Homem acusado de matar esposa e filha dá entrevista pela primeira vez e alega inocência

4 ANOS

Homem acusado de matar esposa e filha dá entrevista pela primeira vez e alega inocência

Marcelo Barberena é réu pelas mortes da esposa Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, de 39 anos, e da filha Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de 8 meses. O crime aconteceu em 2015

Por Vitória Barbosa em Segurança Pública

22 de agosto de 2019 às 19:26

Há 1 mês
Crime aconteceu em Paracuru, em 2015 (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Crime aconteceu em Paracuru, em 2015 (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Marcelo Barberena, acusado de matar a esposa e a filha de 8 meses, concedeu entrevista pela primeira vez sobre o caso. À equipe da TV Jangadeiro, ele alegou inocência e afirmou que o crime devia ser melhor investigado.

O caso completa 4 anos nesta sexta-feira (23). No início de agosto, Barberena saiu do presídio para aguardar julgamento em liberdade, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em entrevista exclusiva ao Jornal Jangadeiro, ele afirma que não foi o autor do crime. “Quem me conhece sabe o quanto eu fui dedicado à minha família. Não faz parte da minha índole fazer o que aconteceu”.

Barberena é réu pelas mortes da companheira Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, de 39 anos, e da filha do casal, Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de 8 meses. O crime aconteceu em 2015, em uma casa de praia na cidade de Paracuru, litoral do Ceará.

Barberena nega ter discutido com a esposa no dia do crime. Ele conta que a decisão de separação foi tomada quatro meses antes de o crime acontecer e que, apesar disso, não tinha motivos que o levassem a tomar uma reação “desse tipo”. “Tivemos uma vida plena. Foi a mulher que eu amei durante 12 anos. Foram duas filhas que tivemos juntos, mas fazia alguns meses, sim, que a gente não estava se entendendo e, um dia, em uma conversa, nós resolvemos que íamos nos separar”.

Questionado sobre a preferência de um filho homem, ao nascer a segunda filha, ele nega a tese de que rejeitava a filha mais nova por ser do sexo feminino. “Ela sempre foi bem-quista, sempre foi bem-vinda e sempre foi amada”, diz Marcelo sobre a filha de 8 meses.

Noite do crime

No dia 23 de agosto de 2015 aconteceu o crime, na casa de praia dos sogros de Barberena. Ele disse que nesse dia não houve discussão e não ouviu nenhuma movimentação estranha na residência durante a madrugada. Era aniversário dele, e estava comemorando com a esposa, as filhas, o irmão, a cunhada e os sobrinhos.

Ele conta que, naquela noite, por volta das 21h e 21h30, Adriana foi dormir com Jade em um quarto da frente de casa e Marcelo continuou a “reuniãozinha” com irmão, cunhada e sobrinhos que visitavam a família. Depois que as crianças dormiram, ele afirma que também foi dormir; mas, antes, checou as mensagens de felicitações que chegavam no aplicativo WhatsApp.

Quando acordou, por volta de 5h30 e 5h45, disse ter achado estranho que Adriana não havia lhe chamado para ajudar com Jade e foi ver as duas no quarto. Ele e a filha mais velha Pietra dormiam em outro quarto, próximo à cozinha, enquanto que, no segundo andar da casa, dormiam o irmão, cunhada e os dois sobrinhos de Marcelo.

“E quando eu fui ver lá no quarto (…) foi a cena que a gente viu. A Adriana estava com o corpo gelado, tinha sangue no travesseiro, e eu fiquei nervoso. Comecei a gritar e chamei meu irmão, que é médico”.

Ele disse que o irmão foi atender a esposa, e a cunhada a filha, quando viu que ela também não se mexia. “Foi um ‘Deus nos acuda’ porque ninguém espera passar por uma situação como essa. Em 24 horas, eu estava sendo acusado como o responsável. Em 24 horas, tinham me condenado”, destacou.

Crime confessado

Na época do crime, a polícia encontrou no celular do acusado uma mensagem enviada ao grupo da família, no aplicativo Whatsapp, na qual ele confessava o crime e pedia perdão. Ele foi autuado em flagrante, por homicídio doloso triplamente qualificado e preso.

À época, ele chegou a confessar a autoria dos crimes, depois, em outro depoimento, negou ter matado a esposa e a filha a tiros. Marcelo falou que confessou sob coerção, em um interrogatório de três horas e meia sem a presença do advogado. Ele também alega ter assinado um documento feito pela delegada que investigava o caso. Segundo Barberena, esse seria o motivo que o fez responder até hoje pelo crime.

