Grupo de mães denuncia ligação de homem afirmando que filhas teriam sido abusadas sexualmente

CASO DE POLÍCIA

Grupo de mães denuncia ligação de homem afirmando que filhas teriam sido abusadas sexualmente

Mães relataram ao Tribuna do Ceará que as ligações foram feitas na última semana. O contato telefônico foi semelhante: o homem usava um número privado, citava os nomes das mães e das garotas. Um B.O já foi registrado

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de agosto de 2019 às 09:00

Há 4 meses
Fachada da Dececa

Grupo de mães denuncia ameaças. (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Pelo menos 10 mães estão apavoradas por terem recebido ligações de um homem dizendo que teria abusado ou que iria abusar sexualmente das filhas delas. As meninas são modelos na capital e têm idade entre 4 e 10 anos. O grupo de mães está registrando Boletim de Ocorrência na manhã desta segunda-feira (12), na Delegacia da Criança e do Adolescente (Dececa), em Fortaleza.

Duas mães relataram ao Tribuna do Ceará que as ligações foram feitas na última sexta-feira (9). O contato telefônico foi semelhante: o homem usava um número privado, citava os nomes das mães e das garotas. “Ele me chamou pelo apelido, disse que tirou a calcinha da minha filha e fez sexo oral com ela”, afirmou a mãe de uma menina de 4 anos. Elas querem a quebra do sigilo telefônico, para descobrir quem teria feito os telefonemas.

“Se era para dar um golpe, não deu tempo. Foi um susto, fiquei tão nervosa, que desliguei o telefone. Mas, se fosse uma pessoa do nosso convívio, ela ia me ligar para dizer? É alguém que gosta de plantar o terror”, desabafa.

A mãe de outra garota, de 9 anos, contou ao Tribuna do Ceará que a ligação foi feita no mesmo dia, na última sexta-feira, com o mesmo conteúdo. “Também recebi a ligação e juro que passei mal na hora. Entrei em choque (…) Ela saía um pouco perto de mim, eu ficava louca. O pai dela ligando cada minuto com medo também”.

Uma delas chama atenção para o fato de que só há relatos de mães que publicam o telefone nas redes sociais. As informações, como nome, apelido e telefone, são divulgadas no Instagram das garotas como forma de facilitar que as agências entrem em contato, mas elas garantem que tudo é monitorado 24 horas. “Eu que publico no Instagram, e ela está sempre comigo, 24 horas. O único momento que não estou com ela é na escola”, conta a mãe da menina de 4 anos.

Casos semelhantes

As denunciantes souberam a semelhança dos casos após uma delas informar, em um grupo no Whatsapp, ter recebido a ligação. Logo apareceram novos depoimentos de mães que passaram pela mesma situação. Veja alguns:

“Também recebi essa ligação, fiquei super aflita e sem chão, porque nunca passei por isso. E, quando se trata de filhos, mexe muito com a gente. Passei o resto da noite sem dormir”.

“O homem tinha voz grossa, disse que iria pegar a (…) e falou o que ia fazer com ela”.

“Já me ligou várias vezes, mas nunca atendo, pois é privado. Ontem me ligou 21h39. Já ligou de madrugada”.

“É a segunda vez no meu número”.

“Só de imaginar, dá uma coisa ruim, quem faz esse tipo de coisa?”

*O Tribuna do Ceará não divulgou os nomes das mães das crianças para preservar a identidade. Elas pediram também que os nomes das agências onde as filhas atuam não fossem publicados.

Confira a reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

DENÚNCIAS DAS LIGAÇÕES
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DENÚNCIAS DAS LIGAÇÕES

(FOTO: Reprodução/Whatsapp)

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(FOTO: Reprodução/Whatsapp)

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Grupo de mães denuncia ligação de homem afirmando que filhas teriam sido abusadas sexualmente

Mães relataram ao Tribuna do Ceará que as ligações foram feitas na última semana. O contato telefônico foi semelhante: o homem usava um número privado, citava os nomes das mães e das garotas. Um B.O já foi registrado

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de agosto de 2019 às 09:00

Há 4 meses
Fachada da Dececa

Grupo de mães denuncia ameaças. (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Pelo menos 10 mães estão apavoradas por terem recebido ligações de um homem dizendo que teria abusado ou que iria abusar sexualmente das filhas delas. As meninas são modelos na capital e têm idade entre 4 e 10 anos. O grupo de mães está registrando Boletim de Ocorrência na manhã desta segunda-feira (12), na Delegacia da Criança e do Adolescente (Dececa), em Fortaleza.

Duas mães relataram ao Tribuna do Ceará que as ligações foram feitas na última sexta-feira (9). O contato telefônico foi semelhante: o homem usava um número privado, citava os nomes das mães e das garotas. “Ele me chamou pelo apelido, disse que tirou a calcinha da minha filha e fez sexo oral com ela”, afirmou a mãe de uma menina de 4 anos. Elas querem a quebra do sigilo telefônico, para descobrir quem teria feito os telefonemas.

“Se era para dar um golpe, não deu tempo. Foi um susto, fiquei tão nervosa, que desliguei o telefone. Mas, se fosse uma pessoa do nosso convívio, ela ia me ligar para dizer? É alguém que gosta de plantar o terror”, desabafa.

A mãe de outra garota, de 9 anos, contou ao Tribuna do Ceará que a ligação foi feita no mesmo dia, na última sexta-feira, com o mesmo conteúdo. “Também recebi a ligação e juro que passei mal na hora. Entrei em choque (…) Ela saía um pouco perto de mim, eu ficava louca. O pai dela ligando cada minuto com medo também”.

Uma delas chama atenção para o fato de que só há relatos de mães que publicam o telefone nas redes sociais. As informações, como nome, apelido e telefone, são divulgadas no Instagram das garotas como forma de facilitar que as agências entrem em contato, mas elas garantem que tudo é monitorado 24 horas. “Eu que publico no Instagram, e ela está sempre comigo, 24 horas. O único momento que não estou com ela é na escola”, conta a mãe da menina de 4 anos.

Casos semelhantes

As denunciantes souberam a semelhança dos casos após uma delas informar, em um grupo no Whatsapp, ter recebido a ligação. Logo apareceram novos depoimentos de mães que passaram pela mesma situação. Veja alguns:

“Também recebi essa ligação, fiquei super aflita e sem chão, porque nunca passei por isso. E, quando se trata de filhos, mexe muito com a gente. Passei o resto da noite sem dormir”.

“O homem tinha voz grossa, disse que iria pegar a (…) e falou o que ia fazer com ela”.

“Já me ligou várias vezes, mas nunca atendo, pois é privado. Ontem me ligou 21h39. Já ligou de madrugada”.

“É a segunda vez no meu número”.

“Só de imaginar, dá uma coisa ruim, quem faz esse tipo de coisa?”

*O Tribuna do Ceará não divulgou os nomes das mães das crianças para preservar a identidade. Elas pediram também que os nomes das agências onde as filhas atuam não fossem publicados.

Confira a reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

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