Pai de criança morta a pauladas conta que foi ameaçado por tentar se aproximar da filha

"QUERIA AJUDAR"

Pai de criança morta a pauladas conta que foi ameaçado por tentar se aproximar da filha

Maria Esther teria sido morta por chorar demais. O corpo da criança foi jogado em um matagal, em Pacatuba. Mãe e padrasto estão presos

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

23 de agosto de 2019 às 10:23

Há 4 semanas

Tiago Marques, pai da menina, conta que foi ameaçado por tentar aproximação. (FOTO: Reproduçaõ/TV Jangadeiro)

Pai de Maria Esther conta que tentou se aproximar da criança, mas foi impedido pela mãe. Além disso, revela que foi ameaçado de morte. A equipe do programa Barra Pesada conversou com Tiago Marques no velório da filha de 1 ano e 10 meses, realizado nesta quinta-feira (22), no bairro Vila Peri, em Fortaleza, na residência dos avós maternos. A menina foi assassinada a pauladas pela própria mãe, Ana Cristina, e pelo padrasto, Franciel de Macedo, na madrugada da última terça-feira. O casal forjou um rapto, mas logo foi descoberto pela polícia. O 29º DP registrou o caso.

“Ela dizia que eu não era o pai, mas eu sempre procurei. Queria fazer o teste de dna… Porque sou casado com ela ainda. Ela não me deixava pegar a menina de maneira nenhuma. E quando eu soube dessa tragédia, do que fizeram esses dois, eu tô ainda abalado porque tenho sentimento. Muitas vezes eu vim atrás de ajudar e ela não deixava”, disse Tiago Marques.

Ele conta que viu a criança pela última vez há cerca de quatro meses, quando tentou pedir pela segunda vez a separação de Ana Cristina. Tiago disse também que a mulher contava a um pastor que tinha medo de que ele raptasse a criança.

“Ela não deixava eu pegar na menina de jeito nenhum, achava que eu podia raptar a menina. Ela dizia pro pastor que não deixava eu pegar a menina por que eu poderia sair correndo com a menina. Não! Queria ajudar, queria sustentar a menina de qualquer coisa, ter responsabilidade. Ouvi falar que ela dizia que eu não dava nada, mas muitas vezes procurei, vim atrás de querer ajudar e ela não queria”, desabafou o pai da criança.

De posse do registro de nascimento original de Maria Esther, Tiago chegou a ir ao fórum para solicitar o teste de dna. No entanto, por insistir na aproximação e na comprovação da paternidade, diz ter sido ameaçado de morte por Franciel.

“Esse cara me ameaçou duas vezes pelo telefone, disse que ia me matar. Por isso não corri mais atrás. Vim deixar o registro original aqui porque foi através do registro que foram liberar o corpo da menina, porque ela não tinha mais registro. Fiquei analisando, ela pode mandar me matar. Aí parei. Nunca observei o comportamento dela ser agressivo. Não sei o que deu para ela cometer um crime bárbaro desses. Acho que os pensamentos dos dois juntos”, disse Tiago. O corpo de Maria Esther foi velado na casa dos avós maternos, na Vila Peri, e recebido pela comunidade com muita emoção.

Entenda o caso

Na tarde desta terça-feira (20), o casal registrou um Boletim de Ocorrências, afirmando que Maria Esther teria sido raptado por um casal que estava em um carro preto, modelo Fox, enquanto a família estava passando de bicicleta pela Estrada dos Macacos, no bairro Pajuçara, entre os municípios de Pacatuba e Maracanaú.

Após os policiais ouvirem familiares e vizinhos e analisarem câmeras de monitoramento, Ana Cristina e Franciel se tornaram suspeitos. Nas imagens de câmeras por onde o casal passou de bicicleta, os agentes perceberam que a criança, carregada nos braços da mãe, estava imóvel. A suspeita de que a menina estava sendo carregada morta então surgiu.

Motivo

Para o delegado, o crime não foi premeditado, mas o casal não parecia ter interesse em criar a menina. “Não podemos garantir que houve uma premeditação. O que podemos dizer é que essa criança era rejeitada no âmbito familiar”.

O delegado disse, ainda, que Ana Cristina não queria desagradar seu atual companheiro com uma criança de outro relacionamento. Ela também estaria grávida de três meses. Além disso, Maria Esther era epiléptica e carecia de mais cuidado e atenção.

Após a investigação, o casal foi preso, autuado por homicídio qualificado e levado para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza.

Confira a reportagem completa no programa Barra Pesada desta quinta-feira (22), a partir das 12h05, na TV Jangadeiro/SBT.