O julgamento de Marcelo Barberena ainda não tem data para acontecer.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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Homem acusado de matar esposa e filha dá entrevista pela primeira vez e alega inocência

Marcelo Barberena é réu pelas mortes da esposa Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, de 39 anos, e da filha Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de 8 meses. O crime aconteceu em 2015

Por Vitória Barbosa em Segurança Pública

22 de agosto de 2019 às 19:26

Há 1 mês
Crime aconteceu em Paracuru, em 2015 (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Crime aconteceu em Paracuru, em 2015 (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Marcelo Barberena, acusado de matar a esposa e a filha de 8 meses, concedeu entrevista pela primeira vez sobre o caso. À equipe da TV Jangadeiro, ele alegou inocência e afirmou que o crime devia ser melhor investigado.

O caso completa 4 anos nesta sexta-feira (23). No início de agosto, Barberena saiu do presídio para aguardar julgamento em liberdade, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em entrevista exclusiva ao Jornal Jangadeiro, ele afirma que não foi o autor do crime. “Quem me conhece sabe o quanto eu fui dedicado à minha família. Não faz parte da minha índole fazer o que aconteceu”.

Barberena é réu pelas mortes da companheira Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, de 39 anos, e da filha do casal, Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de 8 meses. O crime aconteceu em 2015, em uma casa de praia na cidade de Paracuru, litoral do Ceará.

Barberena nega ter discutido com a esposa no dia do crime. Ele conta que a decisão de separação foi tomada quatro meses antes de o crime acontecer e que, apesar disso, não tinha motivos que o levassem a tomar uma reação “desse tipo”. “Tivemos uma vida plena. Foi a mulher que eu amei durante 12 anos. Foram duas filhas que tivemos juntos, mas fazia alguns meses, sim, que a gente não estava se entendendo e, um dia, em uma conversa, nós resolvemos que íamos nos separar”.

Questionado sobre a preferência de um filho homem, ao nascer a segunda filha, ele nega a tese de que rejeitava a filha mais nova por ser do sexo feminino. “Ela sempre foi bem-quista, sempre foi bem-vinda e sempre foi amada”, diz Marcelo sobre a filha de 8 meses.

Noite do crime

No dia 23 de agosto de 2015 aconteceu o crime, na casa de praia dos sogros de Barberena. Ele disse que nesse dia não houve discussão e não ouviu nenhuma movimentação estranha na residência durante a madrugada. Era aniversário dele, e estava comemorando com a esposa, as filhas, o irmão, a cunhada e os sobrinhos.

Ele conta que, naquela noite, por volta das 21h e 21h30, Adriana foi dormir com Jade em um quarto da frente de casa e Marcelo continuou a “reuniãozinha” com irmão, cunhada e sobrinhos que visitavam a família. Depois que as crianças dormiram, ele afirma que também foi dormir; mas, antes, checou as mensagens de felicitações que chegavam no aplicativo WhatsApp.

Quando acordou, por volta de 5h30 e 5h45, disse ter achado estranho que Adriana não havia lhe chamado para ajudar com Jade e foi ver as duas no quarto. Ele e a filha mais velha Pietra dormiam em outro quarto, próximo à cozinha, enquanto que, no segundo andar da casa, dormiam o irmão, cunhada e os dois sobrinhos de Marcelo.

“E quando eu fui ver lá no quarto (…) foi a cena que a gente viu. A Adriana estava com o corpo gelado, tinha sangue no travesseiro, e eu fiquei nervoso. Comecei a gritar e chamei meu irmão, que é médico”.

Ele disse que o irmão foi atender a esposa, e a cunhada a filha, quando viu que ela também não se mexia. “Foi um ‘Deus nos acuda’ porque ninguém espera passar por uma situação como essa. Em 24 horas, eu estava sendo acusado como o responsável. Em 24 horas, tinham me condenado”, destacou.

Crime confessado

Na época do crime, a polícia encontrou no celular do acusado uma mensagem enviada ao grupo da família, no aplicativo Whatsapp, na qual ele confessava o crime e pedia perdão. Ele foi autuado em flagrante, por homicídio doloso triplamente qualificado e preso.

À época, ele chegou a confessar a autoria dos crimes, depois, em outro depoimento, negou ter matado a esposa e a filha a tiros. Marcelo falou que confessou sob coerção, em um interrogatório de três horas e meia sem a presença do advogado. Ele também alega ter assinado um documento feito pela delegada que investigava o caso. Segundo Barberena, esse seria o motivo que o fez responder até hoje pelo crime.

O julgamento de Marcelo Barberena ainda não tem data para acontecer.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: