Moradores se revoltam com mortes de 18 gatos no Henrique Jorge

CENA TRISTE

Moradores se revoltam com mortes de 18 gatos no Henrique Jorge

População acredita que os gatos foram mortos com golpes de madeira ou espancados na madrugada da última quinta-feira (9) na Rua Belém

Por William Barros em Segurança Pública

10 de janeiro de 2020 às 10:36

Há 5 meses

Os gatinhos sobreviventes foram levados para outro local, por questão de segurança (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Ao acordar, os moradores do bairro Henrique Jorge, em Fortaleza, se revoltaram com a cena que viram: 18 gatos mortos e espalhados pela Rua Belém. Apaixonados pelos animais, os moradores já haviam formado uma rede de apoio para cuidar dos felinos e abrigá-los em um trecho específico da via. A população acredita que os gatos foram mortos com golpes de madeira ou espancados na madrugada da última quinta-feira (9).

Os moradores acionaram a Sociedade Protetora dos Animais (SPA), que os orientou a registrar boletim de ocorrência. Eles aguardam para que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investigue o caso. Em entrevista ao Sistema Jangadeiro, a população revela que esta não é a primeira vez que se deparam com bichos mortos na região e que há uma suspeita de quem possa ser o autor dos crimes.

O responsável pelas mortes pode ser enquadrado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que dispõe sobre maus tratos a animais. Nesse caso, a pena é de multa e três meses a um ano de detenção. Por isso, para Célia Ribeiro, uma das cuidadoras voluntárias, “há um bandido solto”. “Ele precisa pagar pelo crime que ele cometeu. Todo dia estava aparecendo dois ou três gatos mortos, dessa vez foi essa matança”, revolta-se a moradora.

Visivelmente emocionado, Ailton Ferreira chegou a duvidar da informação de que os animais estavam mortos. Foi ele quem recolheu os corpos dos felinos e os agrupou em uma fileira na calçada. “Eu ainda estou entalado aqui. Cuidava deles quando eles ficavam em outra parte do bairro. A gente ajuda sempre, deixa comida, água. Pensei que era brincadeira do rapaz que disse”, relembra.

Os animais sobreviventes não ficarão mais na região. De acordo com Márcio Sousa, membro da SPA, eles serão levados para um abrigo. Segundo ele, crimes deste tipo são frequentes em Fortaleza, mas não recebem a devida atenção. “É crime ambiental e é dever da autoridade policial investigar. Porém, parece que o Poder Público deixa a desejar ou parece não enxergar os crimes ambientais que ocorrem todo dia em Fortaleza”, argumenta.

Confira mais na reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h05 desta sexta-feira (10).

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CENA TRISTE

Moradores se revoltam com mortes de 18 gatos no Henrique Jorge

População acredita que os gatos foram mortos com golpes de madeira ou espancados na madrugada da última quinta-feira (9) na Rua Belém

Por William Barros em Segurança Pública

10 de janeiro de 2020 às 10:36

Há 5 meses

Os gatinhos sobreviventes foram levados para outro local, por questão de segurança (FOTO: TV Jangadeiro/SBT)

Ao acordar, os moradores do bairro Henrique Jorge, em Fortaleza, se revoltaram com a cena que viram: 18 gatos mortos e espalhados pela Rua Belém. Apaixonados pelos animais, os moradores já haviam formado uma rede de apoio para cuidar dos felinos e abrigá-los em um trecho específico da via. A população acredita que os gatos foram mortos com golpes de madeira ou espancados na madrugada da última quinta-feira (9).

Os moradores acionaram a Sociedade Protetora dos Animais (SPA), que os orientou a registrar boletim de ocorrência. Eles aguardam para que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investigue o caso. Em entrevista ao Sistema Jangadeiro, a população revela que esta não é a primeira vez que se deparam com bichos mortos na região e que há uma suspeita de quem possa ser o autor dos crimes.

O responsável pelas mortes pode ser enquadrado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que dispõe sobre maus tratos a animais. Nesse caso, a pena é de multa e três meses a um ano de detenção. Por isso, para Célia Ribeiro, uma das cuidadoras voluntárias, “há um bandido solto”. “Ele precisa pagar pelo crime que ele cometeu. Todo dia estava aparecendo dois ou três gatos mortos, dessa vez foi essa matança”, revolta-se a moradora.

Visivelmente emocionado, Ailton Ferreira chegou a duvidar da informação de que os animais estavam mortos. Foi ele quem recolheu os corpos dos felinos e os agrupou em uma fileira na calçada. “Eu ainda estou entalado aqui. Cuidava deles quando eles ficavam em outra parte do bairro. A gente ajuda sempre, deixa comida, água. Pensei que era brincadeira do rapaz que disse”, relembra.

Os animais sobreviventes não ficarão mais na região. De acordo com Márcio Sousa, membro da SPA, eles serão levados para um abrigo. Segundo ele, crimes deste tipo são frequentes em Fortaleza, mas não recebem a devida atenção. “É crime ambiental e é dever da autoridade policial investigar. Porém, parece que o Poder Público deixa a desejar ou parece não enxergar os crimes ambientais que ocorrem todo dia em Fortaleza”, argumenta.

Confira mais na reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h05 desta sexta-feira (10).