"O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado", avalia membro do Copen

MOTIVAÇÃO DOS ATAQUES

“O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado”, avalia membro do Copen

Para o membro do Conselho Penitenciário do Ceará, Cláudio Justa, os ataques no Ceará, que chegam ao 5° dia, são uma reação do crime organizado ao excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

24 de setembro de 2019 às 16:16

Há 6 meses
Para Cláudio Justa, condições garantidas de direito foram suprimidas e motivaram as ações criminosas (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Para Cláudio Justa, condições garantidas de direito foram suprimidas e motivaram as ações criminosas (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

“O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado”, avalia o membro do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), Cláudio Justa, sobre a nova onda de ataques que acontece pelo 5° dia em Fortaleza, Região Metropolitana e municípios do interior do Estado.

Para ele, as ocorrências são uma reação do autodeclarado crime organizado ao excesso de rigor disciplinar ou “o que eles chamam de opressão nas unidades penitenciárias”.

O conselheiro destaca que no Ceará tem acontecido repetições desses ataques e que, em janeiro, aconteceu a pior onda e mais eficaz reação do próprio Estado, com apoio da União e estados vizinhos que cederam policiais.

No entanto, Cláudio diz que o Estado não conseguiu, realmente, assumir o controle pleno da segurança pública e que a intervenção dos ataques veio de fora. “Teve uma diminuição das ocorrências prisionais, sim, mas essa intervenção vem de fora. Não foi de dentro do sistema penitenciário”, considera.

Sobre a motivação da nova onda de ataques, que segundo o conselheiro é motivada pelo excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias, ele diz que é uma situação preocupante para órgãos de controle da Legalidade e Direitos Humanos, como o próprio Conselho Penitenciário, o Mecanismo de Combate à Tortura, o Conselho Estadual de Direitos Humanos e a Defensoria Pública.

“Com o rigor disciplinar, de caráter de intervenção, comprometeu fundamentos básicos de garantia de Direitos Humanos. Você têm procedimentos que duram horas, você está numa cela lotada, você não tem acesso a familiares por alguns meses”, comenta.

De acordo com o conselheiro, todas essas condições, que seriam garantidas por direito, foram suprimidas e motivaram as ações criminosas que, até às 15h20 desta terça-feira, chegam a 35.

Acompanhe a cobertura dos ataques:

24/9 – Governo transfere 257 presos de facção criminosa responsável por ataques no Ceará

24/9 – 6 carros são destruídos em ataque a concessionária da Av. Santos Dumont

24/9 – Nova onda de ataques no Ceará: Veja o número atualizado de ações criminosas

24/9 – 4 primeiros dias de ataques de setembro representam 21% das ocorrências de janeiro

24/9 – Micro-ônibus é incendiado por bandidos com motorista dentro; Funcionário escapa por pouco

24/9 – Frota de ônibus opera com 70% da capacidade em Fortaleza no 5º dia de ataques

24/9 – Nova onda de ataques no Ceará chega ao 5º dia, com mais incêndios criminosos 

23/9 – Ceará registra 17 ataques em quatro dias; 13 só em Fortaleza

23/9 – Polícia prende 7 suspeitos de ataques e outros 5 são identificados 

23/9 – “Clara reação dos bandidos ao forte enfrentamento ao crime organizado”, diz Camilo Santana sobre ataques 

23/9 – Ceará chega ao 4° dia de ataques, com mais veículos incendiados em Fortaleza

23/9 – Motorista que teve caminhão incendiado por bandidos foi salvo por vigilantes que gritaram “fogo”

23/9 – Bandidos fazem 4 ataques criminosos a veículos e posto de combustíveis no fim de semana

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MOTIVAÇÃO DOS ATAQUES

“O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado”, avalia membro do Copen

Para o membro do Conselho Penitenciário do Ceará, Cláudio Justa, os ataques no Ceará, que chegam ao 5° dia, são uma reação do crime organizado ao excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

24 de setembro de 2019 às 16:16

Há 6 meses
Para Cláudio Justa, condições garantidas de direito foram suprimidas e motivaram as ações criminosas (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Para Cláudio Justa, condições garantidas de direito foram suprimidas e motivaram as ações criminosas (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

“O Estado não conseguiu desarticular o crime organizado”, avalia o membro do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), Cláudio Justa, sobre a nova onda de ataques que acontece pelo 5° dia em Fortaleza, Região Metropolitana e municípios do interior do Estado.

Para ele, as ocorrências são uma reação do autodeclarado crime organizado ao excesso de rigor disciplinar ou “o que eles chamam de opressão nas unidades penitenciárias”.

O conselheiro destaca que no Ceará tem acontecido repetições desses ataques e que, em janeiro, aconteceu a pior onda e mais eficaz reação do próprio Estado, com apoio da União e estados vizinhos que cederam policiais.

No entanto, Cláudio diz que o Estado não conseguiu, realmente, assumir o controle pleno da segurança pública e que a intervenção dos ataques veio de fora. “Teve uma diminuição das ocorrências prisionais, sim, mas essa intervenção vem de fora. Não foi de dentro do sistema penitenciário”, considera.

Sobre a motivação da nova onda de ataques, que segundo o conselheiro é motivada pelo excesso de rigor disciplinar nas penitenciárias, ele diz que é uma situação preocupante para órgãos de controle da Legalidade e Direitos Humanos, como o próprio Conselho Penitenciário, o Mecanismo de Combate à Tortura, o Conselho Estadual de Direitos Humanos e a Defensoria Pública.

“Com o rigor disciplinar, de caráter de intervenção, comprometeu fundamentos básicos de garantia de Direitos Humanos. Você têm procedimentos que duram horas, você está numa cela lotada, você não tem acesso a familiares por alguns meses”, comenta.

De acordo com o conselheiro, todas essas condições, que seriam garantidas por direito, foram suprimidas e motivaram as ações criminosas que, até às 15h20 desta terça-feira, chegam a 35.

Acompanhe a cobertura dos ataques:

24/9 – Governo transfere 257 presos de facção criminosa responsável por ataques no Ceará

24/9 – 6 carros são destruídos em ataque a concessionária da Av. Santos Dumont

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24/9 – 4 primeiros dias de ataques de setembro representam 21% das ocorrências de janeiro

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