força Nacional e do Exército após ataques no Ceará 

3/1 – “Pensei que era um meteoro”, diz moradora após explosão em viaduto de Caucaia

3/1 – Secretário opta por não comentar ataques registrados um dia após anunciar mudanças em presídios 

3/1 – Polícia prende 9 suspeitos de envolvimento na onda de ataques na Grande Fortaleza

3/1 – Cartas espalhadas em viaduto atacado ameaçam Governo por mudanças no sistema prisional 

3/1 – Ônibus de Fortaleza vão circular normalmente mesmo após ataques, garante Sindionibus

3/1 – General Theophilo oferece intervenção federal após ataques no Ceará: “Está na mão do governador”

3/1 – Grande Fortaleza sofre onda de ataques um dia após secretário anunciar fim da divisão de facções em presídios

2/1 – “Haverá matança, se juntar detentos de facções diferentes no mesmo presídio”, alerta Copen

2/1 – Novo secretário promete fim da divisão de presídios por facções no Ceará

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18 ÔNIBUS ATACADOS

Frota de ônibus de Fortaleza é reduzida a 30% nesta sexta, por segurança contra ataques

Com os 17 ônibus atacados nesta semana, o Sindionibus calcula que 119 veículos foram avariados desde 2014 no Ceará, cada um custando a partir de R$ 450 mil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

4 de janeiro de 2019 às 11:50

Há 10 meses
Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Após o terceiro dia de terror com ataques criminosos por todo o Ceará, moradores de Fortaleza têm sofrido consequências diretas: nesta sexta-feira (4), apenas 30% da frota de ônibus tem circulado pela cidade. Ao todo, 18 veículos foram incendiados totalmente, parcialmente ou sofreram alguma tentativa.

De acordo com estatísticas do Sindionibus, desde 2014, quando transportes coletivos passaram a sofrer esse tipo de ação, já foram 119 atacados.

Segundo o presidente do Sindionibus, Dimas Barreira, em entrevista à TV Jangadeiro/SBT, há um plano de contingência preparado. Nele, todas as linhas são extintas e outras especiais são criadas, mas tudo depende da disponibilidade de viaturas da polícia, que escolta os veículos.

“Todas as linhas são extintas no plano de contingência e substituídas por rotas inteligentes que procuram o máximo possível cobrir as linhas que foram retiradas. Pelo limitador da quantidade de segurança, não tem como atender todas. A gente precisa preservar a vida dos passageiros, funcionários, e é importante pensar a longo prazo, porque não é só questão financeira. Se a gente permite que uma quantidade maior seja queimada, dificulta a reposição da frota a longo prazo”, explicou.

O presidente reconhece que o serviço é precário pois a rota é reduzida, escoltada, e tudo isso colabora para que o tempo de espera aumente. Dimas ainda diz que a polícia, no entanto, tem atendido dentro das possibilidades as solicitações do Sindionibus.

De acordo com ele, em três dias nessa onda de crimes foram 18 ataques a ônibus, sendo 7 totalmente destruídos, outros parciais e tentativas.

“Temos atualmente 30% da frota disponível. Ela está nos terminais, ela é um pouco mais já do que a polícia consegue dar segurança. Nossa frota está toda disponível desde que haja possibilidade de viatura. A gente está pronto para atender”, revelou Dimas.

Desde 2014 quando os ataques a ônibus começaram a ser mais frequentes, o Sindionibus passou a fazer uma estatística do crime. Ao todo, foram 119 ônibus atacados até a manhã desta quinta-feira, 4 de janeiro de 2019. O modelo mais comum, que representa 50% da frota, chega a custar R$ 450 mil.

Dimas Barreira explica ainda que as rotas dos ônibus são planejadas em parceria com o serviço de inteligência da polícia para evitar áreas de maior perigo.

“A nossa operação é toda feita em conjunto com a polícia. Então, a inteligência da polícia está atuando, na medida dos detalhes que posso revelar, até por questão de segurança, isso é contemplado. A inteligência da polícia nos ajuda a fazer essas rotas da maneira que ela possa atender os interesses de transporte minimamente, buscando mais segurança possível”, concluiu.

Confira a cobertura sobre o caso:

4/1 – Concessionária de Fortaleza tem 6 carros incendiados em onda de ataques de facções

4/1 – Viaduto de Caucaia que sofreu explosão recebe operação para evitar desabamento

4/1 – Força Nacional deve chegar ao Ceará até este sábado, com 300 agentes e 30 carros

4/1 – Ceará atinge 3º dia de onda de terror com ataques a ônibus e prédios públicos e privados

4/1 – “Declaração do secretário sobre mudanças em presídios instigou ataques”, avalia especialista

3/1 – Viaduto que corre risco de desabar após ataque criminoso passa por operação emergencial

3/1 – Casal de idosos e motorista ficam feridos após ataque a ônibus 

3/1 – Camilo Santana pede apoio da Força Nacional e do Exército após ataques no Ceará 

3/1 – “Pensei que era um meteoro”, diz moradora após explosão em viaduto de Caucaia

3/1 – Secretário opta por não comentar ataques registrados um dia após anunciar mudanças em presídios 

3/1 – Polícia prende 9 suspeitos de envolvimento na onda de ataques na Grande Fortaleza

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3/1 – Ônibus de Fortaleza vão circular normalmente mesmo após ataques, garante Sindionibus

3/1 – General Theophilo oferece intervenção federal após ataques no Ceará: “Está na mão do governador”

3/1 – Grande Fortaleza sofre onda de ataques um dia após secretário anunciar fim da divisão de facções em presídios

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