Reconhecimento de testemunhas por engano é a principal causa de erros em julgamentos, alerta especialista

JULGAMENTO DE BORRACHEIRO

Reconhecimento de testemunhas por engano é a principal causa de erros em julgamentos, alerta especialista

Rafael Tucherman, representante do Innocence Project, e o defensor público Emerson Castelo Branco contaram os bastidores do processo que libertou homem preso por engano por 5 anos

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

2 de agosto de 2019 às 11:47

Há 1 mês
O defensor público Emerson Castelo Branco foi um dos entrevistados desta sexta-feira (2) no jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM

O defensor público Emerson Castelo Branco foi um dos entrevistados da Tribuna Band News FM (FOTO: Fábio Rabelo/Tribuna do Ceará)

O reconhecimento de testemunhas tem sido a principal causa de erros em julgamentos, de acordo com Rafael Tucherman, representante do Innocence Project. Ele e o defensor público Emerson Castelo Branco foram os entrevistados desta sexta-feira (2) no jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM.

Os dois atuaram no processo que reconheceu a inocência do borracheiro Antônio Cláudio Barbosa de Castro, liberto na tarde da última terça-feira (30). Para Tucherman, o erro judiciário não é proposital.

“O Innocence nunca registrou nenhum caso de condenação dolosa por parte de algum juiz”, assegura o representante da ONG.

Já segundo Emerson, a pressão por um resultado pode causar erros em um julgamento. “Isso não é uma frequência, mas a Justiça, em nome da busca pelos culpados, condena inocentes”, argumenta o defensor público.

Contudo, ele explica que, em casos semelhantes, ninguém costuma ser punido. “O erro acontece. Ninguém erra querendo. No caso do Antônio, todos erraram, inclusive, a defesa. Todos têm uma parcela de responsabilidade”, avalia.

Apesar disso, Emerson destaca que o borracheiro preso injustamente tem direito a pedir indenização. “Ele nunca mais será o mesmo. Pedir indenização é uma decisão individual. Ainda não conversamos sobre isso, mas acredito que esse será o caminho”, analisa o defensor público.

Confira mais no vídeo da transmissão do jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM, a partir do minuto 25.

Tribuna BandNews – Primeira Edição | 02.08.2019

Posted by Tribuna Bandnews FM on Friday, August 2, 2019

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JULGAMENTO DE BORRACHEIRO

Reconhecimento de testemunhas por engano é a principal causa de erros em julgamentos, alerta especialista

Rafael Tucherman, representante do Innocence Project, e o defensor público Emerson Castelo Branco contaram os bastidores do processo que libertou homem preso por engano por 5 anos

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

2 de agosto de 2019 às 11:47

Há 1 mês
O defensor público Emerson Castelo Branco foi um dos entrevistados desta sexta-feira (2) no jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM

O defensor público Emerson Castelo Branco foi um dos entrevistados da Tribuna Band News FM (FOTO: Fábio Rabelo/Tribuna do Ceará)

O reconhecimento de testemunhas tem sido a principal causa de erros em julgamentos, de acordo com Rafael Tucherman, representante do Innocence Project. Ele e o defensor público Emerson Castelo Branco foram os entrevistados desta sexta-feira (2) no jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM.

Os dois atuaram no processo que reconheceu a inocência do borracheiro Antônio Cláudio Barbosa de Castro, liberto na tarde da última terça-feira (30). Para Tucherman, o erro judiciário não é proposital.

“O Innocence nunca registrou nenhum caso de condenação dolosa por parte de algum juiz”, assegura o representante da ONG.

Já segundo Emerson, a pressão por um resultado pode causar erros em um julgamento. “Isso não é uma frequência, mas a Justiça, em nome da busca pelos culpados, condena inocentes”, argumenta o defensor público.

Contudo, ele explica que, em casos semelhantes, ninguém costuma ser punido. “O erro acontece. Ninguém erra querendo. No caso do Antônio, todos erraram, inclusive, a defesa. Todos têm uma parcela de responsabilidade”, avalia.

Apesar disso, Emerson destaca que o borracheiro preso injustamente tem direito a pedir indenização. “Ele nunca mais será o mesmo. Pedir indenização é uma decisão individual. Ainda não conversamos sobre isso, mas acredito que esse será o caminho”, analisa o defensor público.

Confira mais no vídeo da transmissão do jornal Primeira Edição, da Tribuna Band News FM, a partir do minuto 25.

Tribuna BandNews – Primeira Edição | 02.08.2019

Posted by Tribuna Bandnews FM on Friday, August 2, 2019