Publicidade

Dê sua opinião

"QUERIA AJUDAR"

Pai de criança morta a pauladas conta que foi ameaçado por tentar se aproximar da filha

Maria Esther teria sido morta por chorar demais. O corpo da criança foi jogado em um matagal, em Pacatuba. Mãe e padrasto estão presos

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

23 de agosto de 2019 às 10:23

Há 4 semanas

Tiago Marques, pai da menina, conta que foi ameaçado por tentar aproximação. (FOTO: Reproduçaõ/TV Jangadeiro)

Pai de Maria Esther conta que tentou se aproximar da criança, mas foi impedido pela mãe. Além disso, revela que foi ameaçado de morte. A equipe do programa Barra Pesada conversou com Tiago Marques no velório da filha de 1 ano e 10 meses, realizado nesta quinta-feira (22), no bairro Vila Peri, em Fortaleza, na residência dos avós maternos. A menina foi assassinada a pauladas pela própria mãe, Ana Cristina, e pelo padrasto, Franciel de Macedo, na madrugada da última terça-feira. O casal forjou um rapto, mas logo foi descoberto pela polícia. O 29º DP registrou o caso.

“Ela dizia que eu não era o pai, mas eu sempre procurei. Queria fazer o teste de dna… Porque sou casado com ela ainda. Ela não me deixava pegar a menina de maneira nenhuma. E quando eu soube dessa tragédia, do que fizeram esses dois, eu tô ainda abalado porque tenho sentimento. Muitas vezes eu vim atrás de ajudar e ela não deixava”, disse Tiago Marques.

Ele conta que viu a criança pela última vez há cerca de quatro meses, quando tentou pedir pela segunda vez a separação de Ana Cristina. Tiago disse também que a mulher contava a um pastor que tinha medo de que ele raptasse a criança.

“Ela não deixava eu pegar na menina de jeito nenhum, achava que eu podia raptar a menina. Ela dizia pro pastor que não deixava eu pegar a menina por que eu poderia sair correndo com a menina. Não! Queria ajudar, queria sustentar a menina de qualquer coisa, ter responsabilidade. Ouvi falar que ela dizia que eu não dava nada, mas muitas vezes procurei, vim atrás de querer ajudar e ela não queria”, desabafou o pai da criança.

De posse do registro de nascimento original de Maria Esther, Tiago chegou a ir ao fórum para solicitar o teste de dna. No entanto, por insistir na aproximação e na comprovação da paternidade, diz ter sido ameaçado de morte por Franciel.

“Esse cara me ameaçou duas vezes pelo telefone, disse que ia me matar. Por isso não corri mais atrás. Vim deixar o registro original aqui porque foi através do registro que foram liberar o corpo da menina, porque ela não tinha mais registro. Fiquei analisando, ela pode mandar me matar. Aí parei. Nunca observei o comportamento dela ser agressivo. Não sei o que deu para ela cometer um crime bárbaro desses. Acho que os pensamentos dos dois juntos”, disse Tiago. O corpo de Maria Esther foi velado na casa dos avós maternos, na Vila Peri, e recebido pela comunidade com muita emoção.

Entenda o caso

Na tarde desta terça-feira (20), o casal registrou um Boletim de Ocorrências, afirmando que Maria Esther teria sido raptado por um casal que estava em um carro preto, modelo Fox, enquanto a família estava passando de bicicleta pela Estrada dos Macacos, no bairro Pajuçara, entre os municípios de Pacatuba e Maracanaú.

Após os policiais ouvirem familiares e vizinhos e analisarem câmeras de monitoramento, Ana Cristina e Franciel se tornaram suspeitos. Nas imagens de câmeras por onde o casal passou de bicicleta, os agentes perceberam que a criança, carregada nos braços da mãe, estava imóvel. A suspeita de que a menina estava sendo carregada morta então surgiu.

Motivo

Para o delegado, o crime não foi premeditado, mas o casal não parecia ter interesse em criar a menina. “Não podemos garantir que houve uma premeditação. O que podemos dizer é que essa criança era rejeitada no âmbito familiar”.

O delegado disse, ainda, que Ana Cristina não queria desagradar seu atual companheiro com uma criança de outro relacionamento. Ela também estaria grávida de três meses. Além disso, Maria Esther era epiléptica e carecia de mais cuidado e atenção.

Após a investigação, o casal foi preso, autuado por homicídio qualificado e levado para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza.

Confira a reportagem completa no programa Barra Pesada desta quinta-feira (22), a partir das 12h05, na TV Jangadeiro/SBT.